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segunda-feira, 11 de março de 2019

Autores: John Byrne


Um dos meus autores preferidos, John Byrne foi o primeiro artista que segui a sério, procurando as revistas com os seus trabalhos, mesmo que fosse em personagens que nem conhecia bem.

Não tenho a certeza do primeiro trabalho que vi de Byrne, nunca fui muito de prestar atenção a quem escrevia/desenhava, mas tenho ideia de ter sido algum Luke Cage/Punho de Ferro, mas sei que o que mais me marcou foi o encontro do Aranha com o Capitão Britânia. Depois li uma história dos X-Men na Saga da Fénix Negra, e foi com a sua pequena (mas memorável) fase mo Hulk, que fiquei para sempre seu fã.

John Byrne nasceu a 6 de Julho de 1950, em Inglaterra, crescendo no Canadá (mudou-se para lá com 8 anos) e era um ávido leitor de comics, tanto DC como Marvel, começando o seu trabalho na indústria em 1973, como freelancer na Charlton e fazendo alguns fill-ins para a Marvel. Começou a ser chamado regularmente e desenhou diversas edições de Iron Fist, Champions e Marvel Team-up, muitas delas escritas por Chris Claremont.

Já fora da Charlton, começava a receber cada vez mais trabalho da Marvel e foi com Claremont que teve uma fase memorável com os X-men, um título que pouco vendia na altura, mas que tinha começado a receber alguma atenção de autores como Len Wein e Dave Cockrum. A dupla Claremont/Byrne funcionava bem, e começaram a aparecer histórias atrás de histórias fantásticas, Proteus, Dark Phoenix, Days of Future Past e personagens como as do Clube do inferno ou a Tropa Alfa.


Notava-se a predilecção de Byrne pelo pequeno Wolverine, dando-lhe sempre algum destaque, e exigindo a sua presença na equipa, criando muitos dos elementos que ajudaram a que se tornasse o personagem mais popular da Marvel a dada altura.

Começaram a trabalhar com os mutantes em X-Men #108, de Dezembro de 1977, e no #114 começou a aparecer como co-autor, deixando de ser apenas um desenhista. Mesmo assim era pela sua arte que era conhecido e no final da década de 70, e começo de 80, desenhava também histórias na revista Avengers (com argumentos de David Michelinie) e no Capitão América, fez uma série de histórias com o seu amigo Roger Stern, muito elogiadas pelos fãs e pela crítica.

De 1981 a 1986 entrou para revista que o fez apaixonar-se pelos comics, Fantastic Four, e no quarteto fez uma obra prima, escrevendo e desenhando, com arte final de Terry Austin. Foi uma fase elogiada por todos, com momentos que marcaram a equipa para sempre, e mudando várias coisas como o ter acabado com o edifício Baxter, o mudar a cor dos uniformes, o ter introduzido a Mulher-Hulk para o lugar do Coisa, ou o ter dado mais destaque à Sue Storm, tornando-a na Mulher Invisível.



Ao mesmo tempo, ajudou a criar a revista para a equipa que tinha criado nos X-Men, a Tropa Alfa, numa série de números bem interessantes de se seguir, com bons confrontos e uma arte fantástica. Isto apesar de dizer que não era um grande fã da sua própria criação, mas mesmo assim foi uma série acima da média do que se fazia na altura.

Byrne estava bem instalado, apesar de uma relação conflituosa com Shooter, o editor-chefe, que fez com que saísse abruptamente da companhia, e deixando uma série de histórias com o Hulk por concluir, com o autor Al Milgrom a terminar essa fase. Uma pena, porque foram poucos números, mas cheios de acção, com um Byrne em forma tanto na arte como na construção de história. Em poucos números ele separa o Hulk do Banner, casa-o com a Betty e faz com que meio universo Marvel persiga o golias verde.

Naquilo que foi uma mudança controversa, Byrne acaba por ir para a DC, incumbido de fazer um revamp na personagem principal da companhia, o Super-Homem. Aí produz uma fase odiada por uns, amada por outros, mexendo bastante no status quo do herói, reduzindo-lhe os poderes, ou a sua intensidade, no seu passado como Superboy, eliminou a fortaleza da solidão e tornou-o o único kryptoniano do universo DC.


Clark Kent tornou-se menos pamonha, e Lex Luthor tornou-se um homem de negócios com um ódio visceral ao homem de aço, isto tudo numa fase onde o autor experimentou muita coisa, e muitas mantiveram-se durante anos, e usados em outras mídias como nas séries televisivas.

Byrne fez também a mini-série Lendas, que ajudava a introduzir novas personagens no universo DC depois de Crise, mas manteve-se sempre pelo universo do Superman no seu tempo na DC. Em 1989, e com Shooter fora do comando, volta à Marvel, para os Vingadores da Costa Oeste.

Para além dos Vingadores, cria também uma revista da Mulher-Hulk, num tom mais cómico que tornou a personagem muito popular. mas problemas com os editores fazem com que saia cedo da revista. Byrne pega em Namor e também faz uma série de histórias fora do que estávamos habituados com a personagem.

Estes foram os seus últimos trabalhos regulares na Marvel, depois começou a fazer trabalhos criados por si, de raiz, em diversas companhias, nunca nada com muito sucesso. Voltou à DC em 1995, para uma série de histórias com a Mulher-Maravilha, e reinterpretando o quarto mundo de Jack Kirby, numa série regular que teve 20 edições.



Nesta altura Byrne fazia trabalhos para as duas companhias, fosse só como desenhista (como no Homem-Aranha de Howard Mackie), fosse como escritor e desenhista em várias  minis como
 X-Men Hidden years ou Superman & Batman: Generations.

No começo de Século, o seu trabalho aparecia mais na DC, em Liga da Justiça, Patrulha do Destino ou mesmo Super-Homem, que voltaria a desenhar. Na segunda década, começa a trabalhar mais para a IDW, em revistas de séries de TV como Star Trek ou Angel.

Felizmente pudemos acompanhar quase todo o seu trabalho do Século XX na editora Abril, e ter assim conhecido um dos melhores autores de BD Norte-Americana.







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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lançamentos Goody:

Deadpool 3 (de 4)
Deadpool 4 (de 4)
X-Men Série I Vol.7







A Goody mandou para as bancas portugueses entre o dia 12 e o dia 19 de Junho estes 3 títulos, terminando assim a mini-série Deadpool.

Fiquem com as imagens e informação sobre os 3 títulos:



X-Men Série I Vol.7



IMPÉRIO SECRETO CHEGA AOS MUTANTES

O impacto de ter um agente infiltrado da Hidra aos comandos da S.H.I.E.L.D., e a decidir os destinos dos Estados Unidos, está a atingir a comunidade mutante como seria de esperar. Steve Rogers, através de um regime totalitário e impiedoso, colocou já os Inumanos em centros de detenção espalhados pelo país e negociou com Emma Frost (que tenta evitar a todo o custo ter o mesmo destino dos Inumanos) a criação de uma nova nação soberana para todos os mutantes - Nova Tian. Steve Rogers quer sobretudo ganhar tempo e não abrir demasiadas frentes de batalha nesta altura, mas os planos da Hidra para Nova Tian estão longe de ser pacíficos... restando agora saber qual será a resposta dos Heróis mutantes a tudo o que se está a passar com este Capitão América.



INCLUI:

X-MEN: GOLD (2017) #7 – POR MARC GUGGENHEIM E KEN LASHLEY

X-MEN: BLUE (2017) #7 – POR CULLEN BUNN E CORY SMITH; ASTONISHING

X-MEN (2017) #1 - POR CHARLES SOULE E JIM CHEUNG

OLD MAN LOGAN (2016) #17-18 – POR JEFF LEMIRE E ANDREA SORRENTINO


Dados Técnicos
Dimensões: 168 x 260 mm
Encadernação: capa mole
Nº pág.:128













Deadpool 3



SER OU NAO SER MADCAP . Steve Rogers, o velho Capitão América, acaba de vez com o Esquadrão de Unidade dos Vingadores para se concentrar no seu maquiavélico plano da Hidra, que acaba por envolver todos os super-heróis… mesmo os desbocados. Mas não ser Vingador deixa Wade, o nosso querido Deadpool, com mais tempo para a sua família… ou melhor, deixaria se não existisse um tal de Madcap a assombrar cada um dos seus passos. Como se não bastasse tudo isto a relação com a bela Shiklah continua pautada por múltiplos momentos românticos, que acabam na sua generalidade com Deadpool a ser esventrado com o primeiro objeto encontrado pela Rainha dos Demónios. Ah, e ainda falta a sua fi lha, que teima em não reconhecer Deadpool como pai. Aguentará Deadpool tamanha pressão ou entrará numa espiral assassina?
Esperem… isto é um livro do Deadpool. Ele vai entrar numa espiral assassina por certo.




Volume 3 inclui:

DEADPOOL (2016) #21 a #24, #26 a #27 — POR GERRY DUGGAN, MATEO LOLLI, PAOLO VILLANELLI, SCOTT HEPBURN,
SEAN IZAAKSE e SALVA ESPIN.

Calendário lançamentos:
Volume 01 > 22-05-2018
Volume 02 > 05-06-2018
Volume 03 > 12-06-2018
Volume 04 > 19-06-2018




Dados Técnicos
Dimensões: 168 x 260 mm
Encadernação: capa mole
Nº pág.:128





Deadpool 4




DIVÓRCIO LITIGIOSO. Que a relação da Shiklah com o Deadpool não estava bem… já nós sabíamos. Que a mulher de Deadpool já tinha esventrado Wade de todas as formas e feitios, também já tinhamos lido em várias das aventuras anteriores. Agora que a Shiklah, além de ter a sua cama sempre ocupada com todo o tipo de espécies, viria a invadir Nova Iorque com a sua legião de monstros, é que foi uma novidade capaz de colocar em causa o futuro da humanidade. Uma das maiores sagas independentes de Deadpool é assim publicada pela primeira vez em Portugal, num arco completo que testa mais uma vez a capacidade do nosso herói desbocado em, constantemente, fazer aquilo que não está correto.

Volume 4 inclui:
DEADPOOL (2016) #28 e #29 — POR GERRY DUGGAN E SALVA ESPIN
SPIDER-MAN/DEADPOOL (2016) #15 E #16 – JOSHUA CORIN ESCOTT KOBLISH
DEADPOOL & THE MERCS FOR MONEY (2016) #9 E #10— POR CHRISTOPHER HASTINGS E IBAN COELLO




Calendário lançamentos:
Volume 01 > 22-05-2018
Volume 02 > 05-06-2018
Volume 03 > 12-06-2018
Volume 04 > 19-06-2018


Dados Técnicos
Dimensões: 168 x 260 mm
Encadernação: capa mole
Nº pág.:128


Boas leituras







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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Lançamento G.Floy: Uncanny X-Force Vol.1
A Solução Apocalipse




Têm à venda mais um título desta editora, G,Floy, que penetra com este livro no mundo dos X-Men.
Mais uma vez no formato Oversized Hard Cover, como foi decidido para todos os comics.

Fiquem com a nota de imprensa da editora:



UNCANNY X-FORCE Vol. 1: A SOLUÇÃO APOCALIPSE

Argumento de RICK REMENDER, e arte de JEROME OPEÑA, ESAD RIBIC, RAFAEL ALBUQUERQUE e LEONARDO MANCO.

Os X-Men não matam... Mas quando Apocalipse regressa, Wolverine sabe que só existe uma solução: reunir a mais secreta das equipas de mutantes, uma equipa que nem o líder dos X-Men sabe que existe, a X-Force. Wolverine, Deadpool, Arcanjo, Fantomex e Psylocke terão de destruir En Sabah Nur, mas conseguirão sobreviver ao assalto dos Cavaleiros Finais de Apocalipse? E conseguirão tomar a decisão de matar um Apocalipse renascido, quando ele não passa de uma criança inocente?

E que fazer quando uma onda de Deathloks, espalhadas por todos os mundos e probabilidades, passados e futuros, decidem atacar a X-Force, para matar um homem que não devia nunca ter existido, e que está no caminho da sua vitória final? A palavra de ordem dos Deathloks é: Fantomex tem de morrer!

O que é a X-Force?

Houve muitas equipas de mutantes que usaram o nome X-Force, mas apenas uma delas seguiu o conceito que leva às histórias que irão ler neste volume: a de uma equipa de mutantes que leva a cabo as missões secretas, as black ops, as infiltrações e assassinatos, que outros membros dos X-Men não aceitariam levar a cabo, um grupo capaz de tomar as decisões moralmente dúbias que a maioria dos super-heróis seriam incapazes de tomar, um grupo de mutantes cuja alma foi já profundamente tocada pela violência e pelo mal, e que não hesitam diante nada para proteger a sua raça...

Rick Remender, um dos mais brilhantes argumentistas contemporâneos, concebeu esta série que teve um sucesso imenso, sobre uma equipa secreta de X-Men que funciona como um grupo de assassinos mutantes que destroem as ameaças ao Homo Superior por quaisquer meios necessários. O presente volume inclui dois grandes arcos de história, que funcionam de modo independente, e que não necessitam de grande conhecimento prévio para serem lidos - embora esta edição inclua um dossier que explica quem são as personagens, e alguns dos momentos importantes anteriores; A Solução Apocalipse (com desenho de Jerome Opeña, e de Leonardo Manco no preâmbulo), e Nação Deathlok, com desenho de Esad Ribic - e uma curta história (Reavers) com desenho de Rafael Albuquerque. Todas estas histórias seguem o modelo de uma missão secreta da equipa de anti-heróis que constituem a X-Force: Wolverine, Psylocke, Arcanjo, Fantomex e Deadpool.





A colecção Uncanny X-Force está prevista para 4 volumes no total, com um desenho (discreto!) de lombada.

Reúne as duas sagas de Uncanny X-Men: Apocalypse Solution e Deathlok Nation; UNCANNY X-FORCE #1-7 e #5.1, WOLVERINE: ROAD TO HELL e X-MEN SPOTLIGHT.

Formato Comic Deluxe (18,5 x 28), 224 páginas a cores, capa dura.
ISBN 978-84-16510-45-0
PVP: 16,99€




Boas leituras




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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Lançamento Levoir: Universo Marvel Vol.9: X-Men - Dias de Um Futuro Esquecido


A Levoir apresenta um dos livros mais importantes da história dos X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido.
É o volume #9 da colecção que está a sair com o jornal Público, e garantidamente é imperdível!
Foi também o livro em que foi baseado o último filme dos X-Men. Irei fazer uma crítica a este livro para a semana.
:)

























Fiquem com a nota de imprensa da Levoir, e algumas páginas.

X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

O mais terrível dos mundos... um futuro em que os Sentinelas, máquinas capazes de detectar, perseguir e destruir mutantes, devastaram a Terra, e em que os X-Men são a última esperança de toda a humanidade... até morrerem! Resta uma única hipótese, uma arriscada missão ao passado, para impedir o pior dos futuros.

























Chris Claremont e John Byrne assinam aqui um dos maiores clássicos da Marvel, uma história justamente considerada pelos fãs como das
melhores sagas dos X-Men de sempre, e que inspirou o recente filme com o mesmo título. Este volume inclui também uma série de histórias adicionais do mesmo período, incluindo a primeira história a solo de Kitty Pryde.

























Boas leituras
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Capas: Uncanny X-Men #251


Grande capa de Marc Silvestri para esta revista dos X-Men!
Estávamos no ano de 1989, com Chris Claremont à frente deste título dos X-Men. A história chama-se "Fever Dream", e o desenhador da revista foi o mesmo da capa: Marc Silvestri!
Tem tudo, esta capa. Wolverine prostrado numa crucificação em forma de "X" como convém numa revista desta série. Foi uma história de alucinações...


Boas leituras

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terça-feira, 10 de julho de 2012

X-Men: Children of the Atom (Os Filhos do Átomo)

Coloquei à disposição dos leitores deste blogue três opções para o post seguinte, e foi este que foi o escolhido (com poucos votos, é certo...).
Os Filhos do Átomo, próximo livro da colecção Heróis Marvel , é a origem da formação
inicial dos X-Men recontada por Joe Casey e Steve Rude no final dos anos “90”. Este TPB no original encontra-se completamente esgotado, e será com certeza um bom livro para esta colecção. Não é uma estória nova, mas ao fim e ao cabo também não é material novo.
Casey teoricamente deveria ter colocado temporalmente a estória nos anos “60”, aquando do surgimento dos X-Men, mas o anacronismo dos computadores e outra tecnologia baralha isto… e também penso que alguns destes X-Men originais não estão bem construídos psicologicamente, caso mais graves: Bobby e Jean Grey! Então esta importante personagem feminina dos X-Men está mesmo pobre… Para além disso acho que falhou um pouco na profundidade que deveria ter dado a elementos de ódio racista e na suposta parte policial da estória, que poderia ser mais bem aproveitada.
Não contando com estes pormenores menos bons do livro, acho que esta origem recontada se lê muito bem, os estigmas sociais relativos aos mutantes estão lá todos, e os polos Professor Xavier / Magneto funcionam bem. As sementes manipuladoras do Professor estão bem claras nesta estória, e não, ele não é assim tão bonzinho como faz querer parecer…
Acho que Steve Rude se portou muito bem artisticamente, com um traço retro a fazer lembrar os antigos artistas da Marvel que fizeram estória nos anos “60”.
É claro que foi muito conveniente colocar três dos originais X-Men na mesma escola secundária, facilita a acção centrada no Professor.
Os mutantes começam a ser perseguidos em todo o lado devido a vários acidentes, e os bullies da escola iniciam o seu trabalho começando a perseguir mutantes. Xavier começa os seus contactos com mutantes nesta mesma escola (excepto Jean Grey e mais tarde o Anjo), assim como o racista/xenófobo/nazi William Metzger começa a recrutar os seus soldados anti-mutantes. Xavier tem um aliado no FBI, o agente Duncan, que o apoia na tentativa de escudar os novos mutantes.
Basicamente é isto… recrutamento, treino e união da primeira equipa de X-Men!
Os dois momentos que eu adorei graficamente tiveram como protagonista o Anjo. A primeira vez que o livro nos mostra o Anjo a voar, e mais tarde fugindo a um Sentinela estão muito bons, e ficaram-me na retina!
A capa que eu coloquei no topo é da colecção “Heróis Marvel ” e a original (referente a esta crítica) está aqui em baixo, as páginas apresentadas também são retiradas do original, visto que ainda não tenho acesso ao livro.




Boas leituras

TPB
Criado por: Joe Casey e Steve Rude
Editado em 2000 pela Marvel
Nota: 7 em 10
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quinta-feira, 7 de junho de 2012

X-Men: Schism



Embora cada menos eu consuma material da Marvel, tenho acompanhado minimamente os X-Men com X-Men Legacy e Astonishing X-Men. Para além disso tenho comprado os crossovers e as séries ditas importantes para novos rumos desta equipa. Schism insere-se nesta última categoria.
Este HC compila as cinco revistas da mini-série Schism, escrita por Jason Aaron e ilustrada por Carlos Pacheco (#1), Frank Cho (#2), Daniel Acuna (#3), Alan Davis (#4) e Adam Kubert (#5); mais X-Men: Regenesis escrita por Kieron Gillen e desenhada por Billy Tan. A minha opinião sobre estas constantes mudanças nos artistas não é favorável ao livro, embora a arte mostrada não tenha sido má, e nalguns casos, até é bastante boa. Presumo que isto aconteça por prazos comerciais, mas lá está… na sanha por dinheiro não se dá a devida importância à parte artística e isto acaba por ser perverso! Não é à toa que nos EUA os escritores na generalidade são mais conhecidos que os artistas, e eu não acho essa situação normal. Acho que os desenhadores das grandes editoras norte-americanas se estão a rebaixar aos prazos editoriais de uma maneira irreversível tirando-lhes preponderância, e por conseguinte importância, logo os salários e outras benesses baixam também. Qualquer dia temos artistas nesse mercado a trabalhar por cêntimos… mas isso é uma conversa para outro post!
Em relação a Schism, eu desconfiei de início que fosse mais uma série única e exclusivamente caça-níquel. Mas não. Apesar de tudo é uma boa série para novos leitores, pois faz um bom retrato do estado actual do universo dos mutantes, e serve de alavanca para novas e fresquinhas estórias baseadas nas premissas colocadas no final da série.
Esta série é completamente contida no mundo mutante, nas relações entre estes e de como as feridas provocadas por House of M ainda se fazem sentir! Os objectivos dos mutantes mudaram desde essa altura e Cyclops está a ir por um caminho em que perverte completamente o legado do Professor Xavier, aliás, o Magneto dos velhos tempos parece uma criancinha de coro comparado com o Cyclops actual. Estranhamente é Wolverine que tenta colocar o rumo dos X-Men dentro do carril, obedecendo aos conhecimentos apreendidos no passado e opondo-se firmemente a Cyclops. As crianças X-Men já não têm os valores antigos, e quando para uma delas o assassinato passa a ser uma coisa normal Wolverine rebenta!
O conflito entre Cyclops e Wolverine é sobejamente conhecido, embora tenha tido fases de adormecimento,  nesta série atinge o auge com um combate épico entre os dois! Depois deste combate cada um vai para o seu lado e Wolverine retoma e reergue a escola para mutantes, à imagem do Professor Xavier. A imagem é nítida… Cyclops polariza o legado de Magneto e Wolverine o de Xavier. Um cisma igual ao que aconteceu nos primórdios dos X-Men…
Em Regenesis temos o recrutamento de parte a parte para as fileiras de Wolverine e Cyclops. É contada num ambiente primitivo, e metafórico, bem conseguido na minha opinião. Gostei bastante da arte de Billy Tan neste pequeno e último capítulo do livro!
Bem… acho que Wolverine no status quo actual da Marvel está numa situação caricata porque pertence a uma série de grupos… sabendo isso como é que ele consegue ainda ser o director de uma escola para mutantes? Ubiquidade?
O outro ponto que eu não engoli neste livro é o novo Hellfire Club… que é isto??? Crianças entre os 9 e os 12 anos são o novo Hellfire Club?? Completamente sádicas, super- inteligentes, e super-ricas, assassinaram os seus pais para ficaram com os impérios construídos por estes e ainda conseguem mandar abaixo os X-Men? Nah… essa não engulo…
Fora isso considero esta série uma boa rampa de lançamento para uma série de estórias que poderão advir daí. Pelo menos houve um refrescamento bem conseguido. Depois desta série inicia-se uma nova série mutante, “Wolverine and the X-Men”.

Boas leituras

Hardcover
Criado por: Jason Aaron, Carlos Pacheco, Frank Cho, Daniel Acuna, Alan Davis, Adam Kubert, Kieron Gillen e Billy Tan
Editado em 2012 pela Marvel
Nota: 8,5 em 12
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quarta-feira, 4 de abril de 2012

A Palavra dos Outros: X-Men, o Pior da Marvel por Paulo Costa


Paulo Costa (auto denominado “o maior especialista da Marvel português”) traz-nos os X-Men de outros tempos, tempos estes talvez não muito simpáticos para os mutantes. A opinião de Paulo Costa está patente no título que escolheu para este texto, e sem mais demoras fiquem com as palavras de Paulo Costa:

X-Men, o pior da Marvel

As frases “odeio os X-Men” e “os X-Men são uma porcaria” eram muito frequentes nos fóruns de discussão no final dos anos 90. Os autores eram geralmente fãs dos Vingadores ou do Quarteto Fantástico, ou de personagens que não tinham um título activo, enquanto os X-Men tinham dez títulos relacionados ao mesmo tempo, e todos os meses parecia que saía uma revista nova.
Mas havia uma altura em que os X-Men eram maus. Apesar de terem saído da mente da genial equipa criativa Stan Lee/Jack Kirby, a equipa mutante nunca conseguiu implantar-se na memória dos fãs da mesma maneira, até que as baixas vendas levaram ao cancelamento da revista em 1970. Mesmo os números de Lee/Kirby de X-Men não eram tão bons como os primeiros números de Lee/Kirby em Fantastic Four, Thor, Avengers ou Captain America.
Mesmo nos tempos modernos, nota-se que o diálogo de Lee é mais forçado e menos fluido que noutras revistas e os designs de Kirby menos inspirados. Magneto, Fanático ou os Sentinelas funcionam, Vanisher, Blob ou Mestre Mental nem tanto. Ka-Zar… é difícil. A sua primeira história não é grande coisa e ele é mesmo apenas um clone do Tarzan, mas desde então passou a ser importante para a Marvel. As passagens de testemunho também não correram muito bem. Roy Thomas nunca pareceu empenhar-se aqui do mesmo modo que noutros títulos,
como se vê quando cria as suas personagens, incluindo Locust, Kukulkan ou Banshee (melhor aproveitado depois por Chris Claremont). A prometedora história contínua do Factor Três, supostamente um grupo terrorista europeu, terminou abruptamente com a revelação que o vilão, o Senhor dos Mutantes, era afinal um alienígena. O artista Werner Roth (que também usou o pseudónimo Jay Gavin), que começou por desenhar sobre os layouts enérgicos de Kirby, rapidamente reverteu para o seu estilo habitual, mais apropriado para histórias de romance. No volume 2, uma única história habilmente desenhada por Dan Adkins faz-nos perguntar porque não era ele a desenhar X-Men. Uma pequena série de histórias de Don Heck pouco fez para melhorar, excepto desenhar os novos uniformes. Foi apenas quando chegou Jim Steranko que os X-Men finalmente despertaram. Infelizmente, o genial Steranko, que criou os visuais de Polaris e Eric, o Vermelho, ficou apenas por dois números, para ser substituído por um Barry Windsor-Smith em início de carreira e ainda muito influenciado por Kirby.
O fiável Don Heck, esteve mais inspirado no seu regresso, onde preparou os leitores para a chegada de Neal Adams, cujas histórias, que incluem o Monolito Vivo, a origem do Destrutor e o regresso dos Sentinelas, eram bem mais apelativas, com uma excelente representação visual dos poderes telepáticos de Jean Grey (muito melhor do que qualquer outra feita desde então) e uma maior percepção das emoções das personagens.
Foi também o primeiro a desenhar a cara de Magneto por baixo do capacete, abrindo caminho para a interpretação que era pai de Mercúrio e Feiticeira Escarlate. Pena que, nessa fase, fosse tarde demais para revitalizar as vendas. As vendas de revistas de BD estavam a ser afectadas pelas guerras de distribuidores de bancas, que declaravam zero vendas quando as revistas eram vendidas aos especuladores que criaram o mercado directo, e Neal Adams era um favorito dos leitores especializados.
O terceiro volume inclui as histórias solo do Fera, publicadas na antologia Amazing Adventures numa fase em que Marvel apostou mais em revistas de terror. Estas servem como enchimento para o terceiro volume, juntamente com as histórias onde os X-Men aparecem depois do cancelamento da revista. A única omissão é uma história a solo do Anjo, espalhada como back-up em três antologias, e que é um dos poucos trabalhos de Jerry Siegel para a Marvel, mas essa história aparece no Omnibus, onde faltam as histórias do Fera.



Onde ler:
Essential Classic X-Men vol.
1, 2 e 3
X-Men Omnibus vol. 1 e 2

Paulo M. R. Costa





As imagens são de:
  1. Jack Kirby (capa)
  2. Werner Roth
  3. Don Heck
  4. Jim Steranko
  5. Neal Adams

Espero que este artigo de opinião sobre estes X-Men vos tenha agradado, e se não concordam com as palavras de Paulo Costa digam de vossa justiça!



Boas leituras
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Capas: X-Men #190


Capa lindíssima de Chris Bachalo, em conjunto com o arte-finalista Tim Townsend.
Quando estava a ler o mega X-Men crossover "Supernovas" dei-me de caras com esta capa da revista 190, e disse "WOW, capa brutal!"
:)
Ainda bem que nesta grandes compilações os editores inserem estas pérolas, sim, porque havia lá outras também muito boas.
Mystique e Iceman num beijo arrebatado e quente, apesar do fresquinho exterior do Homem de Gelo...
:D

Boas leituras
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sábado, 26 de setembro de 2009

X-Men: Phoenix Rising


Phoenix (Fénix), fez parte da formação inicial dos X-Men, com o “nome” de Marvel Girl, em conjunto com Cyclops (Ciclope), Beast (Fera), Iceman (Homem de Gelo) e Angel (Anjo). Tem a particularidade de já ter entrado no reino dos mortos algumas vezes, encontrando-se neste momento falecida pela terceira vez, mas para quem gosta do personagem parece que a Marvel está com ideias de a recuperar novamente!
Este arco teve como objectivo recuperar Jean Grey para a vida novamente, e foi executado por John Byrne, Bob Layton, Roger Stern, Jackson Guice, John Buscema, Terry Austin e mais alguns outros. Esta compilação insere-se na linha Marvel Classic Premiere e está bem mais completa que no antigo TPB referente a este arco, e já agora, esta capa é bem mais apelativa que a feiíssima capa do TPB. Existem mais alguns arcos explicativos das diversas “nuances” que levaram à ressurreição de Jean Grey, como por exemplo o arco da “White Phoenix”. Nesta linha da Marvel são privilegiados clássicos importantes ou que se celebrizaram por algum motivo. Nesta linha já foram objectos de crítica neste blog Spider-Man: Death of the Stacys, Spider-Man: Kraven`s Last Hunt, Avengers : Defenders War e X-Men : God Loves, Man Kills.
Este arco acontece imediatamente antes do mega crossover X-Men: Inferno e depois da “Dark Phoenix Saga”. Foi muito criticado pelos indefectíveis dos X-Men devido a vários factores da estória… a ressurreição em si, o casulo onde estava em recuperação Jean Grey ser resgatado pelos Avengers e ainda por cima a sua recuperação física e emocional ter sido feita por estes e pelos Fantastic Four, aliás, estas primeiras estórias saíram nas revistas Avengers e Fantastic Four e não na revista Uncanny X-men, como reclamaram os fãs. Bem, mas isto são os fanáticos…
O arco é bastante bom, quer ao nível da narrativa, quer na vertente artística. Tudo começa com um grupo de vilões a querer fugir num avião, e no insucesso da sua fuga caiem ao rio, de onde surge imediatamente uma libertação de energia enorme. Os Vingadores exploram o leito do rio e descobrem um casulo que os repele com grandes descargas telequinéticas. Conseguem recuperar o casulo, sendo este levado para a sede dos Avengers. Estes pedem ajuda aos Fantastic Four sendo aqui que uma Jean Grey completamente confusa, e fora de tempo, acorda. Os seus amigos mais íntimos dos X-Men são chamados um por um para um choque emocional enorme ao verificarem que a amiga estava viva. Cyclops fica com a parte pior por entretanto ter casado com Madelyne Pryor, e desta união existir um filho: Nathan! Para mais informações sobre esta situação ler a fase seguinte: X-Men: Inferno
Cyclops não tem coragem para contar a sua situação a Jean, e os X-Men “originais” resolvem formar a famosa equipa X-Factor. É aqui que esta equipa surge pela primeira vez, dando origem a uma boa linha do universo X-Men, e são plantadas as sementes para X-Men: Inferno.
Para finalizar penso que a Marvel foi muito feliz com esta linha “Classic Premiere”, voltando a editar importante estórias com uma nova roupagem, e mais alguns arcos extra.
Boas leituras!

Hardcover
Criado por: John Byrne, Bob Layton, Roger Stern, Jackson Guice, John Buscema, Terry Austin, etc.
Editado em 2009 pela Marvel Publications
Nota : 8 em 10
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