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terça-feira, 23 de outubro de 2012

A Palavra dos Outros: Homem-Aranha de Bill Mantlo e Al Milgrom por Hugo Silva


Hoje mais Spidey aqui no Leituras de BD. Não se esqueçam de que o jovem faz 50 anos e vai ter uma exposição no 23º Amadora BD só para ele devido a este facto.
Hugo Silva  preparou este texto e estas imagens para vocês:



Homem-Aranha de Bill Mantlo e Al Milgrom


Desta feita vou abordar duas fases do Homem-Aranha que foram publicadas na revista Peter Parker, The Spectacular Spider-Man, e que apesar de nem sempre serem lembradas pelo público em geral, tiveram a sua importância na vida do Aracnídeo.
Eu era um fã do trabalho de Bill Mantlo na revista do Incrível Hulk da editora Abril. Gostava das histórias com o Golias Verde e com o ciborgue Rom nessa revista, e por isso quando agarrei numas revistas do Homem-Aranha da Abril e vi o nome dele na parte do argumento, decidi começar a comprar também essa revista.

A fase de Mantlo abordava muito da sua vida no campus da Universidade, a relação do herói com a Gata Negra, e confrontos muito interessantes com alguns vilões do cabeça de teia. Lembro-me de ter adorado a revista em que ele enfrentava o Bumerangue, das histórias que envolveram uma disputa entre o Coruja e o Doutor Octopus e que atormentaram muito a vida do Aranha, ou do aparecimento do Manto e Adaga.

A arte de Ed Hannigan, casava bem com o estilo das histórias ali apresentadas e as capas dele eram quase sempre bastante interessantes, em especial quando envolviam a Debbie Whitman, uma personagem secundária que teve algum destaque nesta fase, assim como a relação do herói com a Gata Negra.



A história em que Peter Parker conta a Debbie Whitman que ele é o Homem-Aranha foi uma grande história! Prova o talento de Mantlo nesse aspecto de desenvolvimento da relação do herói com o seu elenco secundário. Mantlo saiu do título depois de 3 anos (de 1977 a 1980) a escrever as aventuras do amigão da vizinhança, algumas dessas histórias com a colaboração de Roger Stern, e que nem sempre é relembrada pelo público quando se fala de fases de escritores importantes para a vida do Aranha.

Quem o sucedeu no título foi o artista Al Milgrom que a partir da edição #91 começa a escrever e a desenhar as histórias do Aranha (sendo que em algumas histórias a arte fica a cargo de Herb Trimpe), que eram mais surreais do que aquilo que o pessoal estava habituado.

Não sei se por ser ainda adolescente, mas eu até gostei das histórias do Milgrom à frente do Aranha, elas eram divertidas e interessantes, com a entrada em grande do Kingpin na vida do nosso herói, e aprofundando a relação do Rei do Crime com a Gata Negra e as consequências disso para a vida do escalador de paredes.


A sua primeira edição mostra uma história algo comovente, com o vilão Blob a destruir a cidade devido a estar triste com a morte do seu amigo, e vemos como o nosso herói não consegue fazer nada fisicamente para impedir essa destruição, e é apenas com uma conversa da Gata Negra com o vilão que as coisas chegam ao fim. Este fica apenas sentado no chão a chorar pelo seu amigo.





















Milgrom começa então a mostrar-nos que o Rei do Crime estava muito interessado na relação entre o Aranha e a Gata e envia um vilão desconhecido, o Resposta, para avaliar melhor a profundidade dessa relação e como estavam os poderes da Gata (que mais tarde percebemos que tinham sido dados pelo próprio Rei do Crime). O vilão consegue ser bem sucedido nos confrontos com o casal, assim também ficamos a perceber como os poderes da Gata funcionam numa luta, e como estes começavam também a afectar o herói.


Isto porque quando eles discutiam, o Aranha tinha sempre alguns momentos de muito azar, como o saltar de um prédio e enganar-se na posição do braço para que as teias saíssem direitas e o ajudassem a balançar de um prédio para o outro, ou o tropeçar em algo de uma forma quase absurda.


O autor recupera a dupla Manto e Adaga numas histórias que envolviam o ressuscitar de um vilão e termina a sua fase com uma história super divertida onde o Aranha enfrenta um vilão ridículo e absurdo chamado Mancha, que mesmo assim chega a dar muito trabalho ao cabeça de teia.

Devido ao tom das histórias de Milgrom, este é afastado depois da edição #100 pelo editor Jim Owsley que não gostava do rumo que o escritor estava a tomar, em especial com os vilões que ele apresentava como adversários do Aranha.


Não foi uma daquelas fases que fica na memória de todos, mas eu diverti-me muito com estas histórias do Milgrom e acho que se adequavam um pouco à imagem que temos do herói como uma personagem divertida e que enfrenta os seus inimigos com uma boa dose de humor.

Texto: Hugo Silva

Ficamos à espera do próximo texto do Hugo Silva Como é de costume fica aqui o link para o blogue dele: Ainda sou do Tempo...

Boas leituras
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domingo, 20 de dezembro de 2009

Homem-Aranha & Gata Negra: O Mal que os Homens Fazem


Depois de Kraven`s Last Hunt e Death of the Stacys voltamos ao Homem-Aranha! “O Mal que os Homens Fazem” foi editado pela Devir portuguesa em 2006 sendo apresentado como uma obra controversa no mundo do Homem-Aranha. O autor dos textos é o produtor/director de cinema Kevin Smith, estando a arte a cargo do casal Terry e Rachel Dodson. Esta obra provocou a ira dos fãs e de quem começou a comprar as revistas em 2002, visto que Kevin Smith “esqueceu-se” que tinha de acabar esta mini-série, apenas se “lembrou” em 2005 que tinha qualquer coisa para fazer… um hiato de três anos dá cabo de qualquer mini-série! Não vou divagar acerca se a série teria ficado melhor ou pior se fosse acabada em tempo útil, visto isso não ter resposta, mas que o curso da estória sofreu modificações profundas, sofreu! Ao fim de tanto tempo a maneira de ver e sentir o que nos rodeia muda e isso tem sempre implicações na nossa maneira de pensar. Neste caso começamos com uma estória de acção pura, com laivos de investigação policial por parte dos heróis centrais, acabando o livro num registo completamento negro… mas já lá vamos! A arte esteve a cargo de uma das minhas duplas preferidas dos comics norte-americanos, Terry e Rachel Dodson; ele no desenho, ela na cor. A figura feminina Gata Negra (Black Cat) acaba por ser a principal nesta estória do aranhiço, ofuscando-o completamente ao nível gráfico e mesmo a narrativa está muito assente nesta personagem feminina, sobretudo do meio do livro para a frente. Como é sabido por todos a arte de Terry Dodson no que toca a personagens femininas é sempre muito sexy, e a Gata é uma das suas preferidas. Assim temos uma Gata Negra extremamente voluptuosa a “dar em cima” do Spider-Man, que nesta altura estava separado de Mary Jane...
A estória de início tem a Black Cat em busca de uma amiga desaparecida, e neste regresso e deambular por Nova Iorque encontra o Aranha a fazer trabalho de detective, pois também investigava o desaparecimento e morte, estranhamente devido a drogas, de um aluno seu.
Aqui foi o relembrar de uma paixão antiga entre os dois, onde sempre houve uma química muito especial, com a Gata Negra a provocar o aranhiço sempre que a oportunidade surgia.
Acabam por se meter numa luta entre grupos ligados ao tráfico de droga, e quando descobrem, embora não tendo provas, quem seria o culpado pelas diversas e estranhas mortes devido a heroína (os corpos não apresentavam marcas de serem consumidores desta droga), dá-se uma cisão entre Felícia (Black Cat) e Peter Parker. Este queria continuar a investigar até arranjar provas, a Gata queria justiça imediata pelas suas mãos.
Depois disto entramos num mundo muito negro, com revelações íntimas, incesto, violações (tanto femininas como masculinas), abuso de menores, enfim… o pior que há nos homens! Temos dois convidados especiais neste livro: DareDevil e Nocturno. Este último aparece apenas como consultor de teleporte, visto que o suposto criminoso demonstrou ser um mutante com estas características. O DareDevil (Demolidor) dá uma ajuda a Peter Parker tanto no campo legal, como Matt Murdock, como física (Demolidor). Não aparece muito, mas é sempre uma mais-valia durante a acção.
Pode-se dizer que gostei, mas atenção... é uma estória do Homem-Aranha para adultos e adolescentes crescidos.
Boas leituras.

Hardcover
Criado por: Kevin Smith, Terry Dodson e Rachel Dodson
Editado em 2006 pela Devir
Nota : 9 em 10
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sábado, 8 de setembro de 2007

Catwoman: The Catfile


Esta é uma estória da Gata que se lê agradavelmente, embora recorra ao "clichê" da ladra ser apanhada por uma agência governamental, ser chantageada por essa mesma agência (especializada em obras de arte), e que para limpar o nome teria de roubar para eles ! É claro que a Gata arranja sempre maneira de dar a volta por cima ! Gostei muito da arte deste Catfile, mas a qualidade do papel vai fazer descer a minha nota a dar a este livro (credo, o papel é do género "daquele" papel do chamado "formatinho") ... e os 11 anos de idade deste livro não desculpam este papel !!

Softcover
Criado por: Chuck Dixon, Jim Balent e Bob Smith
Editado em 1996 por DC Comics

Nota : 6 em 10
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