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quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Lançamento Arte de Autor: Corto Maltese
- Sempre um Pouco Mais Longe
- Sob o Signo do Capricónio



Corto Maltese deve ser a personagem com mais edições diferentes em Portugal. Umas a preto e branco, outras a cores, com capa dura, com capa mole, mais luxo, menos luxo... bom, se o editam tanto é porque deve vender e pronto.

Relativamente a esta colecção da editora Arte de Autor, para o meu gosto, deve ser a melhor, ou seja, de luxo num sumptuoso preto e branco. Excelente impressão, excelente papel e tenho gostado muito das capas.

Estes dois livros já se encontram à venda, fiquem com a informação da editora:


Sempre um pouco mais longe



Corto Maltese alarga o seu périplo tropical à selva sul e centro-americana e às ilhas caribenhas. Vudu e política, golpes e repúblicas de bananas, escravatura, mulheres belas e misteriosas, a duradoura miragem do Eldorado, são alguns dos cenários e dos meandros das aventuras deste herói singular, independente e livre, imbuído de um certeiro instinto de justiça. Na extraordinária elegia que é «A Lagoa dos Bons Sonhos», o fim próximo da I Guerra Mundial é pretexto para uma meditação melancólica sobre os sonhos de glória.

Corto Maltese: Sempre um pouco mais longe
Hugo Pratt
Editora: Arte de Autor
Páginas: 152, preto e branco com prefácio a cores
Apresentação: Cartonada
ISBN: 978-989-99936-5-5
PVP: 26,95€


Hugo Pratt, unanimente considerado um dos maiores desenhadores do mundo (Rimini, Itália, 1927 – Grandvaux, Suíça, 1995). As suas bandas desenhadas, as suas obras gráficas e aguarelas são expostas nos maiores museus, do Grand Palais à Pinacoteca de Paris, sem falar do Vittoriano, em Roma, o Ca’ Pesaro, em Veneza ou o Santa Maria della Scalla em Siena. Ele próprio definia as suas histórias com o termo «literatura desenhada». Viveu em Itália, Argentina, Inglaterra, França e Suíça. Grande viajante, atravessou praticamente o mundo todo. A sua personagem mais famosa é Corto Maltese, nascido La Valletta, ilha de Malta, de mãe cigana andaluza e pai marinheiro da Cornualha, a 10 de Julho de 1887. Apareceu pela primeira vez nas páginas da revista Sergeant Kirk, em 1967.




Sob o signo de Capricórnio




No início do seu périplo tropical, em plena I Guerra Mundial, Corto Maltese — «o último representante de uma dinastia completamente extinta que acreditava na generosidade e no heroísmo» — faz amizade com o jovem inglês Tristran Bantam, meio-irmão de Morgana Dias dos Santos, praticante de macumba e pupila da visionária Boca Dourada, a quem visita na Baía acompanhado por Steiner, antigo professor da universidade Praga e futuro companheiro de viagens, na pista de tesouros misteriosos, cumprindo o seu destino de cavalheiro da fortuna.




Corto Maltese: Sob o signo de Capricórnio
Hugo Pratt
Editora: Arte de Autor
Páginas: 152, preto e branco com prefácio a cores
Apresentação: Cartonada
ISBN: 978-989-99936-4-8
PVP: 26,95€


Boas leituras





terça-feira, 23 de outubro de 2018

Lançamento G.Floy: Outcast Vol.4 - Sob a Asa do Diabo



Esta vai ser a minha compra de hoje, adoro esta série de fantasia negra, reli ontem o volume 3 para ficar bem preparado pare este :)

Muitos não conhecem esta série de comics, mas bastantes já devem ter ouvido falar da série de TV que nela foi baseada: Outcast

Fiquem com a nota de imprensa da G.Floy:


OUTCAST volume 4: Sob a Asa do Diabo
Argumento de ROBERT KIRKMAN e arte de PAUL AZACETA

A nova série de terror do criador de THE WALKING DEAD.

Toda a vida, Kyle Barnes foi perseguido por influências demoníacas, e, para sobreviver e defender aqueles que ama, precisa de respostas... e essas respostas começam finalmente a chegar, e a serem revelados segredos, quando Kyle e Sidney têm uma conversa que vai mudar tudo. Mas a família Barnes fica em mais perigo do que alguma vez esteve! Allison descobre que a sua filha tem um dom muito especial, mas onde está Kyle? E Anderson, estará disposto a arriscar tudo para o salvar?

Robert Kirkman é um dos mais influentes criadores de comics actual, e um dos cinco partners da Image - o único que não é um dos fundadores. Kirkman é mundialmente famoso pela série The Walking Dead, que foi adaptada à TV pela Fox e se transformou num dos maiores êxitos de sempre. É considerado como um dos grandes responsáveis daquilo que foi chamado a “Revolução Image”, o incrível período de criatividade pelo qual a editora tem passado e que a transformou numa das maiores editoras de BD do mundo, a terceira maior do mercado americano.

Paul Azaceta, o desenhador de Outcast, é um artista cujo estilo simples, directo e arrojado, já ilustrou séries como Demolidor, Punisher Noir, Homem-Aranha e outras. Outcast é o seu trabalho mais mediático e aclamado, onde o seu estilo, geralmente visto nas páginas de comics de acção muito dinâmicos, é posto ao serviço de uma narrativa pausada e inquietante. O trabalho de Azaceta pode também ser visto no excelente romance policial noir Potter’s Field: O Cemitério dos Esquecidos (com argumento de Mark Waid), também editado pela G. Floy.

“Este é o volume em que subitamente o horror chega, não só pela história que está a ser contada, mas pela arte que a está a contar. Os eventos que aqui acontecem elevam a brutalidade da acção a um nível superior, que é mesmo chocante na maneira como a equipa artística consegue criar uma cena de tal maneira forte que é uma verdadeira declaração de guerra acerca desta guerra que está a acontecer no livro. Um momento do qual não há como regressar, e que vai fazer com que os leitores questionem quem é o verdadeiro monstro.”
- Geeked Out Nation




Outcast está programado para um total de 48 números. A G. Floy planeia editar os arcos de história finais da série em dois volumes duplos, de c. 256 pgs. que reúnem 12 comics individuais cada. O vol. 5 está programado para a Primavera de 2019, e o vol. 6 será provavelmente editado em inícios de 2020 (já que o último número da série, o #48, sairá nos EUA em Dezembro de 2019).


Reúne os #19 a #24 da série original de Outcast
Álbum, formato comic, 128 pgs a cores, capa dura. PVP: 12€
ISBN: 978-84-16510-76-4








Boas leituras











sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Lançamento Arte de Autor: Bouncer - O Ouro Maldito / O Espinhaço do Dragão



Eu tenho séries preferidas na BD e esta é uma delas: Bouncer
A Arte de Autor já tinha editado em português um álbum duplo no Amadora BD do ano passado e agora vai repetir a dose!

Com esta publicação penso que todos os livros da série (até ao momento) ficam publicados em português, mas este volume duplo tem uma particularidade bastante importante, já não é Jodorowsky a criar o argumento.
Espero que Boucq, que assumiu o desenho e o argumento, consiga fazer jus aos anteriores livros.

Fiquem com a nota de imprensa:




BOUNCER
O OURO MALDITO
O ESPINHAÇO DO DRAGÃO

Um ano após o lançamento em Portugal do díptico, TO HELL |.AND BACK (tomo 8 e 9), editamos agora um novo díptico BOUNCER – O OURO MALDITO | O ESPINHAÇO DO DRAGÃO (tomo 10 e 11) assinado por François Boucq.

Bouncer pensava em dias tranquilos depois de se livrar do infame João Feio. Mas ele deve saber que a lei do Ocidente é sempre implacável... Na cidade de Barro, o relojoeiro foi atacado e a sua filha, Gretel sofreu atrozes mutilações. Como poderia uma cara sem histórias e um pouco inocente ter sido submetido a tais atrocidades? Perseguindo os assassinos, descobre que sua rota se une à de um tesouro amaldiçoado no coração do deserto de Sonora, no México. Um lugar árido com lendas escuras, tão terrível que até os índios não ousam se aventurar ali. Bouncer pensou que já conhecia o inferno. Mas ele descobre que o último tem múltiplas faces.

Argumento e Desenho: Boucq
Edição: Cartonada
Número de páginas: 164
Formato : 232 x 310 mm
Impressão: cores
Data de Edição: Outubro de 2018
ISBN: 978-989-99936-6-2
PVP: 26,00€







Aqui neste link têm a minha leitura dos primeiros tomos desta série:


Boas leituras









segunda-feira, 9 de julho de 2018

Lançamento G.Floy: Deadpool Mata o Universo Marvel






A G.Floy vai editar em Portugal mais uma pérola dos comics: Deadpool Kills the Marvel Universe
Livro imperdível, um sucesso de vendas nos EUA e... não é para putos :D


DEADPOOL MATA O UNIVERSO MARVEL
Argumento de CULLEN BUNN e arte de DALIBOR TALAJIĆ

E se tudo o que vocês acham que é cómico acerca de Deadpool fosse na verdade apenas... perturbador? Inquietante e bizarro? E se ele decidisse matar tudo e todos que compõem o universo Marvel? Pior, e se ele conseguisse? VOCÊS achariam isso cómico? As aventuras do Mercenário Desbocado vão ganhar um tom ainda mais negro e surreal, quando ele começa a perseguir super-heróis e supervilões com um único propósito: matá-los a todos, numa saga de horror como nenhuma outra!

Escrita por Cullen Bunn (Harrow County, Venom) e desenhada por Dalibor Talajić (X-Men), Deadpool Mata o Universo Marvel foi um dos maiores sucessos da Marvel (com mais de meio-milhão de exemplares vendidos) e é o primeiro de uma série de volumes em que Deadpool procura eliminar o seu universo super-heróico de uma vez por todas.

Cullen Bunn, um dos mais originais escritores de comics actuais leva até ao limite o facto de Deadpool ser uma das pouquíssimas personagens de BD que se dá conta da sua existência como personagem de ficção. Neste volume, o Mercenário Desbocado vai lentamente intuir que algo extremamente bizarro se está a passar à sua volta, e iniciar a sua busca de rompimento da "quarta parede", que separa as personagens dos leitores, busca essa que o vai lançar inexoravelmente em direcção à destruição de TODO o Universo Marvel!

Aviso: Não é para putos!







DEADPOOL MATA O UNIVERSO MARVEL
Reúne os números #1-4 de Deadpool Kills the Marvel Universe.
Formato deluxe (18 x 28), capa dura, 96 pgs. a cores.
PVP: 12€
ISBN: 978-84-16510-71-9


Boas leituras









sexta-feira, 22 de junho de 2018

Lançamento JBC: The Ghost in the Shell




A editora brasileira de manga JBC vai iniciar a publicação de livros deste género em Portugal com o famoso The Ghost in the Shell, de Shirow Masamune.

Para mim é uma óptima escolha, este foi o primeiro manga que li em toda a minha vida, e será uma edição de luxo com bom papel.

A tradução foi feita pelo André Oliveira, está garantidamente em português de Portugal, e infelizmente esta edição já pertence à "segunda versão", isto é, as editoras fizeram pressão no autor para retirar duas páginas que continham sexo lésbico explícito, e assim aconteceu.

Deixo aqui a informação da JBC:

The Ghost in the Shell

A JBC Portugal lança clássico dos mangás em versão luxuosa

JBC PORTUGAL
A JBC, editora especializada em mangá no Brasil, chega agora a Portugal. Acumulando uma experiência de 25 anos no mercado da cultura japonesa, a Editora JBC faz parte do JBGroup, um grupo de comunicação que nasceu no Japão em 1992 e, desde 2001, publica mangá no Brasil. Atualmente, a JBC imprime no Brasil dez novos títulos de banda desenhada japonesa por mês e por ano chega a cerca de 1 milhão de exemplares. A partir de agora, inicia-se uma nova produção voltada especialmente para Portugal, com mangás produzidos e adaptados 100% em território português.

THE GHOST IN THE SHELL
O primeiro título já está na gráfica em Sintra e, na semana que vem, estará disponível para ser distribuído para as lojas.
Trata-se de um grande clássico do Japão que, com certeza, despertará atenção dos consumidores: The Ghost in the Shell, de Masamune Shirow.


EDIÇÃO PORTUGUESA
Inédita em Portugal, a nova versão tem acabamento de luxo. Ela segue o mesmo padrão da versão brasileira, a primeira do mundo a usar os arquivos remasterizados pelo próprio autor. O mesmo material foi utilizado para esta versão portuguesa. A sobrecapa foi impressa com duas cores extras, usando no total seis cores na sua composição.Tem ainda um formato especial (17 x 24 cm - bem maior que o mangá tradicional japonês), além do papel Lux Cream nas páginas internas. São 352 páginas, sendo que destas 62 são coloridas! Ou seja, uma verdadeira edição de colecionador.

VERSÃO PENSADA PELO PRÓPRIO AUTOR
A pedido do próprio autor, as bandanas continuam em japonês, para preservar a escrita à mão em kanji (caracteres japoneses), com a tradução no final do mangá. Para manter a obra mais próxima possível do original japonês, a quarta capa é trilíngue: em inglês, japonês e com inserções em português.




MANGÁ VIROU ATÉ FILME
Publicada originalmente no Japão entre 1989 e 1991, The Ghost in the Shell é uma das obras
mais impactantes entre os mangás de ficção científica, tendo influenciado diretamente tudo o que saiu depois dele, inclusive o filme americano Matrix. Trata quase que "filosoficamente" sobre Inteligência Artificial, tema absolutamente atual.
Em 1995, o renomado diretor japonês Mamoru Oshii levou para as telas de cinema o universo
idealizado por Masamune Shirow nos quadrinhos e o anime se tornou um dos mais cultuados de todos os tempos.
Depois disso, o mangá The Ghost in the Shell ainda foi expandido para outras 6 séries animadas e mais 3 longas em
animação. No ano passado foi adaptado para as telas em Hollywood com ninguém menos do que a super estrela Scarlett Johansson (a Viúva Negra dos Vingadores) na pele da Major Kusanagi.

SEQUÊNCIA
Apesar de ser uma obra única, no começo dos anos 2000, Masamune Shirow voltou ao universo da Major Kusanagi nos mangás. Lançou The Ghost in the Shell 2.0 e, depois, a versão 1.5 de sua obra original de 1989. Essas duas bandas desenhadas serão publicadas em breve pela JBC Portugal.




A HISTÓRIA
Influenciado por obras “cyberpunk” do final dos anos 1980, como o mangá Akira e o filme Blade Runner - O Caçador de Andróides, o cenário escolhido por Masamune Shirow para The Ghost in the Shell foi o futuro distópico de 2029, em que a alta tecnologia se mistura a uma sociedade decadente e desigual. É nesse universo à beira do colapso que a Major Motoko Kusanagi encabeça a Seção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko é uma ciborgue altamente treinada, que tem como missão desvendar uma série de crimes cibernéticos realizados por um hacker conhecido como o Mestre dos Fantoches. Em meio à caça ao criminoso virtual, Masamune Shirow insere na trama questionamentos existencialistas, ponderando até mesmo se alguém provido meramente de Inteligência Artificial é, de fato, um ser vivo. E foi exatamente essa mistura de ficção científica, ação e temas filosóficos que fizeram do mangá The Ghost in the Shell uma leitura obrigatória.

O AUTOR
Masamune Shirow é um dos mangakás mais proeminentes do movimento cyberpunk que
tomou o Japão nos anos 1980. Nascido em 1961, em Kobe, começou sua carreira em 1983
com o título Black Magic. A partir de 1985, contabilizou grandes sucessos do gênero como Dominion e
Appleseed. Shirow viria a publicar sua obra mais famosa em 1989. The Ghost in the Shell se tornou
sucesso mundial, foi adaptado em filmes animados para o cinema e para séries de TV e vídeo.
Dois anos depois do lançamento de The Ghost in the Shell, Masamune Shirow emplacou Orion.

OS PERSONAGENS
Major Motoko Kusanagi - é a principal agente da Seção 9 da Segurança Pública japonesa. Motoko foi altamente treinada
para combates e, por ser uma ciborgue, possui algumas habilidades especiais como força,
agilidade e inteligência sobre-humanas, além da capacidade de camuflagem.
Batou - é o braço direito de Motoko, o grandalhão está sempre dando cobertura para sua comandante
quando em missão. Não chega a ser um ciborgue, mas também possui próteses robóticas.
Chefe Daisuke Aramaki - é o Chefe da Seção 9 e comandante de Motoko. É ele quem dá à Major as mais complexas
missões enquanto lida com a politicagem interna do Governo. Apesar de não gostar de demonstrar, se preocupa muito com a integridade de sua equipe.
- Mestre dos Fantoches - é o lendário super hacker que comete crimes cibernéticos. Ninguém sabe quem ele é ou se
existe de verdade. É caçado por Motoko e pela Seção 9.




Dados da Edição:
• Formato 17 x 24 cm (bem maior que um mangá tradicional japonês)
• Papel Lux Cream
• 352 páginas, sendo 62 coloridas
• Sobrecapa com 2 cores especiais (além das 4 cores normais que todas as capas são feitas)
• Distribuição exclusiva em livrarias e lojas especializadas
• Edição única
• Preço 34,99 euros






Boas leituras





quarta-feira, 6 de junho de 2018

Lançamento Levoir: Colecção Novela Gráfica (série IV) - Os Guardiões do Louvre




Pelo quarto ano consecutivo a Levoir e o jornal Público editam a Colecção Novela Gráfica. Este ano será à 4ª feira, e não à 5ª feira como tem sido costume, que os livros irão para as bancas. Portanto, hoje 6 de Junho, sairá Os Guardiões do Louvre.
Fiquem com a informação da Levoir sobre esta colecção no geral, e do primeiro volume em particular:

Escolhemos a obra do mestre Jiro Taniguchi, Os Guardiães do Louvre, para o lançamento da colecção de Novela Gráfica 2018, composta por 12 volumes e cujo lançamento em banca é no dia 6 de Junho. Edição de coleccionador em capa dura por mais 10,90€ cada livro.

Obras imprescindíveis e galardoadas com prémios internacionais, autores nunca antes editados em Portugal como o espanhol Sebastià Calbot ou a francesa Pénélope Bagieu.



  • Os Guardiões do Louvre - Jirô Taniguchi
  • Aqui Mesmo - Jacques Tardi
  • O Fantasma de Gaudi - Jesús Alonso Iglesias e El Torres
  • Calipso - Cosey
  • O Farol; O Jogo Lúgubre - Paco Roca
  • Uma Irmã - Bastien Vivés
  • Destemidas - Pénélope Bagieu
  • Tatuagem -Hernán Migoya e Bartolome Seguí, adaptado de Manuel Vásquez Montalbán
  • Gente de Dublin - Alfonso Zapico adaptado de James Joyce
  • O Jogador de Xadrez - David Sala adaptado de Stefan Zweig
  • O Último Recreio - Carlos Trillo e Horacio Altuna
  • Novembro - Sebastià Calbot


Os Guardiães do Louvre, foi o último trabalho de Taniguchi para o mercado francês e que surge aqui editado no sentido de leitura original para o qual foi concebido — isto é, no sentido de leitura japonês, em que a leitura é feita de forma invertida, da direita para a esquerda —, o que acontece pela primeira vez nesta colecção.

Taniguchi faz do Museu do Louvre e dos seus guardiões (nos mais diversos sentidos) os protagonistas de uma belíssima história com toques autobiográficos, que é uma declaração de amor ao Louvre e às relações artísticas entre a França e o Japão, magnificamente ilustrada numa delicada técnica de aguarela.



A história acompanha um estudante de artes que aproveita uma folga para visitar o Louvre. Ao chegar a Paris, o rapaz adoece com febre alta chegando mesmo a delirar, mas decide realizar a visita mesmo assim. Lá ele encontra os Guardiões do Louvre, espíritos de obras e autores que habitam o local.

Com uma narrativa contemplativa, é apresentado o espaço e alguns episódios ligados à sua história, como a transferência dos objectos do museu durante a Segunda Guerra Mundial para que as obras não caíssem nas mãos dos nazis. Taniguchi trabalha cada página com esmero.. A história presta reverência à arte, tratando as obras com respeito e admiração, e o passeio pelo ambiente impressiona pela riqueza de detalhes e pelo olhar apaixonado que o autor nos transmite em cada página.

Características – Vol. 1

Tradução – José de Freitas e Shinji Iwaoka
Prefácio – Pedro Bouça
Preço – 10,90€
Nº páginas – 152
Cor
Capa dura
Formato – 220 x 300 mm







Boas leituras




quarta-feira, 30 de maio de 2018

Druuna Livro 2 - Creatura | Carnivora



A editora Arte de Autor continua a apostar na personagem criada Paolo Eleuteri Serpieri, a bela e voluptuosa Druuna.
Estamos em terreno virgem, pois os dois livros que fazem parte desta edição dupla nunca foram publicados em português: Creatura e Carnivora

Já agora tenho de referir a excelente edição deste livro. A capa, o papel, a impressão... tudo excelente, um luxo mesmo. Para adicionar a tudo isto, temos uma galeria de arte no final do livro bastante grande e completa. Esta é verdadeiramente uma edição de luxuosa de muita qualidade, parabéns à editora Arte de Autor!

Druuna é uma série complexa que mescla ficção-científica, horror, erotismo e metafísica com cenários grandiosos de tão decadentes que são. As aventuras da voluptuosa mulher estão completamente impregnadas em sexo, violência e desespero.

Druuna não hesita em trocar favores sexuais para se manter viva, e na realidade com a perversão levada ao limite, é a única maneira desta se manter viva e incólume! É um grande périplo no mundo do sonho, do espaço e do tempo, Serpieri não fez uma história fácil, tive de voltar muitas vezes atrás, mesmo a livros anteriores para conseguir perceber aqueles mundos decadentes por onde se passa toda a acção.

As transições de espaço na narrativa são bastante importantes, e na realidade muito bem-feitas. Serpieri passa dos espaços amplos e luminosos para a exiguidade quase claustrofóbica com grande mestria. Por vezes o leitor sente mesmo este aperto ao seguir as personagens a entrar em corredores mais estreitos, por vezes confinando o clímax da cena a uma pequena sala; e fazendo o contraponto claustrofóbico temos quase sempre uma cena de grande desespero e violência, tanto gráfica como emocional.

Depois do volume anterior, Druuna Tomo 1 - Morbus Gravis | Delta, que compila os dois primeiros volumes da série original, temos este segundo livro que abre com “Creatura”,  que se inicia no espaço profundo a bordo de uma nave. Este volume dá saltos narrativos do mundo do sonho para realidade, e ao mesmo tempo existe um grande salto temporal do volume anterior para este.

A nave espacial “The City” foi completamente tomada pela matéria orgânica denominada “O Mal”, embora e apesar disso alguns grupos humanos ainda consigam sobreviver. Lewis e o computador Delta tornaram-se um, apoderaram-se ainda de Shastar, o eterno amante de Druuna. Esta trindade fundiu-se com a nave e protege Druuna do espaço putrefacto do seu interior.

Mandam mensagens subliminares para o subconsciente do comandante (Will) da pequena nave que se aproxima, fazendo com que este seja impelido a resgatar Druuna do inferno onde ela se encontra. Mas existe uma tentativa de fecundar Druuna por parte da nave “The City”, agora quase completamente orgânica… será que na realidade isto aconteceu? E se aconteceu, será que “O Mal” se vai conseguir disseminar para além da nave “The City”? E o resgate da bela jovem foi fácil de mais... aliás a própria nave “The City” ajudou!

Passamos para Carnivora. Este é o quarto volume da série, incluso neste segundo volume da Arte de Autor, e aqui passamos dos ambientes abertos de cidades e ambientes apocalípticos para os espaços fechados de uma pequena nave. Este fechar de ambiente torna-se opressivo e claustrofóbico contrariando os registos anteriores.


De notar que o detalhe deste espaço continua pormenorizado mostrando o porquê de Serpieri ser considerado um virtuoso no desenho, nas texturas e nas cores. Falando nisso, ele usa com mestria as sombras e a ausência de cores fortes para contrastar com o vermelho do omnipresente mal que ataca a humanidade.

Este “Mal” (The Evil) é uma alegoria forte a uma doença que continua a ser um pesadelo para quem a contrai. Chama-se SIDA (AIDS) e esta alegoria está bem patente nos dois primeiros livros, tanto na decadência física de quem é atacado por ela, como na reacção de repulsa e afastamento de quem está limpo… é a discriminação e segregação que surgiram logo que a doença foi conhecida no século passado. Não esquecer a década em que estes livros foram criados, a década de 80. Serpieri quis pôr a nu (neste caso não é a Druuna) esta doença proibida, e a marginalização a que os infectados eram sujeitos socialmente.

Carnivora é um livro para se ler devagar, para se perceber na sua plenitude, pois passa muitas vezes de sonhos induzidos em Druuna para novos sonhos, e daí para o presente real.
O “Mal” entrou na pequena nave do Comandante Will, assim como a mente dupla formada por Lewis e Shastar, que sendo incorpóreos "viajaram" para dentro do computador da nave.

Will e Doc induzem Druuna em sono profundo, gravando os seus sonhos na esperança de saber exactamente o que lhes estava acontecer e como combater “O Mal”! É claro… os sonhos não são cor-de-rosa, antes pelo contrário! Poderosos pesadelos atacam Druuna, mas a realidade à sua volta não é muito melhor; e quando acorda continua a viver um horrível pesadelo. “O Mal” está à sua volta!

Depois de selvaticamente atacada (sexualmente claro…) refugia-se novamente num sonho, onde a entidade Shastar/Lewis lhe explica como poderiam resolver o problema.
É Doc que acaba por pôr o louco plano em marcha, Ficção-Científica pura, resolvendo o problema para já.

Mas será que está tudo igual?
Será que os tripulantes da nave são mesmo eles? Ou serão clones criados pelo “Mal”?
O próximo volume é Mandragora, e é sem dúvida o mais poderoso ao nível sexual. Serpieri neste próximo livro leva as perversões sexuais a um novo limite!

Eu sou um admirador confesso da arte de Serpieri, e tenho de agradecer à Arte de Autor pelo cuidado colocado nestes livros, muito bom mesmo!
Esperemos pelo próximo livro que deverá compilar Mandragora e Aphrodisia

Livros desta série publicados em português até ao momento com link, os que hão-de vir sem link, claro...:


Gostaria que houvesse um Livro 5 que compilasse Druuna X e Druuna X2...  :)



Boas leituras




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