quarta-feira, 13 de março de 2013

Manga em Portugal

Vampire Princess Miyu

A pedido de alguns leitores do blogue deixo aqui motivo para discussão, se assim o entenderem.
Porquê o falhanço quase total das publicações Manga em Portugal?

Podemos iniciar este períplo com uma das primeiras editoras a publicar Manga em Portugal: a Meribérica!
Esta editora iniciou a publicação de Akira em 1998 e depois editou três volumes de Mother Sarah… entretanto faliu! Gostaria que me confirmassem o número de volumes de Akira:
  • Akira – 19 volumes (completa)
  • Mother Sarah – 3 volumes (de 7)


Mas pelos vistos a primeira editora a publicar Manga foi mesmo a Texto Editora em 1996 com duas séries:
  • Ranma 1/2 - 12 capítulos (de 407)  
  • Striker  - 1 volume (de 11)
Não existe muita informação sobre estas edições.




Depois aconteceu que entre os anos 2001 e 2002 a Planeta DeAgostini deu entrada nestas lides com Dragon Ball, embora tivesse completado a colecção, segundo consta foi um fracasso comercial...
  • Dragon Ball  - 42 Volumes (completa)

Mais recentemente tivemos uma editora que apareceu em 2007 e fechou em 2008, a MangaLine.
Inicialmente era para se chamar Naraneko, mas por dificuldade contratual com as editoras japonesas decidiram formar parceria com outra editora, a Mangaline Ediciones (espanhola), e assim surgiu a Mangaline Edições portuguesa. Lançaram três títulos diferentes:
  • Mai-HiME – 1 volume (de 5)
  • Vampire Princess Miyu – 1 volume (de 10)
  • Lupin III – 2 volumes (de 5)
Como se vê, durou mais ou menos 1 ano!

A Devir Portugal também investiu cedo no Manga com a série Dark Angel, da qual publicou dois de cinco volumes. Esta primeira aventura na BD japonesa aconteceu em 2004, anterior ao aparecimento da Mangaline, mas durou muito pouco tempo também…
Mais recentemente a Devir voltou à carga com Death Note em que já vai no 4º volume. Embora a frequência de publicação não seja a melhor para uma série de apenas 12 volumes, o 1º volume saiu em Janeiro de 2012 e o 4º volume no final do ano de 2012, para já tem a única série Manga ainda não cancelada em Portugal.
Portanto penso que é apenas isto:
  • Dark Angel – 2 volumes (de 5)
  • Death Note – 4 volumes (de 12, mas em publicação)
E tivemos também uma aposta da Pedranocharco na Manga portuguesa com a compilação em Tankonbon de Bang Bang:
  • Bang Bang - 1 volume (de 2)

A ASA investiu também nesta linha de mercado, inicialmente com Manga de autores ocidentais:
  • Dramacon – 3 volumes (completa)
  • Hellgate - 1 volume (de 3)
  • Princesa Pêssego – 3 volumes (completa)
  • Warcraft: A Trilogia do Poço do Sol – 3 volumes (completa)
  • Warcraft Legends - 5 volumes (completa)



E depois Manga Japonesa:
  • Astroboy – 3 volumes (de 23, embora o objectivo inicial tenham sido apenas estes 3)
  • Yu-Gi-Ho! – 7 volumes (de 38, embora a série inicial tenha ficado completa. A série seguinte seria “Duelist”)
  • Dragon Ball – 18 volumes (de 42)
A aventura da ASA iniciou-se em 2010 e terminou em 2012. De notar a cadência não normal de publicação em Portugal de uma média de um livro por mês na série Dragon Ball. Esta cadência foi de louvar, mas acabamos por ficar apenas com 18 volumes editados…

Se alguém souber de mais algum título publicado por editoras portuguesas diga, para o post ficar o mais completo possível!

Agora… à excepção de Death Note da Devir que começou no início do ano passado tudo o resto acabou!
A ASA informou que a sua linha Manga tinha sido interrompida por vendas aquém do expectável, a Mangaline fechou e a primeira aventura da Devir falhou redondamente. Não conheço a penetração que Death Note está a ter no mercado de vendas, portanto não sei se é um sucesso ou se estão a avançar em frente de modo a que a continuação possa criar segurança nos possíveis compradores, e assim potenciar a venda do resto da série.
Penso que este é/foi o panorama da Manga em Portugal em linhas gerais.

Agora a pergunta é porquê?
A Manga vende razoavelmente bem nas lojas da especialidade portuguesas, mas em livros importados (inglês). Porque não vendem os títulos em português?
Más escolhas editoriais?
Os leitores já têm as séries iniciadas em inglês, e bem avançadas na numeração?
Os portugueses são mais fãs de Anime do que de Manga e preferem ver as animações na televisão não comprando o livro que dá origem a esses mesmos Animes?
Os leitores de Manga portugueses preferem não gastar dinheiro e ler online na internet, que está pejada de sites deste género (leitura pirata online)?
O preço dos livros?

E se algum editor quiser explicar aqui alguma coisa sobre a dificuldade de firmar contratos, ou não, com as editoras japonesas também era bem-vindo… nós leitores vamos ouvindo daqui e de acolá mas nunca sabemos o porquê de séries como Naruto, Bleach, Berserk, Monster, One Piece, 20th Century Boys, Gantz, Pluto… não serem publicadas!

Quem quiser dar o input ou feedback será bem vindo! A discussão é aberta.

Boas leituras

174 comentários:

  1. Nao faço ideia dos preços da Manga em português porque nem sequer a procuro, mas não sei se não será disso... A mais barata é em francês e geralmente é essa que compro, até porque já tenho quase todos os volumes em francês das series que consumo.

    A unica excepção é Blade of the Immortal que a edição da Dark horse é em Inglês e vale a pena...

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  2. Os mangas em português rondam entre os 8€ e os 10€, pelo menos os que já vi. Death note da devir custa quase 10€.

    Agora não tenho comprado mas os preços que vejo de naruto, bleach e outros mangas em inglês na book depository rondam entre os 5€ e os 7€.

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  3. Muito resumidamente:

    - A maioria das séries é antiga ou desinteressante.
    - A maioria dos leitores de manga é bilingue.
    - O mercado português é de tal forma risível para os japoneses que é praticamente utópico pensar-se em ter traduções portuguesas no auge da popularidade das séries.

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  4. Bolas, não sabiam que tinham cancelado a colecção de Dragonball, eu até estava a acompanhar =/

    Fora as colecções listadas, falta ainda a edição de Dragonball feita pela Planeta d'Agostini (já não sei bem em que ano) que publicou a colecção completa.
    E também Ranma 1/2 e outra manga cujo nome não me recordo por volta de 1996~1997.

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  5. Uma coisa que eu notei foi sempre o grande atraso de uma edição portuguesa de uma série de Manga em relação às congéneres estrangeiras. Isso faz com que ímpeto em relação à série animada (veja-se o caso do Dragon Ball passado na televisão portuguesa nos anos 90 e com edição portuguesa só em 2010!), e também o atraso em relação às edições estrangeiras faz com que os leitores começem a comprar essas e depois não se sintam atraídos a comprar a versão lusa (acrescentado o pouco saudável facto de se arriscarem a ficar com uma série imcompleta nas mãos).

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  6. e a revista Banzai vende bem? ela é o único título local no gênero?

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  7. O assunto parece-me muito pertinente, mas tenho apenas uma correcção a fazer: os primeiros Manga a serem publicados cá em português foram os da Texto Editora, em 1996 - as séries Ranma 1/2 e Striker. Obrigado.

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  8. LAWorks e Ghost
    É sabido que as lojas virtuais tipo Amazon e Bookdepository fazem preços mais baratos que os que constam na capa. Mesmo assim nos Mangas comparados a diferença é muito pouca! 1 ou 2 €... e no caso da ASA esses preços estavam bem colmatados por um papel superior.
    ;)

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  9. Aqui no Brasil, muitas editoras publicam mangas, o que pesa é o preço. Acho estranho até os mais famosos não serem publicados aí em Portugal, mas acho que tem um publico!

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  10. Alice e Anónimo
    Obrigado! Já ajeitei o texto para meter lá as séries de que falaram.
    Já agora quantos livros saíram de Ranma e Striker? Alguém sabe?
    :)

    Alice
    Sim, Dragon Ball foi interrompido no nº18 porque comercialmente não estava a funcionar...
    :(

    Anónimo
    Por favor, o comentário foi muito interessante, e por isso mesmo lhe peço para o assinar, ou fazer outro igual, mas assinado. Tenho de fazer respitar as regras do blogue que dizem que um comentário será apagado se não estiver assinado!
    Vá lá, ponha lá uma assinatura!
    ;)

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  11. Petrus Magnus
    Essa é uma situação pertinente. Mas o grande atraso de uma edição portuguesa em relação às congéneres estrangeiras vai sempre existir, visto que já partimos atrasados!
    O cancelamento é sempre uma situação deplorável para quem segue uma série, mas também como bem sabemos, elas são canceladas porque não vendem! O que achas que se possa fazer em relação a isso? Sugestões?
    :)

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  12. Quiof
    A revista Banzai não sei em que pé está. Não a coloquei porque não sei se na realidade é uma revista verdadeiramente periódica e se tem os requesitos legais todos para ser aqui equiparada aos restantes livros... deixei de receber feedback dessa revista a seguir ao nº1, portanto não sei se parou ou se seguiu...
    ;)

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  13. Mário Freitas
    Concordo em parte com o que dizes. Perfeitamente de acordo com o 2º e 3º ponto, o 1º ponto sofre com o 3º.
    De qualquer modo já foram publicadas séries interessantes Manga em português... umas concluiram, outras não.
    O que sugeres para inversão deste ciclo?
    :)

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  14. Sugiro a população crescer para o quíntuplo, pelo menos... :P

    Não sugiro nada, Nuno, excepto talvez apostarmos cada vez em publicações de autores portugueses, sejam de manga, sejam de qualquer outro tipo de BD.

    Milagres são impossíveis. Pode tentar apostar-se em séries tipo Death Note, já com alguns anos, mas ainda "actuais"; evitarem-se erros crassos como Dark Angel ou a enésima reedição de Dragon Ball; mas não se pense que se podem editar AGORA séries de grande sucesso actual (e estou a pensar em Blue Exorcist, Pandora Hearts ou Black Butler, por exemplo).

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  15. Guy Santos
    O problema para editar "os famosos" é a população portuguesa. A população da cidade do Rio de Janeiro e arredores é praticamente à população portuguesa toda. Se considerar mos que a percentagem da população que compra BD anda no máximo aqui em Portugal pelos 2.000 habitantes, e a Manga é apenas uma pequena célula dentro destes... está o caldo entornado!
    :\

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  16. Mário Freitas
    A população crecer era bom, não só para a BD... para a minha reforma também!
    :P
    Death Note penso que ainda dentro do espectro de Mangas interessantes razoavelmente actuais, por isso espero que as vendas não sejam más. Quanto a dark Angel quem cometeu o erro fui eu! Até gostei dos dois primeiros (editados em português), mas depois quis completar a série (e completei)... aquilo é horrível! Só os desenhos são bons, mas história é pior que má...
    Apostar nos nossos autores parece-me bem, mas também é preciso qualidade e cuidado de edição para haver algum retorno para que não desistam de o fazer. E claro... prazos, nós portugueses somos bons nisso... cumprir prazos!
    :D

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  17. Isso, somos óptimos em prazos ;)
    Só comparável à nossa vontade incontrolável de mandar bitaites e ter soluções para tudo, sobretudo quando não sabemos um boi do que estamos a falar ;)

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  18. Mario Freitas
    Estás a esquecer-te do "trabalhar em cima do joelho"... também somos bons!
    ESPERA AÍ!
    Se "trabalhamos em cima do joelho" é porque não cumprimos prazos!
    ahahahahaha
    :D

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  19. A manga que conheço no geral não prima pela qualidade do argumento - é virada para um público infanto-juvenil e confesso que não nutro simpatia pela estética deste estilo em particular (havendo raras e notáveis excepções como no caso do Deathnote, Ikkyu, Akira ou Dragonball). Dito isto a que tenho comprado, por ser mais aliciante em termos de preço, tem sido a editada pela Glénat. Não fazia a mínima ideia que haviam edições em Português sequer - onde é isto publicitado ou dado a conhecer ao público em geral? Outra coisa que me aborrece é a qualidade duvidosa das traduções, a crescente tendência para erros e má ortografia das traduções nacionais (não só na bd mas de uma forma geral diga-se de passagem). O desfasamento entre a saída da série original e a tradução em português é enorme, penso que isto, havendo alternativas em inglês e francês, é algo que também 'desincentiva' a procura dos títulos na nossa língua...depois lá está, como já foi mencionado, não existe assim tanta gente num universo de cerca de 10 milhões de pessoas interessada em banda desenhada no geral. A minha humilde opinião (ou conjunto delas).

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  20. "Mário Freitas disse...
    Sugiro a população crescer para o quíntuplo, pelo menos... :P"

    Basicamente isto. Se os fãs de banda desenhada "geral" já são poucos, os fãs de manga, bem menos são. Ainda para mais, pertencem a uma faixa etária mais jovem, o que significa que têm um orçamento muito limitado e/ou não têm rendimento próprio. Nesta crise então, até quem pode gastar dinheiro nestas coisas, anda contido...

    Embora não ache que o problema seja tanto dos preços - pelo menos nas lojas físicas - as edições portuguesas também não estão assim tão desfazadas dos preços das edições americanas. Se partirmos para as compras no Bookdepository ou na Amazon, aí sim, já é outra história. Mas no geral, não acho caro pagar 10 euros por um volume de Dragon Ball (obviamente que o preço total da colecção é que já pesa).

    Depois também há alguns erros nas escolhas das publicações, que me faz pensar se as editoras realmente queriam que tivessem sucesso: Dark Angel, perguntas a um "otaku" - ninguém conhece a série. Dramacon, Princesa Pêssego, Warcraft? Blasfémia, isso nem sequer é manga. :P Yu-gi-oh e Dragon Ball pareciam boas apostas da ASA, mas se o Dragon Ball, que é a série mais icónica e representativa do anime/manga em Portugal, não vendeu... se calhar também não ajudou ser uma publicação redundante, visto já ter sido publicada antes, e sair só agora, 15 anos depois de a série ter sido popular em Portugal (e 20-30 anos, se considerarmos a popularidade no Japão).

    Monster ou Berserk talvez fossem apostas interessantes, porque são séries que poderiam captar os fãs de banda desenhada não-manga. Acrescentaria ainda Evangelion ou Trigun (deste, nem que fossem só os dois primeiros volumes), porque também são séries que tiveram algum destaque na Sic Radical há uns anos. Mas o ideal, ideal, era mesmo trazer a Santa Trindade: One Piece, Bleach e Naruto. Agora temos editoras "com cabedal" para se meter em aventuras destas? Eu acho que não. Caramba, até já é difícil convencer as pessoas *a ler* One Piece, quando mais, comprar - assim que ouvem que a série tem 70 volumes e ainda só vai a meio da história, fogem logo a sete pés.

    É um ciclo vicioso - as editoras desistem de colecções e de investir em novas séries, porque não vende e o público não compra porque as editoras desistem de as publicar - tenho quase a certeza que ninguém se aventurou a comprar a edição da Asa do DragonBall, porque queria ver primeiro se a colecção acabava de ser publicada (mea culpa também). :x

    *

    "E se algum editor quiser explicar aqui alguma coisa sobre a dificuldade de firmar contratos, ou não, com as editoras japonesas também era bem-vindo… nós leitores vamos ouvindo daqui e de acolá mas nunca sabemos o porquê de séries como Naruto, Bleach, Berserk, Monster, One Piece, 20th Century Boys, Gantz, Pluto… não serem publicadas! "

    Posso estar a inventar, pois não tenho nenhuma base concreta que sustente a minha opinião, mas a ideia que tenho é que a indústria japonesa está-se bem maribando para o mercado externo. O grosso do dinheiro vem do mercado interno, dos filmes, das audiências, dos dvds e das figuras que vendem internamente. Mesmo a exportação de direitos para os Estados Unidos anda tremida, além de que exportando para os EUA, exportam para o resto do mundo, porque os livros em inglês vendem-se em qualquer lado.

    *

    TL;DR: Não há mercado suficiente que compense o pesado investimento, e se não apostámos nisto enquanto havia dinheiro e possível interesse, não é agora que vamos conseguir. Portanto, acho que já vamos tarde para este comboio.

    A possível solução para toda a situação melhorar não está nas mãos das editoras. Está na mão das televisões – 99% dos “otakus” começam pelo anime. Transmita-se anime na televisão, dobrado ou não, a um horário normal e acima de tudo, DE FORMA REGULAR e os fãs começam a aparecer, fãs esses que naturalmente se interessarão pelos mangas respectivos.

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  21. A comunidade mundial de mangá parecer ser bem grande e muito pró-activa, vejam-se os sites onde se encontram mangás traduzidos para as pessoas lerem, muitos dos quais nem possuem edições em inglês.

    Isto pode também ser um factor que afaste da compra, porque como o Mário Freitas bem disse o nosso mercado quando edita está muito atrasado. Um leitor assíduo de mangá já encontrou e leu provavelmente.

    É possivel também que em Portugal se veja mais animé do que se leia mangá, não faço ideia. Mas, penso que a nível editorial as escolhas deveriam ser outras (para as vendas serem melhores).

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  22. Eu vou dar os meus 2 cents de pensamento. Honestamente eu prefiro ler mangas em inglês ou francês do que em português, não que não goste de ler na minha lingua materna mas simplesmente porque existem expressões, que, em português soam incrivelmente ridiculas e conseguem fazer uma pessoa sentir-se ridicula por estar a lê-la, ISTO, é a minha opinião claro está, não censuro quem compre em português até porque nem toda a gente sabe ler em inglês/francês. Eu tentei mais do que uma vez ler em português e ficava sempre "Falta aqui alguma coisa..." ou pensar em personagens de manga a falar português incluindo os honorificos soa demasiado estranho, claro, que nós fãs temos a nossa fase de wannabe de chamar os outros com o chan e o san e o kun mas só que quando começamos a largar esses hábitos parece estranho ler assim, ou traduzem para os termos normais e tira-se parte da graça, ou deixa-se e fica a soar a Otaku language ou ftw. Claro está que gostava de ver Portugal a investir mais no mercado de animanga pois acho que é algo que de certa forma nos une como fãs apesar de cada um ter um gosto diferente...

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  23. Percebo que a tradução às vezes possa ser um problema, mas isso é só uma questão de hábito. Os honoríficos tanto ficam mal em português, como em inglês, e no entanto, em inglês, eles lá estão. A tradução de Bleach da Viz, no início, nem acerta com certos nomes das personagens. A tradução da mesma editora, de Gintama, segundo consta, é vergonhosa. :P

    Da edição ASA do Dragon Ball, o que li, gostei. O português estava bastante fluente e tiveram o cuidado de manter sempre os nomes que usaram na série que passou cá em Portugal.

    Aliás, o português é uma língua muito, mas mesmo muito mais rica do que o inglês. Se há problema com as nossas traduções, é porque 90% das vezes, os mangas são traduzidos do inglês e não do japonês. Traduzir de uma língua que já arruinou a riqueza do vocabulário e com a escrita original não pode dar bom resultado. Além de que a propensão a erros é enorme (digo eu, a lembrar-me da legendagem desastrosa de FMA: Brotherhood que passou na Radical).

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  24. Hei Nuno. Excelente a tua ideia de pôr este assunto à discussão. Deixa-me ajudar com aquilo que, de facto, não se sabe tanto.

    Striker - Publicados 6 números (no equivalente a um volume japonês tradicional). A série tem mais. Nem sequer os que foram publicados cá são os primeiros ou têm ordem entre si. A saga deu origem a diversos jogos para consolas e a um filme animado em meados de 2008, para aí. No original chama-se sprigunn (ou coisa que o valha).
    Ranma 1/2 - Publicados 12 volumes, no equivalente a dois volumes tradicionais japoneses. Á saga é maior e deu origem também a um anime. Mas aqui, o que foi publicado pela TE começa no inicio da saga.

    Uma achega à discussão: No Art&ntropia em que a entrevistada foi a Maria José Pereira, ela também falou nas restrições contratuais dos Japoneses. Acho que começa por aí as dificuldades em publicar em Portugal. E isso, infelizmente, será dificilmente ultrapassado enquanto o possicionamento deles não mudar. Para além do facto de como funcionam estes fenómenos, como explicado pelo Pedro Bouça, no programa dedicado a este mesmo tema.
    São três os ritmos/alturas de cada fenómeno japonês: passar lá na TV / Passar cá na TV / Ser publicado cá....que é apenas o último ponto da cadeia...Acho que passa muito por ser publicado ao mesmo tempo que passa cá na TV...mas como, com os contratos dificeis que os japoneses impõem?

    Grande Abraço.

    PS: O Mário Freitas acertou em cheio:

    - A maioria das séries é antiga ou desinteressante (aqui no desinteressante é que não concordo - há de tudo).
    - A maioria dos leitores de manga é bilingue (quando não é trilingue e lê em Francês).
    - O mercado português é de tal forma risível para os japoneses que é praticamente utópico pensar-se em ter traduções portuguesas no auge da popularidade das séries (Ora bem).

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  25. Ah...Striker e Ranma 1/2, quando sairam, tinham preços proibitivos. 300$ por páginas (para aí) a preto e branco, com papel reciclado...tinhas os super-herois e a disney por 250$ e 60 e tal páginas a cores...
    E o formato destas publicações era tudo menos japonês...muito próximo do formato americano dos comics.

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  26. J.
    A primeira coisa que te posso dizer é para tentares ler Manga mais adulta tanto graficamente, como em conteúdo.
    :P
    Os livros de Manga em português apenas tiveram publicidade aqui no círculo dos blogues e no FB, de resto as livrarias tratam muito mal a "coisa"... misturam a Manga em português com os importados ou metem-na nas prateleiras mas escondidas da zona.
    Mas decididamente a nossa população é uma menos-valia neste caso (e outros também...) porque é muito pequena e claro a percentagem de pessoa que consomem BD até pode ser a mesma que noutros países, só que essa percentagem em valores absolutos é uma ninharia...
    Agora vê lá se lês é uns Mangas para a tua idade...
    :P

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  27. Anaoj
    Bem... está toda a gente a dar na população... lol
    De facto é um problema!
    Mas focas outros, a Manga que foi publicada em português toda ela é Shounen, ou Shoujo. Apenas Death Note já é um pouco para idades "mais avançadas", mas mesmo assim o público alvo não é adulto. Ora isto põe o problema financeiro em cima, visto que os adolescente por norma não trabalham e os que têm mesadas usam o dinheiro para "curtir" e não comprar livro (na sua generalidade).
    Em relação ao tamanho das séries acho isso um mito, embora "assuste" quem queira começar. Quantos volumes tem Michel Vaillant, Ric Hochet, Green Lantern ou Batman?
    Áh... pois é! Só da série Franco-Belga Ric Hochet são à volta de 70 livros! Olha o Lucky Luke! É uma brutalidade, e ninguém liga a isso. Mas quando se fala de Manga esse assunto vem sempre à baila!
    E sim, a comunicação Social poderia resolver este problema tornando a BD na sua generalidade, e a Manga particularmente, na moda! É isso que é preciso... por a BD na moda!
    :D

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  28. Loot
    Isso foi uma coisa que eu já reparei, o pessoal vê muito Anime, mas manga... quando querem ler vão aos sites de leitura online...
    :\

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  29. Serah
    Aqui concordo plenamente com a resposta da Anaoj!
    Quem te diz que o japonês está bem traduzida para inglês?
    O problema é que (e isto serve para todos os livros e não apenas para Manga) para além da tradução é necessária a respectiva adaptação! Isto para não soar estranho como dizes... Quando a adaptação não presta a tradução fica uma porcaria e soa mal, sim!
    Mas os fanáticos do Dragon Ball, por exemplo, na sua generalidade disseram muito bem da edição da ASA! E olha que este tipo de fanáticos são um público difícil!
    :D

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  30. João Figueiredo
    Muito obrigado pelos infos sobre o Striker e o Ranma 1/2. É que não existe nada na web que nos elucide sobre isto! Apenas muito ao de leve e é mesmo necessário que saibas que existiram, porque numa busca geral não aparecem.
    Vou tentar incluir essa informação toda no texto de modo a que fique perceptível para todos...!
    :D
    Sim, a Maria José já me tinha falado que as séries que estão "na berra" são muito difíceis de contratar, com a agravante de os japoneses se estarem a borrifar para nós... para eles a nível comercial somos do tamanho de piolhos!
    ;)

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  31. Já agora, como pormenor, gostaria que as três pessoas que pediram esta discussão também viessem aqui dizer de sua justiça!
    :P
    Jony da Costa, Diogo Semedo e Luís Sanches!
    Então?
    ahahahahaha
    :D

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  32. É nestas alturas que faz falta um fórum onde dê para fazer quotes. :P

    *

    “Mas focas outros, a Manga que foi publicada em português toda ela é Shounen, ou Shoujo. Apenas Death Note já é um pouco para idades "mais avançadas", mas mesmo assim o público alvo não é adulto. Ora isto põe o problema financeiro em cima, visto que os adolescente por norma não trabalham e os que têm mesadas usam o dinheiro para "curtir" e não comprar livro (na sua generalidade).”

    O que vende é o Shounen. Os grandes títulos de popularidade no Japão e no mundo são Shounen: Bleach, One Piece, Naruto, Gintama, Toriko, Fairy Tail, FMA, Soul Eater,…
    Ao contrário de outros géneros de banda desenhada, o manga, por norma, é mesmo muito direcionado para adolescentes. Não quero dizer que não haja obras mais adultas e que os adultos não possam ler os títulos que mencionei e outros. Mas o que vende livros, dvds e merchandise é gajos a lutar.

    *

    “Em relação ao tamanho das séries acho isso um mito, embora "assuste" quem queira começar. Quantos volumes tem Michel Vaillant, Ric Hochet, Green Lantern ou Batman?
    Áh... pois é! Só da série Franco-Belga Ric Hochet são à volta de 70 livros! Olha o Lucky Luke! É uma brutalidade, e ninguém liga a isso. Mas quando se fala de Manga esse assunto vem sempre à baila!”

    Pois, mas – falando de Lucky Luke, que é o que conheço melhor – são histórias soltas. Tens uma personagem e ela tem várias aventuras que podes ler na ordem que quiseres, sem qualquer preocupação por manter a continuidade. Mesmo que haja uma outra personagem recorrente ou referência a aventuras passadas, facilmente percebes o resto da história. Não sou especialista nos comics, mas também funciona muito por autores e por story arcs, não é verdade? Pode-se ler bastante salteado, desde que conhecendo minimamente o franchise.

    O manga não é assim que funciona. É muito raro qualquer manga ser “episódico” (aliás, além de antologias de short stories, nem estou a ver assim de repente nenhuma publicação que faça isso). Ou se começa a ler do capítulo 1, ou dificilmente percebes a história. É como começares a ler Harry Potter a partir do quinto livro – não faz sentido. Voltando a One Piece, este vai actualmente com 701 capítulos – como é que convences alguém a começar a ler do 1, sabendo que tem 700 capítulos pela frente? Ainda por cima, é daquelas séries que só bem para a frente é que começa a ser fantástica e viciante (não que no início não seja, mas nota-se uma clara evolução na qualidade ao longo do tempo). E se já é difícil convencer alguém a ler, como convencer alguém a publicar? Nem há investimento que resista. A não ser… que o anime passasse na televisão a horas decentes, com um trabalho de dobragem feito com mais do que boa vontade, e tivesse uma transmissão regular. E não às três da manhã, e com metade dos episódios dobrados e outros legendados. Não se criam fãs assim. :P

    *

    “E sim, a comunicação Social poderia resolver este problema tornando a BD na sua generalidade, e a Manga particularmente, na moda! É isso que é preciso... por a BD na moda!”

    Mais publicidade ajudaria, sem sombra de dúvida.

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  33. Nem sei por que razão entro aqui para comentar o material Manga, que reputo de interessante e suficientemente apelativo para trazer jovens para a BD.
    Muito do que aqui se disse está correcto e pouco tenho a acrescentar às opiniões dos entendidos, mormente no que toca à população do reino, que é pouca e está a baixar dia para dia, graças aos trutas governativos. No entanto, mesmo que a população fosse o dobro, não creio que os leitores passassem a fasquia dos 3 mil, graças à iliteracia
    imposta pelos meios educativos institucionais, que fazem "vade retro" à banda desenhada nas nãos dos pequenos (e grandes) estudantes.
    O Japão - digo, o povo japonês- tem outra mentalidade, neste particular; o velho de sentat anos, com fato e gravata é capaz de abrir uma BD no comboio ou no autocarro sem recear que os olhares dos "intelectuais" o fulminem com a baba do desprezo.
    Aqui, entrem num café: podem ver muita gente com calhamaços de ficção escrita que não conseguem ler, mas podem e conseguem transportar poara a vista dos outros, tal qual o carrão ou o jeep que estacionam á porta. E BD? Vêem algum? Mesmo que seja daquela BD intelectualóide que alguns próceres do meio levam a alguns blogues e a sacrilizam como sendo futurista e que não passa de rabiscadas páginas em jeito de ilustração?
    Manga, mesmo que se leia do fim para o princípio e da direita para a esquerda, é BD; logo, aceito-a e leio-o sem pruridos e sem cuidar se algum parente engravatado fica salpicado com a lama. E se algum "kamikaze" me oferecer um exemplar em japonês, passo-lhe a leitura como o fazia antes de entrar na escola: vejo os bonecos e construo o enredo.

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  34. 1 - Creio que a Banzai teve 3 números: 0, 1 e 2
    2 - Comprei, em português, os 4 volumes do Death Note e gostei bastante. Mas acho que vou acabar de o ler em inglês, pois não acredito que a Devir acabe a colecção.
    3 - Concordo com quase tudo o que foi dito, se o mercado de BD já é pequeno, então o de Manga ser+a ainda menor

    Já agora, o que primeiro li de Manga, foi a Mother Sarah, e fiquei a arder...

    Um abraço e parabéns, Nuno, pelo tema.

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  35. Esqueci-me de assinar,

    Pedro Gomes

    Sorry

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  36. Ó Nuno, esqueci-me de dizer uma coisa, comentando a leitura de manga on-line que referiste.
    Lê-se muito, sim, mas estou convencido que a maioria da leitura é manga erótica ou manga porno, mesmo que esta tenha a ridicularia dos tracinhos sobre os genitais dos parceiros à guisa de censura mediática.
    Acredito que alguns possam ver na Manga isso; no entanto, a Manga é muito mais do que isso, salvo os olhos ebugalhados, as onomatopeias omnipresentes e as bocas escancaradas (que nós, ocidentais, devemos abrir nas manifestações). A Manga erótica tem a suprema arte de escancarar mais as bocas (e não só), em aumentar de tamanho e frequência as onomatopeias, de tornar os fluidos do acto uma refinada filigrana do desenhador.
    Nós, por cá, mal tentamos desenhar um nu, tapando-o com um arbusto ou um taco de golfe e já tememos o arrojo, como acontecia com aquela censura dos anos da ditadura, que "mexia" nos bonecos do autor para esconder as "vergonhas".
    No japão, apesar daquela censura ridícula e inconsequente, o certo é que a arte Manga vende em todos os géneros, sinal de que a liberdade existe para a escolha e para as apetências.
    Aprendamos com os japoneses, à excepção do "hara-kiri", que para nos tirar o sossego, bem basta a troika e comandita.

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  37. Na minha opinião, os problemas gerais da BD em Portugal (tirando os específicos da Manga que disse lá muito em cima):
    - iliteracia de 90% da população nacional (sim, entre o não saber ler/escrever e o não ter qualquer hábito de leitura a não ser o pasquim desportivo faz 90%)
    - o estigma já muito antigo da BD no Ocidente (e em particular em Portugal) de que «bonecos são para putos»
    - falta de divulgação das obras de BD entre o público em geral, divulgação que entendo por públicações periódicas de BD à lá Mundo de Aventuras e Mosquito dirigida ao público mais jovem (porque é em pequenino que se torce o pepino) ou até qualquer coisa como um mundo Disney à portuguesa para ser vendio em quiosques e papelarias e criar o gosto pela BD nas massas.

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  38. "Lê-se muito, sim, mas estou convencido que a maioria da leitura é manga erótica ou manga porno"

    Só para esclarecer: não sei se é a maioria ou não (há de facto muito ecchi e muito hentai por aí e muitos fãs), mas o manga lê-se online porque os capítulos que são publicados no Japão nas revistas da especialidade - incluindo e especialmente os títulos shounen que mencionei acima - aparecem na Internet num espaço de horas após a edição da revista onde aparecem ter saído para o mercado japonês. E não estou a falar de fotografias manhosas à revista, com a tradução para inglês ao lado. Estou a falar de páginas scaneadas, limpas e editadas com tradução inglesa nos respectivos balões de fala.

    Tal como um episódio de uma série de televisão aparece nos sites de torrents e afins horas depois de ser transmitido no país de origem.

    Portanto, quando se fala que não vale a pena editar séries antigas em Portugal porque os fãs já as leram ou já vão muito avançados na história, nem sequer significa que as pessoas já leram as edições americanas ou francesas. Significa que já as leram na Internet, momentos depois de ficarem disponíveis no Japão também.

    Não há editora que consiga acompanhar isto.

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  39. É cada vez mais natural que não interesse às editoras japonesas ceder direitos de séries a editoras portuguesas, sobretudo quando já há alguns exemplos dessas que não chegaram a completar as séries, ou sequer a pagar royalties, como foi o caso da Meribérica. E de qualquer das formas as editoras de bs em Portugal não abundam, e as que existem apenas podemos referir-nos à Devir que vai lançando o Death Note conforme pode, e a Asa parece que já tem dificuldades pra lançar franco-belga, quanto mais manga.

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  40. Só para acrescentar mais um ponto à discussão (hoje não me calo :P):

    Por algum motivo que me ultrapassa a milhas, a chamada "comunidade otaku" - que seriam de esperar os principais consumidores de manga - por norma também não quer saber muito dos animes e dos mangas em si. Não me interpretem mal, obviamente vêem e lêem e gostam das séries. Mas comprar livros ou dvds? Nah, é muito mais giro comprar tecidos e perucas e recriar personagens.

    Cosplay.

    Nunca percebi porquê. Desde que me lembro que sempre foi sobre o cosplay. Sempre.

    É que são centenas e milhares de euros das tais pessoas com baixo orçamento que poderiam ser redireccionados para os livros.

    (Não quero dizer que não gosto de cosplay, pelo contrário, acho-lhe imensa piada e até já fiz, mas por vezes tenho a sensação que as pessoas fazem cosplay de personagens das quais nunca viram ou leram a série - simplesmente porque ela tem o cabelo azul, é gira.)

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  41. Eu acho que as razões para não ter mercado para mangás em Portugal são todos os que você citou na fim da matéria. E uma coisa...20th Century Boys não é publicado aí? Se Napoleão existisse hoje em dia e invadisse Portugal, só por causa disso não teria pena...

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  42. Oi Nuno, desculpa o atraso :) Não só gosto de mangá como também curto quando mandas assim um assunto para o ar para o pessoal debater.

    De certa forma o Mário Freitas disse tudo. Só discordo, isto não foi só ele que o disse, do aumento da população ser necessário (a não ser para a tua reforma). Quando temos um mercado atípico, não podemos tentar soluções tipicas.

    Acho que as editoras têm de pensar de forma completamente diferente. Se sabemos que são bem poucos os jovens por cá que lêm BD, porque é que continuam a publicar séries (de dezenas de volumes) que têm como publico alvo adolescentes? Não é preciso ser muito esperto para ver que não vai resultar. Os adultos que vão aderir a essas séries nunca serão os suficientes. Essas séries podem funcionar no Japão mas aqui não.
    Há mangás óptimos (alguns bem melhores do que BD americana ou europeia) que saem no Japão quase todos os anos de 3 volumes, 2, ou 5 que seriam perfeitamente adequados ao nosso publico que consome BD(os adultos). Mesmo o pessoal que tem aversão a mangá mas que gosta de BD iria interessar-se. Não acham engraçado que todos os bedéfilos que não gostam de mangá apontem sempre os mesmos motivos? Olhos demasiado grandes, romances adolescentes, traços muito estilizados, etc... Estes (não) leitores estão-nos a dizer tudo. Nós é que não queremos ouvir. Há mangás sem estas caractristicas! E procurá-los? Não seria trabalho dos editores? Será que os nossos editores estão a acompanhar essas obras no Japão ou apenas têm conhecimento daquelas que fazem grande alarido ou no cinema ou no animé? Não é preciso responder pois todos sabemos a resposta.

    Acho que quem tentar vender mangá em Portugal tem de procurar titulos que se vendessem como na América se vendem as graphic novels, e nunca o que tentam fazer, que é venderem séries com dezenas de volumes. Esqueçam. Como já muita gente disse aqui, já está tudo lido. Pior, já lemos esses volumes, a saga seguinte, e ainda a posterior.

    J
    Como o Nuno disse, há muito manga que não tem narrativas para o publico infanto-juvenil. Nós cá é que não a vemos :S

    Anaoj
    "Está na mão das televisões – 99% dos “otakus” começam pelo anime"
    Bem acho que isto é completamente falso, tanto lá fora como cá dentro. Há sempre pessoal que por uma coisa pega na outra, mas dizer que 99% começa pelo animé... :S:S:S
    Já conheci otakus de mangá que quando lhes perguntei se gostavam também de animé olharam para mim como um vegetariano olha para um homem do talho a oferecer-lhes bife. Animé transmitido na TV vai ajudar a mais vendas, de animé. E o One Piece de que falaste é o maior exemplo. Achas mesmo que se pusessem o One Piece a dar todos os dias na Tv, os putos iam comprar a contra-parte a preto e branco, sem voz ou musica, nas bancas? Os 700 capitulos? Depois de terem já visto os episódios? E sabendo que no One Piece muita da manga é quase storyboard dos desenhos animados? Acho dificil.
    Em relação aos capitulos aparecerem ne net horas depois de aparecerem nas bancas, isso acontece igualzinho com a Bd americana. Aliás, há pessoal que parece que quer mandar as editoras abaixo. Tens numa só torrent os 50 e tal titulos marvel e dc da semana tudo junto. E para a semana há mais :S

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  43. João Figueiredo
    Como disse acima, essa ideia de que se passar na TV ajuda a vender as séries (de forma sustentável), é para mim errada. Pelo menos as séries de que falam. Nem parece que somos (quase) todos leitores de BD aqui com mais de 25 anos :) O pessoal que lê BD(!) em Portugal na sua maioria não via os episódios do Naruto na Sic Radical de forma religiosa. O pessoal que lê BD aqui, lê todo o tipo de BD e não faz questão de ver os ultimos desenhos animados do batman ou do homem aranha (fá-lo uma vez por curiosidade), e não é isso que o vai fazer comprar as revistas dos personagens. Porque é que com as séries japonesas seria diferente?
    Quando aparecem desenhos animados do Lucky Luke vendem-se mais albuns? Sim! E então? Agora vamos fazer desenhos animados para cada série de BD ter compradores?
    E sim, lembro-me ainda de comprar o primeiro numero do Striker. Tens toda a razão, que raio de formato norte-americano em que a editora decidiu publicar o livro (e de preço mais caro também).

    Nuno Amado
    O pessoal não vai só ler mangá online, o próprio animé vem tudo também da net. Só em casos raros (de qualidade) é que dão o euro à palmatória.

    Só para terminar, enquanto quisermos fazer negócio como fazem os japoneses e os americanos, nem vendemos bd japonesa, nem as vendas de comics crescem, etc... só o grande Mauricio continua a vingar (e sem desenhos animados).

    Escolham obras mangás direccionadas ao nosso publico e larguem da ideia aquilo que é famoso. Vamos imaginar que falávamos de musica, nós os ouvintes diziamos "queremos musica!", e as editoras respondiam-nos "Embrulhem Justin Bieber!". E nós o que faziamos? Comprávamos?
    De certa forma é isto que se passa com a mangá em Portugal. Gosto muito de DragonBall mas, não se faz mais nada por lá?

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  44. ""Está na mão das televisões – 99% dos “otakus” começam pelo anime"
    Bem acho que isto é completamente falso, tanto lá fora como cá dentro. Há sempre pessoal que por uma coisa pega na outra, mas dizer que 99% começa pelo animé... :S:S:"

    A sério? Achas o contrário? É que eu até disse 99%, para não dizer 100. Não ando nisto há muito tempo, mas nunca conheci ninguém que tivesse "entrado" nisto através de um manga. Sempre primeiro através do anime. Só bem mais tarde, se ganha o gosto pelo manga e se procura novas séries, já não ligando aos animes.

    *

    "Como disse acima, essa ideia de que se passar na TV ajuda a vender as séries (de forma sustentável), é para mim errada. Pelo menos as séries de que falam. Nem parece que somos (quase) todos leitores de BD aqui com mais de 25 anos :) O pessoal que lê BD(!) em Portugal na sua maioria não via os episódios do Naruto na Sic Radical de forma religiosa."

    Se calhar o problema é precisamente sermos leitores de BD com mais de 25 anos. Se calhar o problema é não haver gente mais jovem a ler BD. A haver, haveria mais mercado. Se não editarem as séries populares, com os olhos grandes de que tanto falam e que são tão lucrativas no Japão, vão buscar as rebuscadas que ninguém conhece para vender 3 ou 4 exemplares aos intelectualóides da BD de cá? Se realmente não houver nada direccionado para o grosso de todo aquele público que tem alimentado os eventos como o Iberanime, o Anicomics e outros eventos do género, o mercado não cresce.

    Assim é que nunca mais saímos da cepa torta. Acho completamente errada a ideia de que a BD tem de ser um nicho de mercado fechado, direccionado apenas para adultos. Acho que a vingar, tem de tentar abranger mais público, e especialmente mais público jovem, para lhe criar o gosto pela arte, e daí a minha sugestão de as séries serem transmitidas na televisão, que independentemente de tudo, continua a ser um meio de influência bastante forte.

    É utópico? Claro que é. Mas pelo menos seria uma atitude diferente. Claramente o que se tem feito até agora também não tem resultado.

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  45. Ora viva :)
    Nos meus mais de 30 anos adquiri as edições de Ranma 1/2 e Striker da texto; Akira e Mother Sara da Mériberica; Dragon Ball da planeta de Agostini;e Dark Angel da Devir.
    Penso que o grande problema, como já foi referido, é a cedência de direitos editoriais dos novos mangas de sucesso. Portugal tem um histórico de poucas vendas e de raramente completar as coleções, o que não ajuda em nada conseguir essas edições recentes no nosso País.
    Outro problema para a pouca venda dessas edições é a escolha de mangas ultrapassados e receio dos portugueses em adquirir uma coleção incompleta.
    contrariamente aos comics americanos, os mangas são uma coleção com inicio, meio e fim, ou seja,todos os volumes são fundamentais para a compreensão do título. Quem deseja comprar apenas um nº ou outro? ninguém.
    Quando passava na tv animes como Dragon Ball, Naruto, One Piece, samurai X (Kenshin) etc... nenhuma editora aproveitou o sucesso e procurou publicar os mangas.
    Dragon ball da Asa veio décadas atrasado e caso alguém decida publicar naruto ou Bleach, seria um suicídio. as séries estão a acabar e já passaram os 50 vol.
    Outra razão é o preço praticado: 10€ por livro, enquanto é possível comprar o mesmo livro por 7€ (inglês e Francês).
    Enfim....penso que é complicado umdia vermos títulos como one piece, fairy tail em português.

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  46. Anaoj
    Podes fazer as quotes sim, é fácil. Usas os símbolos < b > antes de iniciar o "quote" e fechas com < / b >!
    Fica a negrito, tens é de fazer o conjunto de simbolos todo seguido sem espaços, eu coloquei espaços para veres qual a técnica a adoptar (se mete-se tudo seguido eles não apareceriam).
    ;)
    Na realidade o que vende mais no Japão, EUA e França é o Shounen/Shoujo. Os tais dos olhos grandes e gota de suor na testa. Mas isso é manga para adolescentes e os portugueses dessa idade não estão nem aí para gastar dinheiro em Manga. Existem outras Mangas no limite para o Seinen (adulto), estilo o Gantz que vende muito também! Visto que quem compra BD em Portugal será a partir destas idades poder-se-ia piscar o olho a esta faixa etária, penso eu...
    *
    Concordo em parte com o que falaste em relação ao tamanho das séries, e grande parte das grandes séries europeias não serem de continuidade, mas tens bastantes, tipo Thorgal e XIII!
    Em relação às séries americanas já não é bem assim... por vezes não sabendo o que aconteceu nos anos 80/90 não percebes o que se passa neste momento em muitos casos... exemplo Green Lantern!
    *
    A comunicação social poderia resolver muitos problemas... mas estão vocacionados para a telenovela e para os concursos de preferência Reality Shows! É isso que o povinho quer... a cultura é sempre mandada para os horários e canais mais obscuros que existam.
    :(
    Em relação a ler online, eu também o faço. Pontualmente e sobretudo em manga, porque quando quero saber se uma série aconselhada me agrada vou sempre verificar! Mas com o intuito de comprar... orao que se passa é que a maior parte vai ler online e não compra mesmo, ou para saber o que se vai passar no Anime mais à frente.
    *
    Dou-te razão em relação a séries antigas Shounen, tipo Dragon ball. O público alvo já leu, ou já viu o Anime e não demonstra grande interesse em comprar. O problema é que as séries novas são quase impossíveis de contratar! Nem os americanos! Aliás, as próprias editoras japonesas já estão a editar em inglês para o mundo ocidental, fazendo guerra às editoras americanas que editam manga!
    *
    Em relação ao Cosplay, bem, não tenho conhecimento para falar, mas em Portugal dá-me a ideia que são apenas consumidores de Anime.
    ;)
    E não a BD não deve ser um nicho de mercado fechado, mas as editoras têm de ganhar dinheiro para sobreviver, ou seja, têm em primeiro lugar de publicar para o público que compra, só depois procurar outros públicos, senão fecham num instante!
    :|

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  47. Santos Costa
    Os japoneses têm uma mentalidade diferente, sobretudo no que respeita à cultura. Como ponto de partida posso dizer que a únicas pessoas que não têm de se curvar perante o Imperador são os professores, o Imperador é que se curva perante eles. Ora aqui em Portugal é parecido, não?
    :P
    De qualquer modo muita gente já me falou nisso, de estar num café ou num transporte público a ler BD e as pessoas estarem a olhar para esse adulto com um olhar reprovador. Ora eu nunca senti isso. Levo a BD para espaços públicos, sejam o comboio, metro, avião, salas de espera e até para o tribunal (já aconteceu), e a única coisa que eu sinto é curiosidade das pessoas circundantes, sobretudo os mais novos... alguns até devem apanhar torcicolos por espreitar!
    E sim, Manga é BD, e trato-a como tal, como costumo dizer, não sou racista em relação aos tipos diferentes de BD!
    :D
    Já li muito Manga online, e muita gente lê online também e posso-te dizer que hentai não é objectivo. No meu casoi serve apenas para experimentar algumas séries que não conheço e assim decidir se compro ou não!
    :P

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  48. Petrus Magnus
    A iliteracia é na realidade um problema. Para a grande parte dos jovens é mais interessante jogar poker online do que ler um livro. Aliás, pelo que já vi de amigos dos meus filhos os únicos livros que leram foram aqueles a que foram obrigados na escola!
    Ao fim e ao cabo, digam o que disserem, ninguém me consegue convencer que Portugal não é um país do 3º mundo ao nível cultural.
    Daí a iliteracia...
    Mas a boa notícia é que já temos alguma BD nas bancas: Disney, Turma da Monica e super-heróis (Panini).
    A má notícia é que os pais preferem comprar uma caixa de pastilhas ao filho em vez de uma revistinha... mentalidades!
    O estigma da BD ser para crianças... bem, na minha opinião pessoal (muito pessoal, já me chamaram nomes por dizer isto) os grandes culpados são estranhamente pessoas da minha geração que cresceram com o Mundo de Aventuras, Turma da Mónica, Disney, revistas Tintin e Spirou! Porquê?
    Porque quando chegaram aos seus 18 aninhos deixaram de ler Bd e nunca deram o "salto" para BD mais adulta, então como apenas leram BD na infância e adolescência chegam à brilhante conclusão naqueles cérebros de que BD é para crianças!
    E com esta gente não há nada a fazer!
    :(

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  49. Reignfire
    No caso da Meribérica das duas que publicaram, acabaram uma: Akira.
    Agora se pagaram os Royalties não sei... se calhar não porque faliram quase a seguir!
    :D
    A ASA acabou uma série de séries(lol) curtas, sobretudo as de manga não japonesa, e cumpriu com o contrato Dragon Ball. Este era um contrato para uma edição inicial de 16 livros a um determinado ritmo. Foi cumprido, ainda com a inclusão de dois números que não faziam parte desse contrato, o 17 e 18. Se vendesse bem, então o segundo contrato concluiria a série, o que infelizmente não aconteceu por vendas aquém do esperado...
    :(

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  50. Venerável Victor
    Infelizmente apenas os Mangas enumerados no post tiveram de algum modo tradução aqui em Portugal...
    >_<

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  51. Pedro Gomes
    A Banzai mandou-me material de divulgação (e eu divulguei) do nº1. Depois disso não ouvi falar mais sobre o assunto. Se publicaram mais duas revistas, olha... eu não sabia!
    :\
    Death Note é uma boa série de Manga que eu aconselho, pelo menos até determinada altura... depois começa a esticar o chouriço. Penso que para uma série pequena e já com alguns anos o ritmo de publicação da Devir devia ser maior e mais regular, exactamente para evitar essa situação, de quem quer ler mais se passe para o lado da edição norte-americana...
    Gostei muito de Mother Sarah, mas os livros eram caríssimos! Era expectável que tivesse má venda. Infelizmente não se consegue arranjar nada em inglês neste momento... penso que em castelhano ainda há essa possibilidade (talvez).
    ;)

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  52. Luís Sanches
    Áhhh... estava a ver que os 3 leitores que tinham pedido isto não se pronunciavam... e já vi que o Jony da Costa também já comentou! Só falta o Diogo Semedo...
    :P
    Do Mário só discordo mesmo de "todas as séries publicadas em português serem desinteressantes". Quanto ao aumento populacional concordo! Existe sempre uma percentagem de população que lê BD, logo se houver aumento populacional, os números absolutos de leitores também aumentam, embora a percentagem seja a mesma! Olha para o Brasil... estou a falar sem provas, apenas pelos comentários que oiço e leio de muitos brasileiros, se calhar a percentagem de brasileiros que lê HQs é igual à portuguesa, a grande diferença é o número populacional!
    ;)
    Tem de haver sempre trabalho das editoras nas faixas etárias mais novas, apesar de que quem tem o dinheiro no bolso são os mais velhos. Não te esqueças que estes "velhos" liam BD na sua juventude, ora se os mais novos não leem agora, ou não são levados a isso agora, achas que é quando forem mais velhos que vão enveredar pela leitura? Garantidamente não...
    Não penses que podias ter cá esses Mangas de sucesso no Japão mais recentes, nem os norte-americanos conseguem! Já ficava feliz se as séries quando saem para o mercado americano e francês também viessem para aqui nessa altura...
    :|
    Acho que tens razão quando dizes que as editoras têm de fazer um trabalho diferente nesta vertente... de estudo de mercado primeiro por exemplo. Mas quanto custa um estudo de mercado? Se calhar não venderias livros suficientes para pagar esse estudo!
    lol
    Acho que o segredo da saída deste pântano está na comunicação social, são eles que direcionam a vontade de comprar e decidem as modas...
    Quanto à Turma da Mónica estás enganado... a minha filha quis ler formatinhos da Mónica apenas depois de ver os desenhos animados, que são muitos!
    ;)

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  53. Comentário meu. Entre vocês todos, traduzam lá o que Shounen e remanescentes termos aplicados a Manga (Hentai, já sei o que é :-) pretendem identificar.

    Porque é que não se vende Manga? Ora se não se vende BD dita 'normal', porque é que se venderia Manga????

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  54. Antes de mais Obrigado ao Nuno Amado por ter colocado o assunto a discussão.

    Tenho andado ocupado e ainda não me tinha apercebido que havia um post no 'Leituras', ainda que tenha sido eu a espicaçar a discussão num post que nada tinha a ver com o assunto.

    Após ler a opinião de todos tenho a dizer que me parece que todos temos a mesma opinião, o Mangá é incontornável nos tempos que correm e as editoras precisam de encontrar uma solução para ultrapassar esse défice, tendo em conta que até em países com tantas ou mais dificuldades do que nós é publicado Manga (na Grécia há manga publicado, ora confiram http://www.anubismanga.gr/).

    Penso que o Mário Freitas e a Anaoj focaram os pontos mais importantes que impedem o género nipónico de se dar bem em Portugal e que as editoras devem ‘atacar’, pois parece-me impossível que este género nunca se vá dar bem em Portugal.

    Um dos maiores problemas para mim é a fraca divulgação que as editoras fazem do produto em causa.

    Os mangás que sairam em Portugal nunca foram divulgados com a mesma pujança do que por exemplo o Corto Maltese (caso da Meribérica), Asterix (no caso da ASA) e a colecção Star Wars (caso da PdA) e há diversos outros pequenos factores que impediram a continuidade dos títulos em Portugal.

    No caso do Akira que foi publicado na sua totalidade e apesar de eu a considerar como a MELHOR edição de um mangá em Portugal, o insucesso deveu-se a ser um lançamento que surgiu às portas da morte da Meribérica. Toda a Europa e resto do Mundo a teve primeiro a preto e branco e nós tivemo-la a cores, uma má escolha de quem editava na altura que achou que os leitores estavam preparados para olhar para os mangás como se de um F/B se tratasse. Também foi mal divulgado, mas na altura a Internet estava nos seus inícios e aí não os chateio muito.

    Já o Dragon Ball que teve direito a duas edições (a da Pda de fraquissima qualidade) apesar de ser o Animé com mais fãs em Portugal foi editado completamente fora de tempo nas duas vezes.

    Acredito que a ASA tenha feito um investimento avultado nesta colecção actual, mas falhou na parte da divulgação.

    Na altura em que começou a ser lançado estranhei imenso não se fazer um lançamento dos volumes da série no Anicomics, no Iberanimé (o primeiro volume sai exactamente na semana do primeiro IA) e em outros eventos do género. Ficaram-se pelo FIBDA que todos sabemos ser um evento que é muito adverso ao género Mangá muito por culpa nossa os visitantes.

    Agora que falhou, sugiro, porque não, relança-lo numa próxima parceria com o jornal Público numa altura propícia como as férias do Verão ao invés de se dizer Mangá na ASA nunca mais?

    Como diz o meu sogro, para desempatar capital há que baixar os preços e esquecer o que se gastou inicialmente.

    As outras “aventuras” de editoras no filão mangá penso que nem devam ser consideradas, no caso das Mangalines e Naranekos as pessoas envolvidas não estavam de boa fé e queriam ganhar dinheiro à nossa conta e mais nada; no caso da primeira experiência da Devir, considero-a um pouco parecida com o que aconteceu com a Meriberica, mas com a atenuante de por trás existirem questões misteriosas que acabaram com o primeiro projecto da Devir no ramo da Nona Arte.

    Espero que a Devir neste momento tenha embarcado com verdadeira seriedade nesta Odisseia, pois se assim for este pode ser o principio de uma excelente fase para o mangá em Portugal

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  55. Um ponto que se refere noutros comentários: Faz falta mangá para o público mais velho. Verdade. a Asa até se calhar devia ter enveredado por esse caminho, uma vez que nos últimos tempos o seu público alvo na Nona Arte são os leitores mais maduros.

    Mas o público mais jovem serão sempre os maiores interessados; tem é de se o saber cativar (já dizia a Raposa).

    Vejam este exemplo.

    Com a preciosa ajuda da Kingpin Books e da Casa da BD e das extintas lojas Central Comics e Nono Império todos os anos, pelas escolas onde passei e dei aulas fiz por oferecer comics / bd / manga no Free Comic Book Day e o que mais me espantava era que os miúdos não sabiam que muitos dos seus heróis tinham origem em livros.

    Muitas das escolas são no interior e o pior desta iniciativa era que lhes abria o apetite, mas depois nada havia nas bancas para os fazer continuar a ler e nas bibliotecas escolares o que há é o que resta dos tempos da Meriberica (há verdadeiros tesouros para coleccionadores em bibliotecas escolares e em perfeitas condições porque os miúdos não lhes pegam).

    O público jovem não é um público assim com tão fraco poder de compra, um bom filho/a (boas notas e de cabecinha no lugar) consegue convencer os pais e familiares a comprarem-lhe um volume de manga mês sim, mês não.

    Os pais também precisam de ser convencidos para os benefícios da leitura através da BD/Mangá e é aí que as editoras tem de atacar, na divulgação onde ela é mais eficaz.

    Façam publicidade na Bola, na Maria, na Playboy, no Correio da Manhã e esqueçam o Plano Nacional de Leitura, pois é a maior fantochada que o Ministério da Educação inventou para impingir livros aos pais dos alunos.

    Eu costumo dizer assim aos encarregados de educação que se me vem queixar que os educandos meteram na ideia que haviam de querer gastar dinheiro em livros em vez de bolas de futebol:

    É melhor gastar aí no que gastá-lo num maço de tabaco, numa litrosa ou num pacotinho de coca (se calhar é por isto até que nunca mais fico efectivo :-/)

    Faz falta as editoras estudos de mercado, contacto directo com os leitores e muita, muita paciência para com os leitores mais jovens pois eles vão ser os leitores do futuro e se não os agarramos agora com mangá daqui a 10 anos só vão aprender a ler para comentarem 'memes' no facebook.

    A Devir neste momento teve uma pequena grande ideia, vamos criar uma página no FB sobre a sua linha de mangá. Eu fico agradado ao ver os comentários dos jovens leitores. Não falam mal da editora , querem é ver os livros cá fora, nas zonas do país onde vivem e quantos mais livros saírem melhor.

    As editoras precisam de percorrer novos caminhos e apostar na inovação ou arriscamo-nos a ter um mercado de BD só para os saudosistas (a malta do NetEditora é muito simpática, mas custa-me ver entrar no mercado uma editora para publicar títulos que pouco ou nada apelam aos leitores mais jovens; não digo que não se devam publicar clássicos, mas pelo menos um título de sucesso juvenil F/B podiam ter publicado).

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  56. Jony da Costa
    Não acho a diferença de preços significativa. Vocês continuam a comparar o preço de capa normal em Portugal com o preço das grande livrarias virtuais estrangeiras. Não pode! Se forem ao Forbidden Planet loja física verão que os preços são bem diferentes do das loja virtual. Para além disso as crianças e adolescentes na sua esmagadora maioria não tem cartão de crédito nem contas para comprar nessas livrarias. Portanto acho que não é por aí. Por isso o manga não vende mal nas lojas especializadas em BD portuguesas!
    Quanto às séries incompletas... bem, umas vezes o culpado é o público porque não compra à espera de ver se fica completa e depois a editora pára a meio por falta de vendas, outras vezes são apostas completamente falhadas das editoras e aí normalmente a série é cancelada logo no nº1!
    Continuo a dizer que o degredo está na divulgação, mas neste momento não pode ser uma divulgação normal, terá de ser uma divulgação massiva nos media. Aí podes ganhar alguns novos leitores sim! Infelizmente os últimos tiros na televisão aboradaram sempre temas e autores chamados alternativos, e estes afastam o grande público. Se não conseguem ler um título de grande público, quanto mais um alternativo...
    :P
    E garantidamente nunca verás o One Piece em português!
    :D

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  57. Já me estou a alongar demais (e a divagar também) e deixo apenas estas sugestões:

    1º - Qualquer editora que queira publicar manga em Portugal primeiro faça um estudo de mercado onde o leitor alvo passa o seu tempo (foruns / sites ) e depois de lançar os livros, POR FAVOR, não se resumam a grandes feiras/festivais.

    Façam lançamentos nos Meetings de Animé/Cosplay; ofereçam os primeiros volumes dos mangás que publicam às escolas do interior do país (as bibliotecas escolares querem esse género de livros nas suas prateleiras, mas não têm verbas para os adquirir)

    2º - Vamos olhar para o exemplo que a MArvel deu esta semana ao disponibilizar 700 dos seus títulos on-line gratuitamente.

    Porque não fazer o mesmo com as séries de Mangá que se iniciem em Portugal?

    A metade de cada volume é publicado em capítulos on-line gratuitos, semanalmente até à data do seu lançamento físico, quem quiser ler o resto tem de comprar o livro.

    O leitor Português é fácil de convencer e habituar.

    Seria um modo interessante de fazer face à pirataria e não é um habito assim tão difícil de se entranhar nos leitores.

    Já dizia Pessoa "Primeiro estranha-se, mas depois entranha-se".

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  58. Está tudo dito, Nuno:
    "Porque quando chegaram aos seus 18 aninhos deixaram de ler Bd e nunca deram o "salto" para BD mais adulta, então como apenas leram BD na infância e adolescência chegam à brilhante conclusão naqueles cérebros de que BD é para crianças!"
    Mas há aqueles que leram essas revistas todas e continuam a ler e a coleccionar BD, como eu. O que interessa saber é que eu cresci também e não deixei de ser menos homem ou menos chefe de família (chefe é um eufemismo, claro), culto q.b. e com alguns predicados positivos adicionais.
    Ora, se eu cresci e melhorei, não tenho a mentalidade que tinha aos 12 ou 16 anos, também não vejo por que é que os meus compatriotas leitores da minha ou próxima idade, deixaram de lado a BD com os escrúpulos.
    É como já se disse aqui e tu confirmas a mentalidade que não se equipara à do japonês: aqui quem se verga aos "imperadores" e tiranetes" é o povo - e vergam-se como cabos de guarda-chuva, coitados. A Escola, a Comunidade, os Media e alguns "doutores" fazem o resto - BD é para "putos" ou para "adultos" quando é de índole adulta; mas há BD adúltera como há BD adulta e só é adulto (sem deixar de ser provavelmente adúltero) quem a distingue, como a parábola do trigo e do joio.
    Vocês já repararm que o espaço da BD se encontra minguado nas maiores (e nas menores) superfícies e, quase sempre, vizinha da literatura infantil, esta com mais espaço alargado?
    Dizer que é por razões comerciais e da procura escassa, é pouco.
    Enfim, a BD resiste - ou vai resistindo - enquanto houver "meia dúzia" de amantes; pena é que as tiragens para "a meia dúzia" não pagam a tinta das canetas e as ecolines dos ilustradores.
    Pode ser que, com o novo Papa, tenhamos o assunto resoilvido. A propósito, já alguém pensou em passar à BD a sua biografia?

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  59. pco69
    Para te localizares com alguns tipos apresentados e falados aqui deixo uma caracterização um pouco simplista e básica de alguns dos vários tipos de Manga
    - Shounen: para rapazes adolescentes, são de acção, amizade e aventura.

    - Shoujo: para raparigas adolescentes, são na sua base acerca de sensações, sensibilidade dos personagens e do meio em que se inserem. Também existem com bastante acção e alguma violência.

    - Gekigá: para adultos sendo estórias mais realistas e normalmente com um estilo gráfico mais estilizado

    - Seinen: para homens

    - Josei: para mulheres

    - Hentai: pornográficos

    - Yuri: para homossexuais femininos (lesbianismo), onde normalmente são apresentadas mulheres de carácter forte

    - Yaoi: histórias homossexuais masculinas para leitura feminina

    Entretém-te!
    :D

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  60. Já enchi muito espaço mas não podia deixar de divulgar.

    A Banzai vai ter o lançamento do terceiro número no festival Monstra, já este sábado dia 16, pelas 18h.

    Eu vou lá estar para ver se consigo entrevistá-los para uma próxima Sketchbook (eu sei, eu sei estamos muito atrasados, o 2 sai no final do mês), apareçam também que antes da apresentação vai estar na sessão da tarde no S.Jorge o Animé 'A Letter to Momo' do realizador iroyuki Okiura.

    Esta edição contou com uma excelente masterclass no dia 12 de dois interessantissimos realizadores de animação Japonesa.

    Isamu Imakake veio cá apresentar o seu filme 'The Mistic Laws' (Imakake é só e apenas um dos animadores das séries Evangelion e Cowboy Bebop) e Mirai Mizue tem direito a uma retrospectiva das suas curtas durante o festival (os seus filmes são muito além, mas são de uma inovação espantosa).

    Hoje o Animé no S.Jorge é:

    "From uP on PoPPy hiLL" de Goro Miyazaki (Cinema São Jorge - 22H00)

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  61. "Na altura em que começou a ser lançado estranhei imenso não se fazer um lançamento dos volumes da série no Anicomics, no Iberanimé (o primeiro volume sai exactamente na semana do primeiro IA) e em outros eventos do género."

    Isto. IIIIIIISSSSTOOOOOO. É que foi na MESMA semana e não havia nada a publicitar a colecção. Nem toda a gente tem uma FNAC ao pé para ver que os livros estão à venda. Apostar muito mais na publicidade e até em catálogos/encomendas online seriam outras possíveis soluções.

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  62. Santos Costa
    Tens razão numa coisa, o espaço para a BD está a ser reduzida drasticamente nas grandes lojas. Fui à FNAC de Cascais e o espaço da BD foi novamente reduzido. Neste momento 6 ou 7 vezes menos do que da primeira vez que fui a esta FNAC há uns 7 ou 8 anos... e eum contrapartida livros de ilustração infantil há cada vez mais. Porquê?
    Por um razão muito simples que vai no seguimento de algo que já escrevi noutro comentário... os livros de ilustração infantil são feitos para agradar ao que os adultos acham que é bom para as crianças. Têm desenhos horríveis a fingir que são crianças a desenhar, ou então estilizados ao simples porque acham que as crianças não percebem mais do que aquilo. MENTIRA! As crianças na generalidade não gostam daqueles desenhos mal feitos! por isso é que ficam a apanhar pó no quarto dos putos... as crianças gostam de desenhos bem feitos!
    Mas como aquilo é feito para agradar ao que os adultos pensam que as crianças gostam, tem venda e espaço garantido!
    :P

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  63. Manga não é a minha onda, mas aproveito para deixar a opinião de um tradicional não-leitor-de-manga. E razões para esse facto? Simplesmente, e como já li algures por aqui, as séries recentemente publicadas que me poderiam arrastar para este mundo, eram manifestantes desinteressantes. Títulos como Astroboy, Yu-Gi-Ho! ou Dragon Ball, por mais sucesso que tivessem tido lá fora, apresentavam-se aos meus olhos com uma infantilidade (me culpa mas não há como evitar), que me fazia desistir da sua leitura logo à segunda página. Objectivamente não sou o público-alvo daquele tipo de literatura bedéfila. Por exemplo o caso muda completamente de figura com Death Note. Objectivamente uma manga mais madura, tanto ao nível do argumento como do desenho. E estou viciado. E aqui está toda a diferença: eu sou um leitor comprador de bd e não um leitor on-line de bd. É garantido que uma grande base de entusiastas não é garantia de um grande volume de vendas. E aqui se percebe que o objectivo principal de uma editora de manga em Portugal passa (deve passar) por identificar claramente qual o público potencial comprador das suas edições. Tudo o resto, divulgação e distribuição, são arestas para limar! Abraço

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  64. AnaoJ vou partilhar uma 'trolada' que me está a acontecer na FNAC do Vasco da Gama que mete mangá à mistura e que serve para expressar a minha opinião a respeito da FNAC vs. livrarias tradicionais.

    Meti na cabeça que havia de completar a minha colecção de Evangelion em Francês (quando a comecei era só o que havia e sou fiél às boas colecções).

    Pedi à FNAC que me mandasse vir o volume 12 e 13 da Glénat uma vez que eles deixaram de o importar regularmente e um mês e meio depois lá chegaram.

    Há 2 semanas e quando lá chego para os levantar não é que não sabiam deles?

    Entre transportes de FNAC para FNAC uma saloia que lá trabalha não registou o pedido e os livros ficaram algures nos caixotes sem ninguém saber da localização dos mesmos.

    Quis falar com a chefe da secção que me parece ser a única pessoa competente naquela 'feira' e que se esforça por ajudar o cliente e lá me consegue encontrar o volume 13.

    E o 12? Infelizmente foi vendido porque uma segunda saloia emo-gótica (nada contra, mas é para não dizer o nome dela) viu aquilo embrulhadinho e a dizer encomenda para cliente e meteu-o na estante para venda geral.

    Como é lógico foi vendido a outra pessoa e eu e a chefe de secção pasmos com a descoberta e com a naturalidade com que ela nos o dizia.

    Na tentativa de perceber tanta azelhice ainda me lembrei de perguntar à chefe se não teria sido um dos colaboradores a adquiri-lo para si mesmo. Não é novidade nenhuma, já vi acontecer, já trabalhei numa livraria e numa loja de discos e o meu patrão fazia isso com livros/discos que segundo ele o cliente não sabia apreciar.

    Eis quando a saloia responsável pelo desaparecimento do mangá a querer armar-se em culta diz:

    'Nós somos meninas, não lemos livros de bonecos Japoneses.'

    É por essas e por outras que cada vez mais eu prefiro as pequenas e boas livrarias onde somos tratados como pessoas e não como pervertidos que com 30 anos ainda lemos livros de bonecos.

    Enfim...fim de desabafo...as minhas desculpas ao Nuno Amado.

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  65. Razões para o falhanço:

    - Antes de mais nada, falta de publicidade. Das mangas referidas neste post só tive consciência de algumas que foram editadas em Portugal. Isso demonstra logo como o público não tem consciência do que sai, com que qualidade, quando sai e, se não estiver familiarizado com a manga, muito menos sabe do que se trata.

    - Falta de cultura BD. No nosso país não há uma grande tradição de BD. Pelo contrário. Quantas lojas há de BD no país? Que espaço é reservado para BD em livrarias? Nunca foi muito e continua a não haver. Isso prejudica bastante as mangas pois ainda são mais desconhecidas (na sua maioria) do público do que a BD americana ou franco-belga.

    - Mercado muito pequeno. Não há muito a dizer. Somos poucos. E sem muito dinheiro. O único remédio seria talvez lançarem cá também as mangas que são editadas no Brasil. Isso tornava o mercado maior mas não é garantia de sucesso já que as diferenças linguísticas das duas regiões são muitas vezes o suficiente para desmotivar o comprador.

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  66. Viva mais uma vez :)
    Grande texto Diogo Semedo, mas correctíssimo.
    Penso que ao longo dos anos a maioria não tem confiança nas editoras, ou sabe que a coleção não chega a ser publicada na sua totalidade.
    Como bem disse Anaoj o tamanho das séries assusta e não são historias soltas, logo não é possível ou aconselhável ler na ordem que quisermos, por causa da continuidade. Dai talvez os comics serem mais apelativos tanto pelas cores como por funcionar por srcos de história ou autores.
    Também concordo com Reignfire sobre o fato de Portugal não ter muita facilidade em adquirir os direitos de publicação de muitas séries niponicas, já que em Portugal a maioria das séries não são concluídas por vender pouco.

    Agora se vendem pouco porquê??
    1º o estigma de que qualquer Bd (manga e comics tb) é apenas para crianças e mesmo assim a maioria dos pais não permite que os filhos possam ler BD. é preferível tabaco, violência ou droga.
    2º As séries já publicadas foram sempre publicadas muitos anos depois da série ter iniciado e ter tido sucesso

    É possível encontra na fnac, e outras lojas especializadas mangas noutras idiomas com a coleção quase sempre completa e atual em relação à japonesa.

    4º A tv não está neste momento a apostar muito no lançamento de animes, senão onde estão Bleach, one piece ou Fairy tail?


    Pouca ou nenhuma divulgação desses lançamentos. Alias convêm não esquecer que as distrubuidoras também não ajudam quando se trata de lançar essas edições na Banca.


    Uma grande maioria, como eu, já possuem essas coleções em francês ou inglês. Nenhum de nós vai desperdiçar mais de 500€ dados numa coleção estrangeira para comprar finalmente as ediçoes tugas, que vão com mais de 40 ou 50 números atrasados.

    Soluções:
    mudar a mentalidade dos Pais e do País em relação à cultura. Muito difícil tendo em conta como tratamos os Professores e as escolas.
    Fazer parcerias como as do Público e lançar algo de sucesso que seja atual, recente e tenha o anime na Tv.

    A Asa falhou tanto no Dragon Ball e Yu-GI-Oh, pois já acabaram os animes a muito e o publico está mais interessado em outros títulos.
    Sobre YU-Gi-Oh, que vendeu até bem com a merchandise das cartas, vale relembrar que este 1º arco nunca chegou a ser lançado em anime. Muitas das vezes um manga sofre alterações nas histórias para ser adaptado em anime. Há séries como Saint Seiya, Toriko e yu-gi-oh que tiveram muito mais sucesso com o anime, sendo este responsável depois pelas boas vendas do manga.

    Espero que a Devir lançe as 12 ediçoes de Dead Note, pois assim prometo comprá-la.
    Ufa ....penso que é tudo

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  67. - Falta de aposta em edições lowcost. Não adianta fazerem edições de muito boa qualidade e cobrar mais caro que as edições estrangeiras ou até ao mesmo preço. Os volumes de manga japoneses não têm nenhuma qualidade extraordinaria e são bastante baratos. O Japão é um dos países mais ricos do mundo e nem por isso lá sentem necessidade de ter muita qualidade nas edições regulares das suas mangas. Basta serem decentes. E os portugueses têm pouco dinheiro. Logo, o que faz sentido são edições lowcost de qualidade decente o suficiente para satisfazer (mas nada mais que isso) e bastante conteúdo. Como exemplo posso referir algumas edições de comics americanos que saíram com a denominação "Super-herois" há uns anos (que eu reparei que o Nuno tem e portanto ele sabe do que estou a falar). Eram edições de qualidade básica mas que satisfaziam e que tinham imenso conteúdo. Porque não o mesmo para manga? Porque não, em vez de uma coleção de 42 volumes de Dragon Ball de qualidade elevada, uma coleção Dragon Ball de 14 volumes (cada volume iria conter três volumes originais dentro) em qualidade decente e bom preço? A meu ver só assim é que conquistavam público. Não é com uma coleção de 42 volumes de praticamente 10 euros cada (quase 420 euros no total) que o fazem. Mas com uma coleçao de 14 volumes a 10 euros cada (140 no total), e bastante conteudo por volume, já eram bem mais capazes de o fazer. E tal não era impossivel de o fazer em termos de lucro já que nos EUA a Viz lançou uma edição omnibus de Dragon Ball com 3 volumes originais por livro/volume com papel de qualidade bastante elevada e um tamanho maior que o normal por um preço de capa de 18 dólares. Ora, 18 dolares equivale a uns meros 14 euros, e isto com um papel de qualidade elevada e um tamanho maior que o normal. Com tamanho normal e qualidade apenas decente e satisfatório, poderia custar à volta de 10 euros facilmente. Logo, porque não cá isso?
    Esta sugestão obviamente não é garantia de sucesso mas penso que teria mais hipoteses de sucesso do que tem sido feito.
    E quem fala de Dragon Ball fala das outras mangas todas. Por exemplo, Death Note. Está agora a ser editado cá em Portugal. É uma edição porreira mas equivalente à edição regular dos outros países. No estrangeiro já lançaram a chamada edição black que coleciona 2 volumes originais por volume. Ou seja, a edição Black tem apenas 6 volumes ou livros enquanto que a edição regular tem 12. Porque não lançaram cá a edição black ou algo equivalente ou parecido? Não seria melhor para o nosso mercado?

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  68. - Falta de confiança nos lançamentos. Os que até comprariam as mangas têm medo que elas sejam canceladas. Logo, olham sempre com desconfiança e medo e nunca com a confiança que deviam ter a comprar uma coleção. Isto prejudica muito a manga porque ao contrario de grande parte dos comics americanos que podem ser lidos em historias contidas, sendo natural só ter uns tradebacks ou uns numeros de uma personagem ou titulo sem que isso seja um problema, tal não acontece com a manga. Ter só uns volumes de uma manga geralmente é uma frustação. É praticamente como ter só uma pequena parte de um livro, de uma historia. Logo, a falta de confiança nos lançamentos revela-se fatal nestes casos. Também para isto eu acho que era altamente aconselhavel lançarem coleçoes com muito conteudo por volume. Death note, por exemplo, se fosse lançado num formato de 3 volumes em um, estaria completa em apenas 4 livros ou volumes. Isso reduzia drasticamente o risco de ficarem incompletas. Dragon Ball também ficaria completo em apenas 14. Foram lançados 18 livros. Se fossem lançados 14 livros que completassem a coleçao em vez disso, não era garantia que tivessem lucro, mas mesmo que o prejuizo fosse o mesmo, a confiança de quem comprou subiria e estariam mais dispostos em investir em futuras coleçoes da editora (em manga ou até sem ser em manga). Logo, seria bom para a industria em si.

    - Outra possibilidade de falhanço pode ser as dificuldades de negociação com as companhias japonesas. Mas disso eu não percebo e desconheço se há.

    Penso que é tudo. Tive que dividir a minha resposta em três para caber.

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  69. "'Nós somos meninas, não lemos livros de bonecos Japoneses.'"

    Uau, a resposta. o.o

    Só mencionei a FNAC porque é o estereótipo de livraria mainstream onde se percebe quais as novidades editoriais - à falta de publicidade e divulgação das publicações, vê-los numa livraria "normal" é a melhor maneira para uma pessoa que não siga atentamente as novidades de BD de "apanhar" as edições vão aparecendo.

    (Off-topic: também já tive uma má experiência na FNAC, mas foi só burrice e não má-educação - encomendei o primeiro volume de Bleach, tudo certo, recebe uma sms quando chegar. Uma semana depois, vi o livro na prateleira e fui falar com a rapariga e perguntar-lhe porque raio não me tinham avisado que já tinha chegado e porque raio aquele exemplar não estava com uma etiqueta com o meu nome. A rapariga deu-me um olhar vazio, e eu tive de lhe pedir expressamente para cancelar a encomenda porque ia levar aquele. Ah, e tive de lhe soletrar e encostar o livro ao nariz para ela ver como se escrevia Bleach. Enfim...)

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  70. Já agora, também sou completamente a favor das edições low-cost dos volumes 3-1. Aliás, é a nova moda da Viz: anda a fazer isso mesmo com as séries grandes, embora não saiba ainda se tem havido bom retorno ou não. A verdade é que estou a coleccionar One Piece assim e acaba por me ficar um bocadinho mais em conta (em vez de pagar 10 euros por cada volume, pago 15 euros por 3). Quero lá saber da qualidade do papel, quero é ler a história. Eles de qualquer maneira, mesmo nos volumes normais, já não publicam as páginas a cores, portanto, a diferença é absolutamente mínima.

    Death Note precisava de uma publicação mais regular, para inspirar confiança nos consumidores. Lá está, ainda não comprei nenhum volume porque tenho medo que não chegue ao fim e depois fique com a colecção pendurada.

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  71. A propósito, não concordo que o problema seja iliteracia. Ainda se lê bastante em Portugal. Sinceramente, não faltam livros para todos os gostos. O problema resume-se à BD e à manga.

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  72. Ana, compra o Death Note quantos mais formos a comprar mais a Devir terá confiança e acreditem que quem lidera a Devir lhe interessa os números de vendas, mas também quer ter séries completas nas livrarias (ver caso de Sin City e Mutts).

    E é assim, se vivem noutros pontos do país comprem-nos nas papelarias / tabacarias perto de vossas casas. Eu pedi para mandar vir as minhas cópias para uma papelaria local e chega embrulhada e em menos de uma semana.

    O senhor da papelaria onde eu compro o livro diz que é a editora /distribuidora com quem mais gosta de trabalhar porque é só pedir e não lhe impingem mais nada.

    Há que ajudar o comércio local e faz falta mangá nas bancas no resto do país para começar a mudar atitudes para com este género.

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  73. Tem-se falado que o público nacional para BD é escasso, é verdade, somos uma minoria.

    Mas não metia todas as BD's no mesmo saco. A cultura japonesa tem tido um forte impacto nas gerações mais novas - e não só. Se há tantas pessoas ligadas a cosplay e animés, porque não fazer uma ponte para o mangá?


    A verdade é que me parece, pelo que vejo, que seria mais fácil vender mangá do que francó-bela aos mais novos. Claro que devemos fomentar todo o tipo de BD, só me parece que o público para o mangá já quase está formado, faltam só os livros adequados.

    Não é um assunto que domino e como muitos dizem, alguns já lêem mal sai no japão. Se bem que eu tendo oportunidade de ter em papel priviligiaria isso.

    Séries curtas, pelo menos para o público mais adulto seriam excelentes opções algo como Uzumaki ou até mesmo Pluto (vá já são 8) podiam fazer malta como o Nuno Neves (:P) mudar de ideias.

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  74. E já que mencionaram a MONSTRA, passem por lá, há muito animé de qualidade dos novos aos já consagrados (Akira, túmulo dos pirilampos), etc, e não só.

    Até "Quem tramou Roger Rabbit" vai passar no Domingo, essa perola da 7º arte :D

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  75. Não sei se vale a pena alongar-me em questões de "porque é que o manga não vende", primeiro porque sou meio alérgico a cultura japonesa (embora goste das corridas de automóveis japonesas, e seja com pena que veja o afastamento do Super GT dos exóticos e inimitáveis Shiden e Garaiya, substituídos por carros da categoria internacional GT3), e depois porque o "mal" não é um circunscrito a um "género" extra-nacional.

    A mensagem é simples. Quem aqui fuma? Dos fumadores, quem tem dificuldade em encontrar sítio público para fumar descansado? E nesse sítio, quantos fumadores estão lá? Mesmo com um cada vez maior estigma social anti-fumo, mesmo com a constante subida de impostos em relação ao tabaco e às dificuldades causadas a quem quer fumar, este mercado não está em crise.

    Há muitos anos que a indústria tabaqueira percebeu que a melhor maneira de criar viciados e pô-los a começar cedo. Portanto, por mais que o nicho da publicação de BD se queira livrar das amarras de "livrinhos para crianças", a única maneira que existe de criar viciados é apanhá-los quando são novos. O que eu não entendo é porque existem certas indústrias que estão cheias de pruridos em seguir o caminho trilhado pelo "big tobacco". Esqueçam os cromos de 35 anos. Nós já compramos coisas. Mas vamos envelhecer e morrer. Apontem tudo aos mais novos, e quanto menos vergonha tiverem a fazer publicadade, melhor.

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  76. Loot

    Concordo com o teu comentário.

    Penso que é mais fácil vender manga a gerações mais novas do que BD franco-belga.

    A pirataria da manga tem alguma influencia negativa mas também tem positiva. Não falta pessoal (em todos os países) que compram PORQUE leram na net, gostaram do que viram e foram comprar só por causa disso. Sem terem lido não investiriam num suporte mais permanente e de melhor qualidade para o produto que gostam. Portanto acho que nesse aspecto a pirataria acaba por compensar os seus efeitos negativos quanto à manga.

    Como o post inicial do Nuno diz, a manga até vende nas lojas de especialidade. Logo a questão nem é bem a manga em si. É, como se referiu, a falta de confiança dos lançamentos portugueses e também o facto de os lançamentos em portugues não valerem muito a pena do ponto de vista do consumidor. Saiem a preços iguais ou mais caros que lá fora, atrasados e com grande possibilidade de serem cancelados. Como tal, acho que se volta ao que referi... Era benéfico edições diferentes, mais beneficas. As lowcosts cumpririam tal objectivo. Senao, os interessados olharão com melhor olhos para as edições estrangeiras porque a grande maioria percebe inglês ou francês ou espanhol.

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  77. Sim tens razão. A pirataria é por vezes uma faca de dois gumes, mas já se provou em alguns casos que contribuiu em muito para a venda de determinado produto. Por vezes é a melhor publicidade.

    Mas neste caso salientei a pirataria mais por questão de tempo. A velocidade é impressionante. Eu fico mesmo impressionado com a dedicação com que mangás são digitalizados e traduzidos.

    E sim, queria focar-me na edição em português. Já agora e isto vem de pessoas que conhecem muito mais mangá que eu, já percebi quem nem todas as traduções em inglês são do agrado dos leitores.
    Nisso sublinho o investimento das editoras em traduzirem do japonês e não de uma tradução inglesa ou francesa. Claro que deve trazer mais custos, mas nisto acho que é melhor ter um produto de qualidade, pois a longo prazo será relevante.

    Há também tantos eventos relacionados com o japão que dariam excelentes locais de divulgação dos livros. E se a edição fosse boa e bem traduzida, vejo o público a largar as edições estrangeiras para comprar as nacionais.

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  78. O Japão compra-se Manga como se compra o jornal aqui ou mesmo a raspadinha.

    Existe para todos os gostos.

    Mas entre aquilo que existe de mais adulto ou vocacionado para um público mais jovem é necessário ter a mentalidade certa.

    Pessoalmente acho repetitivo, com o pior que existe das serializações, raramente acontece alguma coisa em termos de enredo e este costuma ser pobre. Isto numa análise geral e sem me restringir ao que existe publicado em Portugal.

    Mas eu sou de outros tempos, da revista tintin, do Ric Hochet, do Alix, de histórias com desenhos pormenorizados e expressivos e com argumentos fortes e emocionais. Manga não é para mim, apesar de muitas vezes bonitinho têm pouco sumo mesmo comparado com um comic book.

    Prefiro o Crying Freeman do filme ao dos Mangas, o Hellsing dos OVAS aos dos Mangas por exemplo. Akira, o filme, sempre! Dragonball passa-me ao lado em qualquer suporte. Ghost in the Shell filme idem... para mim tem tudo a ver com a execução e a maneira como transformaram a base em algo mais interessante, nem sempre resulta.

    Posso estar a ser simplório mas o Manga é algo que não casa bem com o temperamento latino.

    -Bladder

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  79. Só para ter a certeza:

    "o Hellsing dos OVAS aos dos Mangas por exemplo."

    Por causa da animação, música, vozes, coisas específicas do anime, certo?

    É que em termos de história, do que vi e segundo consta, é das adaptações mais fiéis ao manga original alguma vez feita. :P

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  80. E olha, Ghost in the Shell: manga curtinho, famoso e de qualidade e para um público adulto. Porque não editar por cá?

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  81. Anaoj
    "É que eu até disse 99%, para não dizer 100. Não ando nisto há muito tempo, mas nunca conheci ninguém que tivesse "entrado" nisto através de um manga."
    Exprimenta falar com pessoal mais velho. Esse universo de leitores de que falas existe sim, mas nas camadas mais jovens. Pergunta aqui ao pessoal que anda a comentar no blog sobre quando saiu o Striker ou o Ranma etc se eles andavam a seguir animé na altura. Se calhar são de uma geração diferente da tua eu sei, mas por enquanto ainda são quem mais compra BD em Portugal.
    E isto leva-me a outro ponto. Eu pensei que estivessemos a falar de alhos e não de bugalhos. Já defendi aqui várias vezes que é preciso atrairmos os jovens para a BD para daqui a 10 anos termos uma população leitora de BD como a que desejamos. Sou completamente concordante com isto, talvez discorde dos métodos apenas. Mas se eu fosse editor neste momento e quisesse vender mangá, tinha de ser (como tantas vezes quem tem um negócio sabe tão bem que tem de ser) prático. Por isso, raciocionio lógico a seguir; -
    'quero vender BD japonesa em Portugal',
    'quem maioritariamente compra BD em Portugal?'
    '"intelectualóides"(palavra tua, obrigado) acima dos 25 anos',
    logo se este é o publico existente, 'que obras poderão agradar a este publico?'

    Acho que isto tem lógica. O que não tem lógica é
    'estas séries lá fora fartam-se de vender, aqui também vão vender, só precisamos criar publico com (publicidade na TV. desenhos animados regulares, etc)'.
    Sabendo nós que o publico cá não tem nada a ver com o lá de fora, nem o numero de leitores cá é uma décima de os de lá nem a faixa etária é a mesma. Porque é que se continua a editar esta série e depois diz-se no fim 'olha não vendeu mais uma vez'. Exprimentemos vender carne de porco num bairro só de judeus a ver o que dá...

    Agora a outra questão que de que toda a gente está aqui a falar é mais importante mas é completamente diferente. Porque é que os jovens não lêem BD?

    Para mim o Diogo Semedo é quem anda a fazer o trabalho que resulta mas eram precisos mais 30 igual a ele a andarem pelas escolas. Mas mesmo isso iria-nos ajudar a todos daqui a 10 anos. Não a vender Mangá agora.

    Por fim, o Diogo Semedo disse outra coisa que eu concordo também. É errada a ideia de que os jovens não têm poder de compra. Vejam as tendencias musicais, as tendencias cinematográficas e até lojas de roupa, companhias de telecomunicações, etc. As campanhas publicitárias são todas direccionadas para os jovens. Os pais ganham o dinheiro, mas os putos é que o gastam.

    Dito isto, continuo a dizer que esse é um problema mais abrangente. Gostaria que nos focássemos no porque é que mangá não vende em Portugal (nos 10 anos que estão para vir).

    Abraço

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  82. "Já defendi aqui várias vezes que é preciso atrairmos os jovens para a BD para daqui a 10 anos termos uma população leitora de BD como a que desejamos."

    Percebo quando dizer que pode não ser rentável, mas a verdade é que se só se vender manga para adultos agora, assim é que nunca se porá os mais jovens a ler BD e nunca se criarão os tais potenciais leitores de BD daqui a 10 anos.

    O que sugeres então que se faça para atrair essa massa mais jovem?

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  83. Anaoj

    Bem, para mim o que resultaria num crescimento sustentável da nossa população bedéfila seria iniciativas como aquela em que o Diogo Semedo está inserido. Mas como disse antes, venham mais 30 como ele porque assim é pouco. E mais do que isso não te sei dizer. Além de acções nas escolas, concordo que a BD não pode ser um nicho fechado e no que toca a jovens penso que se deva editar mais BD com ligação a filmes, jogos de computador, o que seja aquilo em que os jovens metem as mãos.

    Atenção que eu acho que vender mangá para jovens não é mau. Só acho é que termos o grosso das nossas mangás direccionados para jovens, é inconsequente em termos de vendas. Não percebo esta mentalidade que vi aqui que o pessoal acima dos 30 já não deve contar para promover obras :D a sério? :D Poxa estou mal e não sabia. Esta gente, se tudo correr bem, ainda vai durar mais uns 40 anos (de compra de BDs), e estes são os que se sabe já serem fieis. Estes não vieram por moda e não se foram por falta de dinheiro. Estão cá para ficar. Até aos 70 provavelmente.

    Tudo isto dito, penso que são dois problemas diferentes;

    1º - Como vender mangá em Portugal (ao publico que temos AGORA!)

    2º - (e mais importante na minha opinião) Como trazer mais jovens, e adultos quiçá, para a BD

    Por isso é que disse, podemos falar do 2º, mas pensei que se estivesse aqui a discutir o 1º :)

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  84. Sim, OVA Hellsing devido as possibilidades de um anime, não me emociona grande coisa no suporte papel.

    Posso colocar excepções, os trabalhos de Koike e Ikegami em Lone wolf and cub (não me apetece procurar o nome original) que nunca tiveram uma adaptação fílmica ou anime à altura, houve tentativas. Porquê? porque tinham alma e uma dimensão que décadas depois ainda funciona ao contrário do muito que por aí anda agora. Como dizer? são trabalhos menos gratuitos para encher chouriços.

    Educar/formar uma nova geração de leitores de Manga para quê? Não vivemos no século 18, mesmo quem não lê sabe o que é e se precisar de saber mais informa-se e procura aquilo que lhe interessa.

    Acredito sim apostar na divulgação na lingua portuguesa dando a saber o que existe e como obter.

    Para isso seria necessário dedicação.

    Não é enchendo o mercado com n títulos à laia de isco e esperar que mordam.

    O resto vem por acréscimo.

    Não encaro este assunto como importante mas gostos não se discutem, com tanta coisa para publicar em Portugal, mesmo no âmbito das reedições: onde é que vou buscar as edições do escorpião do Marini de 2 a 5? por exemplo.

    Com tanta coisa de qualidade que podia sair e que hoje em dia está quase 100% dependente da Asa querem meter material de qualidade quase duvidosa no mercado? Se fosse para Portugal ser leitor de Manga já teria acontecido há muito.

    Lembrei-me agora de uma coisa que detesto no Manga, o formato pequenino pequenino de ficar de olhos em bico...

    -Bladder

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  85. Diogo Semedo
    Já estou a entrar nesta discussão meio perdido... tive umas horas fora do PC e pronto!
    Não tens de "obrigadar" esta discussão, este espaço também é para isto!
    :D
    Concordo bastante com a maior parte dos pontos que apresentas e acho louvável o teu esforço nas escolas na divulgação da BD junto dos mais novos!
    DIVULGAÇÃO PRECISA-SE!
    É uma frase recorrente!
    Pelo que sei de conversas que tive na ASA será muito difícil, para não dizer impossível, uma parceria com o jornal para publicar Manga. Os contratos com os japoneses não são fáceis...
    Quanto à Devir, pede-se uma frequência mais certa e mais curta em Death Note para evitar a fuga de leitores para as edições norte-americanas! E podem comprar à vontade em português (aasim como o Walking Dead que padece dos mesmos males deste Manga) porque se for cancelada basta continuar com a edição em inglês. A numeração e formato são iguais.
    :)
    Os estudos de mercado são uma ferramenta sempre apontada por nós às editoras, que não fazem. Eu também tinha esse cavalo de batalha até saber quanto custa uma coisa dessas... mesmo um dos mais simples custa mais que a edição de um livro! Estamos a falar de BD que tem margens de lucro mínimas e perdas grandes muitas vezes. Esse tipo de ferramenta só serve quando o produto tem um impacto grande na sociedade e são expectáveis grandes lucros.
    ;P
    Quantos às FNACs vou fazer um post próprio sobre elas numa nova rubrica que vou criar... esperem pela "pancada"!
    E não tens de pedir desculpa por desabafos...
    :D

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  86. Nuno Neves
    O teu problema em relação ao Manga era o meu há alguns anos.
    Existe manga para todos os gostos, só tens de descobrir o teu!
    Claro que me é sempre difícil atirar para um novo Manga, oiço dali, oiço de acolá, depois vou pesquisar na net, et voilá!
    De resto tens na grande parte razão.
    De qualquer modo, não desista de um livro à segunda página...
    :P

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  87. Secundino o Mítico
    Apontas algumas boas razões. Mas já existiu cultura de BD no nosso país, e não foi há muito tempo. Há que perceber as razões que levaram as novas gerações a perderem essa cultura e tentar inverter!
    ;)
    Atenção quando se fala em edições "low-cost". Para o nosso mercado e com as tiragens que temos isso é quase impossível!
    Esse tipo de edições só é possível com tiragens mínimas de mais de 10.000 exemplares. Aqui em Portugal acho que só há um título que vende mais do que isso: Asterix!
    :\
    A falta de confiança é a pescadinha de rabo na boca. E aqui a culpa é repartida entre público comprador e editoras! Um não compra por ter medo de a série ser cancelada, o outro não edita porque o primeiro não compra e cancela!
    :|
    Discordo com o teu ponto de vista em relação à iliteracia. Esta está cá e bem sedimentada!
    Se tu soubesses a quantidade de pessoas que compram os grandes "blockbusters" apenas para fazer lombada na estante da sala... são muitos! Não leiem os livros que compram!!! Compram porque "é bem" ter aquela série da moda ou os livros do escritor da moda! É caricato, mas é verdade!
    Isto para não falar de muita gente que eu conheço de classe média / alta que não tem um único livro em casa...
    Aliás... as livrarias andam todas à rasca neste momento!
    :(

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  88. Jony da Costa
    Espero que a Devir lançe as 12 ediçoes de Dead Note, pois assim prometo comprá-la.
    Agora pensa... se todos fizerem como tu achas que a editora vai acabar a série? Publicar 12 livros sem retorno monetário?
    Isto é a tal pescadinha de rabo na boca que eu falava atrás! Mas como disse atrás, podes comprar na boa, porque mesmo que a série seja cancelada podes completar em inglês ou francês que nem se nota na prateleira! Os livros são iguais, só muda a língua.
    ;)
    De resto concordo com quase tudo.
    :P

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  89. Anaoj
    (Porquê Anaoj?? És do contra ou é da "Dupla Personalidade"?)
    :D
    Tu tens queixas da FNAC, o Diogo o mesmo, eu tenho... é um problema quando se tem pessoal não qualificado a trabalhar em sítios que exigem o contrário... mas como os não qualificados são mais baratos, então aconrecem "pérolas" de vez em quando!
    Quanto ao "low-cost" já falei noutro comentário.
    :P

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  90. Loot
    Séries curtas há muitas e bem interessantes. E sim, o esforço de angariação de novos leitores tem de ser feito em todas as vertentes e não só Manga. Manga tem a vantagem de ter uma leitura fácil para os mais novos (estou a falar dos Shounen e Shoujo), mas isso não quer dizer que se desdenhe do que se faz noutro tipo de registo.
    ;)

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  91. Bladder
    Não sei o que conheces de Manga, mas posso dizer-te que me parece estar a referir-te ao Shounen. Experimenta ler algo mais adulto e vais ver que os desenhos bonitinhos passam a não ser tão bonitinhos, e os conteúdos são por vezes bem pesados...
    Eu gosto de Manga. Porque existe Manga para o meu gosto!
    Tenho algumas séries extraordinárias de desenho/conteúdo e prezo-as bastante. A minha formação como leitor foi na revista Tintim, Spirou e Mundo de Aventuras. Portanto como vez, e tudo uma questão de abertura. Comecei a ler Manga com Ghost in the Shell, passei para Gantz, Pluto, Tekkon Kinkrett, Vagabond... e estou para continuar! Comprei agora a Box set do Nausicaa e já tenho mais três séries que serão vítimas da minha carteira (ou vice-versa). Não vejo Animes. Prefiro ler! O único Anime que eu vi até agora melhor que o Manga foi Bleach, porque não gostei dos desenhos do manga.
    ;)
    Quanto ao Escorpião tens todos os livros acessíveis, e em quantidade!
    :P
    E sim, há muita coisa de qualidae que poderia sair, inclusivé de Manga...
    :P
    O gformato mais pequeno, tipo Dragon Ball é mais típico do Shounen. Quando sobes a idade alvo, a publicação também aumenta de tamanho.
    ;)

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  92. Paulo Costa
    Tens razão. É pô-los a "comer mais cedo".
    Mas para isso precisas que as escolas e os pais criem logo de pequenos esse gosto. Mas é mais fácil um pai oferecer uma playstation do que um único livro de BD a um filho... eu não tenho playstation e a minha filha mais nova lê! E já lê (percebendo) Calvin and Hobbes! Começou na Disney, Turma da Mónica, agora já passou para a Turma da Monica Jovem, e acabou por ser ela a escolher numa livraria o Calvin e Hobbes!
    Não, não tenho Playstation...
    :P

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  93. Nuno Amado,
    Como já referi num comentário,eu comprei todos os mangas que foram publicados em Portugal. Apenas deixei de fora, por causa da minha má experiência e falta de confiança, os da ASA e agora os da Devir.
    Durante os meus 30 anos comprei tanto comics, como BD franco Belga ou manga.
    Vi aparecer a abril controljornal, a Devir e outras editoras que foram aparecendo e desaparecendo.
    Como já referi também atrás, os mangas não são como os comics que funcionam por story arcs ou autores. uma série de manga tem de ser lido na ordem correcta e tem sempre continuidade.

    quanto a tua solução de completar em inglês ou francês que nem se nota na prateleira! não é bem assim.
    O Manga publicado em francês vem sempre com uma capa protectora a cores e os tamanhos divergem um pouco.
    Dead Note já e vi tanto o anime como os live action (filmes)dai o meu interesse não ser talvez o bastante para gastar 10€ por algo que já conheço há mais de 5 anos.
    Como referi não é lançado nada de recente no mercado e olha que houve muitas oportunidades. Samurai X, Dragon Ball, One piece e Naruto. Ambos estes animes tiveram uma boa audiência e fãs, mas nenhuma editora aproveitou. talvez porque as editoras Japonesas não facilitaram ?? o melhor seria uma editora brasileira apostar em Portugal? ou então lançar esses títulos com o dobro de páginas (algo muito utilizado para reeditar mangas antigos).
    Mas tenho de concordar contigo quando dizes: "se todos fizerem como tu achas que a editora vai acabar a série? Publicar 12 livros sem retorno monetário?" vou talvez arriscar com a Devir, até porque comprei tudo quanto eles lançaram, mesmo depois de acabar com as séries mensais (sin city, Hellboy, Walking Dead, Wolverine etc..)

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  94. Johny, deixar entrar os Brasileiros no nosso mercado editorial é que não.

    Acima de tudo eu defendo a criação de uma indústria coesa de edição de BD em Portugal e as editoras brasileiras actuais só cá andam a baralhar tudo e a tornar esta "mini-indústria" cada vez mais impessoal, surda e muda para com os leitores que compram.

    Houve um páragrafo muito importante do Mário Freitas que me escapou e que faço questão de citar:

    'Apostarmos cada vez mais em publicações de autores portugueses, sejam de manga, sejam de qualquer outro tipo de BD.'

    Fonix, tens razão Hombre.

    As editoras Japonesas a cagar-se para o nosso país e eu a querer obras deles na minha língua, quando os nossos talentos são obrigado a emigrar para serem valorizados.

    Realmente, deviamos era estar a pedir para as editoras darem oportunidade aos autores nacionais.

    Já viram a quantidade de desempregados que se empregava se as editoras nacionais desatassem a investir / publicar obras nacionais ao invés de se andar a pagar aos estrangeiros os direitos de publicação de séries moribundas?

    França, Reino Unido, Bélgica, Espanha, Italia, até a Grécia têm nos primeiros lugares de vendas os seus autores nacionais, só depois surgem os comics e os mangás.

    Enfim, faz falta um Renascimento na Nona Arte em Portugal.

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  95. Em relação ao Free Comic Book Day nas escolas por onde passei FRISO que nada disso teria sido possível se não fosse a preciosa cedência de BDs por parte da Kingpin Books, da Casa da BD e das extintas Central Comics e Nono Império.

    Há muita gente dentro do sistema educativo disposta a fazer o mesmo, mas só com a ajuda das lojas especializadas e das editoras se consegue tornar realidade uma iniciativa destas.

    Partilho convosco uma má experiência que me aconteceu com uma livraria que torceu o nariz à iniciativa (e que não vou referir o nome porquê a minha patroa não me quer metido em guerrinhas estúpidas).

    Em 2012 estava eu numa escola TEIP (territórios educativos de intervenção prioritária - mais de 75% dos alunos tem carências sociais, educativas e até alimentares)quando me lembrei de dar uma folga à Kingpin Books (para não andar a chatear sempre os mesmos) e me lembrei de contactar uma outra livraria especializada.

    Apresentei-lhes o projecto para doação de não mais do que uns 131 comics antigos que os clientes não pegam nem dados, que tivessem no seu armazém.

    Resposta ipsis verbis: «O melhor que podemos "oferecer" é o seguinte:

    40% de desconto sobre o PVP de qualquer livro e, na compra de qualquer livro, oferta de dois comics americanos. Os livros deverão ser pré-encomendados em firme, em Pronto Pagamento, não à consignação.

    Estamos a falar de um desconto muito superior ao de qualquer feira do livro. Em tese, a escola poderá até adquirir os livros para a biblioteca e oferecer os comics aos alunos (65 livros = 130 comics).»

    O que fiz eu perante esta educada resposta?

    Rumei até à Feira da Ladra falei com o Wagner da Casa da BD que me disse:

    "Estás a ver aquele caixote com formatinhos da A/CJ? Leva o que quiseres e mete a miudagem a ler BD"

    Precisava de 131, ele ofereceu-me 250.

    'Nuff Said, true believers.

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  96. Falando em autores nacionais isto estava me a escapar completamente.

    Em Loures num excelente espaço e com vários autores nacionais.

    Specweek 2012. Descobri no blog do João Amaral:

    http://joaocamaral.blogspot.pt/2013/03/specweek-comeca-amanha.html

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  97. Jony da Costa
    Em relação ao formato, posso dizer que falei nas edições francesas sem conhecimento de causa. Apenas extrapolei em relação às edições USA e portuguesa. Pronto, fiquei a saber que a francesa é diferente"
    Mas a americana não. Isso eu sei porque já tenho essa série (Death Note em inglês há bastante tempo!
    Em relação à confiança... esta de ser mútua. Tanto das editoras em relação ao público, como do público em relação às editoras. Sobretudo num mercado tão pequeno como o nosso. Devemos comprar sempre o que gostamos (se houver dinheiro...) emboara até seja um primeiro volume, porque aí a editora descobre que a série vende, e continua, agora se por desconfiança as pessoas não compram o 1º número, quando vem o retorno de informação das livrarias ou bancas e este é próximo de "0"... se tu fosses o editor o que fazias? Cancelavas a série imediatamente! Era o que eu faria! Caramba, custa dinheiro publicar um livro!
    Eu só compro aquilo que gosto minimamente, seja de que editora for mesmo que esteja de costas voltadas para ela, como acontece com a Devir, uma coisa é a BD a outra relações pessoais.
    Eu tenho 49 anos (praticamente) e já vi a ascensão e queda de muita editora (comecei a ler BD com 8 anos, revista Tintim), portanto já tenho o rabo muito calejado em relação a isto. Mas a empatia (capacidade de nos pôr-mos na pele da outra pessoa) com algumas editoras foi crescendo por conhecer os próprios editores, e sei que eles também têm muitas dificuldades, dificuldades que o público muitas vezes não compreende.
    ;)

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  98. Diogo Semedo
    Sim, temos de apostar bem nos nossos, porque até temos um leque de autores de qualidade neste momento. Mas... para eles se dedicaram com mais afinco à BD é preciso divulgação (palavra chave desta discussão) e muita. Para tentar levar mais acima essa divulgação foram criados os PPBD que é um prémio só para portugueses!
    ;)
    Por exclusão de partes essa editora que falas deve ser a mesma a quem eu pedi material de divulgação no passado e me responderam "se quiser informação vá ao nosso site". Ora o site deles só dizia inverdades, aliás, foi umas das vezes que eu fiz um lançamento que saiu errado por isso mesmo... fui ao site...
    Mas eu estou-me a borrifar, a editora que se recusa a falar comigo e que me mandou essa resposta há alguns anos foi a Devir, gosto de chamar os "bois pelos nomes" numa discussão, e não consigo fazer aquela conversa do Octávio machado do "vocês do que eu estou a falar". A espinha deve andar direita e a minha gosta disso! Sou assim, não há nada a fazer.
    :P
    A partir daí Lançamentos e Eventos para eu publicitar têm de ser dados pela editora por email, garantidamente assim será feito com dados correctos e se houver barracada eu não tive o ónus da culpa.
    :D

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  99. Há iliteracia em Portugal, sim. E muita! Esta coisa, aliada à pouca disponibilidade da bolsa, faz com que grande parte dos adquirentes dos livros optem - como muito bem disse o Nuno Amado - por escolher as lombadas que ficam bem na estante. O que não é o caso da maioria da BD - limbada fina, alta, pouco consistente sendo em capa mole...
    O Diogo Semedo disse aqui umas verdades, que apreciei. Realmente, com Manga ou sem Manga, a arte é da nacionalidade de quem a faz. E há portugueses que fazem arte muito superior à que vem de fora (não estou a falar de mim, embora nalguns casos comparativos até me inclua), pelo que os prémios para portgueses, em exclusivo, é uma boa aposta. Também concordo que as edições brasileiras constituem, da forma como estão, uma intrusão que sdó causa confusão.
    Enfim, divulgue-se a BD no seu todo e não só o Manga, cujo já tem a ajuda dos heróis da TV.
    Concordo com as reticências do Nuno Amado quanto às editoras que querem divulgação no seu blog sem "passarem cartão". A publicidade paga-se; se esta é de graça, não tem graça nenhuma fazer o que fez a Devir.

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  100. Santos Costa
    Desculpa, mas não existem prateleiras com lombadas mais bonitas que as de BD!
    Os meus amigos (não bedefilos) quando vão lá a casa ficam de boca aberta ao ver aquelas prateleiras... extasiados!
    ;)

    Eu nem levo a mal que não me respondam das editoras quando estas decidem não o fazer, aliás prefiro isso a mandarem-me respostas daquelas!
    Já ultrapassei/sublimei esse problema... continuo a comprar livros da Devir quando me interessam, e tenho centenas deles. Agora não contem comigo para lhes fazer publicidade. Lançamentos já não fazia há anos, críticas a última foi Walking Dead! Nessa altura tentei mais um contacto com eles que não surtiu efeito, como tal borrifei-me a 100% para a Devir.
    Como disso no post em cima, eu levo o Leituras de BD muito a sério.
    :P

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  101. Nuno Amado disse...
    Anaoj
    (Porquê Anaoj?? És do contra ou é da "Dupla Personalidade"?)

    Eheh, é o meu nick já da altura dos primórdios da Internet em que era "inteligente" criar um nick que fosse o inverso no nome. :P (E eish, 'jasus', a Dupla, nem me fales que morro de vergonha de ter aquilo ao abandono. ;_;)

    *

    "O único Anime que eu vi até agora melhor que o Manga foi Bleach, porque não gostei dos desenhos do manga."

    Bleach foi tão bom nos primeiros 20 volumes. Depois passou a ser escrito por macacos. ;_;


    *

    E em relação a um tópico que ressurgiu na conversa, também concordo: gosto muito de manga, mas se a escolha for entre publicar manga ou publicar obras nacionais de qualidade, venham as obras nacionais. É que nem se deve pensar duas vezes. :)

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  102. Fiz uma busca por 'Casa da BD' e dei com isto:

    http://bibliotecarioanarquista.blogspot.pt/2008/04/casa-da-bd.html

    (para lamentar, é de 2008)
    :-)

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  103. Nuno,

    Já li de tudo... mesmo shounen.

    Quem fala em Pluto fala em Monster.

    Lamento, prefiro investir o meu dinheiro que por acaso me custa a ganhar naquilo que me interessa mesmo.

    Considero os trabalhos franco-belgas e americanos, mesmo os italianos com o seu fumetti muito superiores.

    -Bladder

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  104. Dou alvíssaras a quem me encaminhar para os número #2 a #5 do Escorpião.

    O #1 e o #6 há às paletes os do meio não.

    -Bladder

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  105. shit!

    Interpretei "anaoj" como "Anão J" (anão Jorge?), como em vertically challenged como dizem os amaricanos politicamente correctos.

    :P

    Mas seria pena que as edições que já começaram, como o Death Note ou mesmo o Walking Dead fiquem incompletos ou os intervalos entre edições se prolonguem indefinidamente.

    E não concordo que quem quiser retomar pode comprar as edições estrangeiras, como dizes Nuno existe iliteracia, já em termos de português então de inglês, só mesmo fanáticos, e estes já compraram as edições inglesas logo no início.

    O que vai acontecer é as edições lançadas nacionalmente acabarem nos sites de leilões.

    Uma possibilidade, para evitar demasiados custos seria as editoras adaptarem o sistema de Print-On-Demand/"impressão a pedido", compram ou alugam os direitos, traduzem, talvez imprimam algumas samples e o resto somos nós leitores/compradores que decidimos. Deste modo muitos poderiam completar as suas edições mesmo que muitos desistissem. Também ficaria mais barato.

    Não me parece utópico, estou a ser ingénuo? não faz mal.

    -Bladder

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  106. Anaoj
    Não gostei do desenho de Bleach...
    :P
    E quanto ao "dupla personalidade" acho que deverias ir actualizando...
    :P

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  107. pco69
    Isso é Manga importada do Brasil, já houve mais do género depois.
    ;)

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  108. Bladder
    Se não gostas, não gostas, mas agora que há obras magníficas neste género, há!
    :P
    Quero saber que alvíssaras me vais dar....:

    http://www.leyaonline.com/pesquisa/pesquisa.php?chave=enrico+marini

    Toma lá os Escorpiões!
    :P

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  109. Curiosamente Bleach no seu auge até era bastante louvado pela arte. E aquilo chegou a ser tão popular a dado momento que chegou a ter um capítulo inteiro a cores - que eu saiba, mais nenhuma série da Shounen Jump teve direito a isso (mas posso estar enganada). :3

    Ex: http://z.mfcdn.net/store/manga/9/19-162.0/compressed/_manga_rain_bleach_ch162_06.jpg

    Mas entretanto, descambou outra vez. Neste momento, as personagens parecem-se todas umas com as outras e cenários é mentira. :x

    *

    "Interpretei "anaoj" como "Anão J" (anão Jorge?), como em vertically challenged como dizem os amaricanos politicamente correctos."

    Não foste o primeiro. :P

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  110. Nuno,

    Ainda não levas nada, falta o #2 do Escorpião. :)

    Estranhamente (pelo menos para mim) na Wook não figuram os que aparecem na Leya pois costumam ter o material da ASA.

    Quanto aos Mangas, gostos não se discutem mas para mim apesar de admirar muita da arte sabe-me a pouco com algumas excepções, são essas as Mangas underground, adultas (sem ser pornográficas), nem eróticas, por exemplo os trabalhos de Yoshihiro Tatsumi (The push man, abandon the old in tokyo, good-bye), histórias deprimentes e desencantadas, perversas mesmo. "Seinen", muito poucas estão traduzidas, então em PT duvido que durante a minha vida... nem me atrevi a discutir estas obras aqui, não tem mesmo nada a ver com o mainstream.

    -Bladder

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  111. Nuno Amado,
    acredito que as editoras têm muitas dificuldades e algumas delas até são eximias na qualidade e respeito pela obra.
    Apesar de não ter comprado nenhum manga da Asa, (excepto Warcraft),tenho um enorme respeito pela Asa. Quando a meriberica faliu, deixando vários títulos no meio do caminho, a asa deu continuidade a muito desses títulos (rapaces, gypsie, Escorpião, XIII, Astérix,etc..).
    Infelizmente o cerno da questão é que não é publicado nenhum manga actual. Provavelmente a texto foi a única que apostou num manga recente e de muito sucesso - Ranma 1/2. Infelizmente a pouca divulgação e o facto de não ter passado esse excelente anime em Portugal não ajudou. Lembro-me que só descobri as edições de Ranma e Striker no nº 2, consegui depois o nº 1 com muita custa, e todos os meus colegas ficaram viciados na obra de Ranma.

    Quanto a Devir, a editora apostou muito bem ao escolher um dos melhores mangas da década, mas a maioria já o leu ou já o tem.

    Quanto a ideia do Brasil lançar manga nas bancas portuguesas...eu prefiro a língua de Camões, até porque as edições brasileiras tem pouca qualidade no papel, mas são efectivamente baratas e talvez consigam aliciar leitores. o objectivo seria criar consumidores e quem sabe...um editora Portuguesa conseguir depois lançar por sua vez mangas actuais e com sucesso de vendas.

    Um Anónimo falou nas editoras adaptarem o sistema de Print-On-Demand/"impressão a pedido", parece uma boa ideia. Eu de certeza aderia, se o preço não fosse excessivo.

    Para concluir, Portugal é um país com poucos leitores de Bd, caso contrario os albums Franco Belgas venderiam mais.
    Até porque O escorpião parou no nº6 (fim do 1º ciclo da saga do escorpião), falta apenas um nº para concluir Gypsie, XIII parou e nunca veremos a conclusão.
    No entanto continuo e continuarei a comprar bd traduzida para Português, apesar de já ter algumas em francês.

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  112. Diogo,

    Pelo jargão técnico utilizado, até posso apostar a que loja especializada te referes... E não te preocupes, porque sabes que podes vir bater à minha porta sempre que precisares, mesmo que seja só para pedir comics para distribuir gratuitamente. Ao contrário de outros, não faço qualquer gáudio em ter "milhares de comics em armazém", o que me parece uma belíssima gíria para "monos com fartura".

    Quanto às várias opiniões que aqui ali, são todos bem intencionados, mas muitas enfermam do problema do costume: utopia a mais e conhecimento real do mercado a menos.

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  113. Bladder
    Áh... mas eu quero as alvíssaras!
    Ora vê:

    http://www.bulhosa.pt/livro/escorpiao-o-segredo-do-papa-vol02-o-desberg-marini/

    Ora toma! Agora quero saber o que tu entendes por alvissaras...
    :P

    Olha, gosto muito de Pluto, Gantz, Claymore, Vagabond, Tekkon Kinkreet, Nausicaa, Death Note (apenas até metade, o resto nem por isso), Biomega, Silent Mobius... entre outros mais que ainda não li mas vou ler como Monster, Lone Wolf and the Cub e 20th Century Boys.
    ;)

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  114. Jony da Costa
    O problema das editoras é retorno comercial. Andam sempre no limite da perda!
    Seria preciso pelo menos aumentar para o triplo os leitores habituais de BD para qualquer editora poder respirar e até "brincar" um pouco com séries menos habituais!
    Infelizmente o panorama é esse.
    Um livro do Lucky Luke bende cá 1.500 unidades, em França vende mais de 100.000, por exemplo! Aliás quanto maior a tiragem, menores os custos de um livro, ou seja BD mais barata!
    Para isso, lá está, tem de haver mais consumidores!
    :\

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  115. Mário Freitas
    Áhh... então já sei qual a loja que falam!
    Posso dizer o nome?
    Posso?
    Posso?
    Vá lá...
    :D

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  116. "Provavelmente a texto foi a única que apostou num manga recente e de muito sucesso - Ranma 1/2."

    Recente na altura, assumo. :P

    É que ele já tem uns bons aninhos em cima. Aliás, depois disso, a autora escreveu Inuyasha, que já por si, durou uma eternidade.

    Só lhe conheço o anime (de Ranma), o qual via no extinto canal Locomotion - tinha bastante piada, mas era muito repetitivo (aliás, tal como Inuyasha). Nem sequer sabia que tinha sido editado em português. A colecção chegou ao fim?

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  117. Anaoj
    Pela informação que recebi foram publicados 12 capítulos (não livros) de 407.
    Tá lá em cima no post...
    :P

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  118. Ah, desculpa, claro. Nem me lembrei que tinhas publicado lá em cima. :P

    Pois, 12 de 407. Correu mesmo bem, hein? :s

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  119. Anaoj
    Sim, deve ter corrido... ao preço que era vendida... informações sobre preços algures nos primeiros 50 comentários!
    LOL
    :D

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  120. Ranma 1/2 foi escrito e desenhado por de Rumiko Takahashi, a mesma autora de Inuyasha. apesar do manga ter sido publicado em setembro de 1987, só nos anos 90 é que realmente estreou em anime e na Europa. Nessa altura a Europa entrava na febre dos mangas e animes, em grande parte devido ao sucesso titanesco de Dragon Ball Z e saint seiya.
    Quando a texto lançou ranma até estava bem atual, atrasado em relação à Espanha e frança, mas de apenas alguns anos. Vale lembrar que só na década de 90 é que surgem editoras a publicar manga, até então o mercado da BD era quase exclusivo dos comics da Marvel, DC, Dark Horse; BD italiana (tex e companhia), Disney e BD franco-Belga.

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  121. Jony da Costa
    Esses lançamentos passaram-me completamente ao lado...
    :\

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  122. Já agora, e só para mandar mais uma pedrada, o pessoal que diz que gosta de Manga (não queria usar o termo Otaku), Anime e Cosplay está a borrifar-se completamente para este tipo de discussão que lhes devia interessar se consumissem MESMO Manga. Este tópico foi espalhado em grupos exclusivamente de fãs de Manga e Anime e nem sequer dão a cara.
    Daí a minha conclusão de que qualquer publicação Manga para as faixas etárias alvos do Shounen e Shoujo (as mais rentáveis no estrangeiro) nunca venderão e estes "fãs" provam estar completamente ao lado disto! Eles não querem saber nada disto. Eles sacam da net os Animes, talvez um Mangazito de vez em quando e mascaram-se para eventos sobre personagens que vêem nos Animes!
    Portanto apostem em Mangas adultos. Essa faixa etária só quer ver bonecos na televisão!
    Que venha Manga para quem tem algum dinheiro para gastar em BD!

    E vou postar este meu comentário nesses mesmos grupos, só para provocar...
    :P

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  123. Na verdade, é porque a comunidade está um bocadinho morta e desinteressada no geral e não tem nada a ver com o boom gigante de há uns 4-5 anos - aliás, eventos como o Iberanime surgem no auge dessa popularidade, e tenho cá para mim, que este ano vai ficar àquem do sucessos de edições anteriores.

    Desde então, e por vários motivos, as pessoas deixaram de ligar mais a isto, continuando apenas a ver e a ler 2 ou 3 séries que mais lhe interessam e pronto (em vez das 8 ou 9 que acompanhavam todas as temporadas). Ah e ainda vão aos eventos, porque é onde os amigos estão. Mas na Internet, tudo o que é fórum de anime morreu (o AnimePortugal ainda vai tendo algum movimento, mas é devido apenas à quantidade monstruosa de pessoas que lá estão registadas que origina uma percentagem de users activos maior).

    É pena, porque passa de algo que poderia ter ganho algumas raízes em Portugal para uma simples moda. :s

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  124. Já agora, quais foram os grupos onde publicaste? :P

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  125. Anaoj
    Os grupos foram aqueles que eu conheço:
    Mangas and Animes Group (MAG)
    (848 membros)

    AnimaniaPt
    (1287 membros)

    :)

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  126. Bladder
    Ah!! Estava a ficar algo perturbado a ver que alguém que gosta de BD não gosta de mangá. Mas afinal gostas, destes aí uns titulos que são impares na minha opinião com o que se faz no resto do mundo. O problema é que cá não chegam (e sejamos realistas, nunca chegarão).
    Eu também já não tenho muita paciencia para a maioria da mangá mainstream, mas daí a dizer que não me interessa mangá... De qualquer forma, é como nos comics americanos (e neste momento, para infelicidade minha, até na Bd europeia) estou a ficar sufocado com o que tem sido posto cá fora a nivel mainstream. Mas por isso é que me viro para a mangá de vez em quando. É que procurando-se, mas procurando-se a sério, encontram-se obras excelentes e que vale a pena ter. Pena que ninguem as traduz :S E o que me chateia é que a maioria dos leitores de BD em Portugal têm o teu gosto (algo semelhante ao meu), mas nunca vão pegar em mangá porque cá continua-se a publicar só mangá para jovens. Acho que não faz sentido :S


    Anaoj
    Da autora de Ranma tens um animé mais antigo (e melhor na minha opinião) chamado Maison Ikkoku. Não vou negar, é uma comédia romântica old school mas é hilariante para caramba. Posso-te dizer que fiquei viciadão naquilo e é um género que é muito fácil cair no chato quando não é bem feito. Se te interessar procura que não te arrependes :)

    Nuno Amado
    Já percebi que disseste o que disseste para picar o pessoal jovem, mas na verdade acho que acertaste em cheio sobre o que se passa e o que se deveria passar.

    Mário Freitas
    Eu não me interessaria tanto o nome da tal editora que se porta de tal forma, mas estava sinceramente interessado na ultima parte do teu comentário
    "Quanto às várias opiniões que aqui ali, são todos bem intencionados, mas muitas enfermam do problema do costume: utopia a mais e conhecimento real do mercado a menos."
    Mesmo que signifique para mim uma lição de humildade, diz-nos de tua justiça a que te referes. O pessoal aqui quer é aprender. Chuta!

    Por fim, obviamente que prefiro que as NOSSAS editoras saturem o nosso mercado de BD, mas discordo com o estarem contra a entrada das editoras brasileiras no nosso mercado. Chamem-me velho mas eu tenho saudades do tempo em que os gibis andavam por aí. Se der para fazer BEM com as nossas editoras, sou o primeiro a concordar. Agora enquanto as editoras brasileiras nos forem safando...
    (Não sei se foi neste blog que li o quão mau são as edições Panini, mas se foi, porquê? O que têm de mau?)

    Abraço

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  127. Luis Sanches
    As edições da panini da DC e Marvel (revistas) valem o que valem! São baratas para a quantidade de páginas, mas... há sempre um mas... o papel é muito ordinário e poroso. Ou seja, o traço fica tipo esborratado pelas qualidades absorventes desse papel quase higiénico, e consegue-se ver os desenho da página seguinte. para além disso, e por causa da qualidade do papel, as cores ficam muito escuras e baças. Quando falei em esborratar foi um exagero para compreenderes o que eu estava a dizer. Mas é assim... ou preços baixos e qualidade menor, ou preços mais elevado com uma melhor qualidade. Estas revistas foram montadas para ser baratas! Portanto ninguém é enganado quando compra!
    Ninguém estaria à espera que uma revista com aquela quantidade de páginas custasse tão pouco. Claro que a qualidade ressente-se... é normal!
    ;)

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  128. Eu não costumo comprar mangas, actualmente, mas já comprei quando não estava desempregado e não tinha que contabilizar cada centimo que gasto!
    Contudo, sejamos honestos, o consumo de manga em portugal nunca foi nada de OMFG, quer fosse em PT ou em Inglês, mas penso que é de louvar o esforço que as livrarias de import como o Mundo Fantasma, a Dr. Kartoon, entre varias outras empregam nesse comercio e vão sobrevivendo nos dias de hoje!
    Especialmente se considerarmos que as novas gerações estão a ficar cada vez mais "digitalizadas" e cada vez mais cedo, o que afecta e muito no facto de hoje em dia, pelo menos em portugal, a "canalha" e até mesmo a malta "shounen/shoujo" evitar comprar BD em livros e séries de anime em dvd/BR, porque tá tudo ao alcance de meia duzia de cliques e de pouco tempo de espera!

    Honestamente... acho já não é mau as pitas darem-se ao trabalho de ler livros tipo "Twilight" e a chavalada, ler "Harry Potter".

    Em sumo... eu e muitos de nós compreendemos o teu dilema e concordo plenamente, que há muito hopocrita auto entitulado "fã", mas também tens de ter noção que nem toda a gente pode investir financeiramente na compra de mangas, por mais que queira investir nos seus gostos e ajudar tanto os autores, como também as editoras, comprando os seus produtos.

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  129. Mário

    Eu sei, já te chateio há mais de 10 anos e nunca duvidei em altura alguma do teu apoio. Na altura pareceu-me apenas que seria de bom tom dar-te uma folga das minhas 'pedinchices' e dar a oportunidade a outros de seguir o teu exemplo.

    Eu sinceramente já ia à espera da resposta que levei, mas é sempre bom partilhar algo verídico.

    Nuno Amado

    Como referi, se não digo o nome da livraria é porquê a minha querida esposa me o proibiu porque não me quer metido em guerrinhas de infantário e eu estou casado há menos de um ano e é de mau tom recusar um pedido educado da nossa cara metade.

    Para além disso, deixando a identidade do estabelecimento no mistério outros estaminés que se comportam da mesma forma (há pelo menos mais um das mesmas dimensões que faz o mesmo), se lerem o que eu escrevi vão mudar a sua atitude, pelo menos para não ficarem com a fama de unhas de fome.

    Em relação às editoras não tenho grandes queixas, pelo menos não em relação à Devir anterior ao 'golpe de estado' de 2007.

    Em 2005 contactei o José de Freitas que na altura estava na Devir e pedi uma pequena ajuda para oferecer prêmios de consolação aos concorrentes do concurso de BD que se estava a dinamizar no Pinhal Novo.

    A ajuda foi tal que os mais de 30 concorrentes tiveram direito cada um deles a 4 livros acabados de sair para as livrarias (acabadinhos de sair da gráfica sem uma única gralha) e a Devir ainda se ofereceu para imprimir gratuitamente na gráfica que utilizavam mil e tal panfletos, postais, marcadores de livro e cinquenta posters/muppis nos restos do rolo de papel onde se imprimiam os comics da Devir.

    Mas depois veio a 'Revolução'07' e perdeu-se uma grande editora que podia ter mudado o panorama nacional da edição de BD em Portugal.

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  130. Curiosamente, no segundo ano desse concurso para criadores de BD quis dar 'folga' à Devir e fui pedir um apoio à, agora sim vou dizer o nome pois trata-se de uma editora e eu não prometi que não dizia o nome de editoras, Vitamina BD.

    A resposta foi a seguinte:

    "Não achamos bem que todos os concorrentes recebam um livro dos nossos como prêmio de consolação. Oferecemos um livro ao primeiro e segundo classificados e ainda ofertamos um bonito livro de poesia ilustrada de uma nossa amiga que publicamos há uns anos (e que ninguém comprava) para a vossa biblioteca local."

    Eu sei que editar um livro custa caro, principalmente para as editoras mais pequenas.

    Mas é preciso ser tão protector (para não dizer galinha choca) quando, alguns anos depois dos livros andarem aos trambolhões nas mãos de uma distribuidora que todos conhecemos, estes acabam numa incineradora que só poluí os céus do nosso país?

    Enfim ... vou só ali um bocadinho ao blog Brasileiro dos Melhores do Mundo para esquecer estas velhas memórias que acabei de partilhar com uns belos comentários de bloggers apalermados.

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  131. David Gomes
    Claro que o consumo de Manga em portugal nunca, foi como dizes, OMFG! Antes pelo contrário... Mas sendo o consumo de Manga lá fora bem forte, estava-se a tentar perceber porque em Portugal é tão incipiente!
    Claro que a falta de dinheiro do pessoal mais jovem é um desincentivo... mas sabendo que até gastam dinheiro noutras cenas e sendo o manga relativamente barato, porquê não comprar? Sim porque chega-se quase sempre à conclusão que o livro é quase sempre melhor que o filme (Anime neste caso) que saiu dali?
    A leitura online não dá grande jeito e os scans na maioria são bastante pobres graficamente, porquê não ler?
    Aliás... porquê não ler na generalidade?
    :)

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  132. Diogo Semedo
    O meu "problema" com a Devir começou na altura da "Revolução 07"... LOL
    De qualquer modo acho essas tuas actividades louváveis!
    Quanto à editora eu soube logo qual era quando o Mário falou... Hell! Era fácil! LOL
    Mas não chateies a tua mulher, não vale a pena...
    :P

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  133. Durante bastante tempo eu comprava manga regularmente.
    Comecei quando ainda só as FNAC's basicamente as vendiam com Neon Genesis Evangelion e Rurouni Kenshin (da Glénat, em francês :\) dos quais tenho até ao volume 11 no NGE e todos os 28 de Kenshin. Ainda comecei a coleccionar Bleach, mas parei no vol.18 (edição americana da Viz) por falta de interesse (e fundos).

    O grande problema é, inevitavelmente, o preço de revenda. E claro que este é devido à questão da distribuição acima de tudo.
    Há pouco tempo comprei um tablet e voltei a comprar comics (em formato digital) que foi uma coisa doida.
    Porquê?
    -Mais baratos.
    -Disponibilidade ilimitada e imediata.
    -Não tenho gastos de deslocação física.

    A plataforma de eleição é a Comixology que também permite leitura online no seu site em qualquer pc e que distribui inclusivamente alguns mangas, mas nada de meu interesse pessoal para já.
    A minha grande questão é, porque é que não há mais editoras a apostar neste tipo de plataforma?
    É mais fácil, é mais barato (para as editoras e para o consumidor), poupa-se nos recursos naturais... Só vejo vantagens para toda a gente, no entanto só vejo editoras a queixarem-se das dificuldades que passam...
    É um meio que, como muitos outros, precisa de evoluir, acima de tudo.

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  134. No caso específico do ambiente português...
    Pá... Más escolhas a nível de títulos. Timings terríveis (pegam em séries velhas como tudo em vez de séries recentes).

    E ao fim e ao cabo, muitas vezes é preferível a versão inglesa/internacional, quer seja por melhores traduções ou por publicações mais rápidas e por vezes mesmo a nível de qualidade geral.

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  135. Na Europa, ainda existe uma certa prevalência aplicada à BD europeia. Basicamente, "eu presto e tu não". Isto não pode ser aplicado às gerações mais jovens e pessoalmente, conheço imenso pessoal que lê Mangas, BD's europeias e americanas e eu sou um deles.
    Portugal, infelizmente, não é um país de leitores, excepto para um grupo muito limitado. Cresci a ver DBZ, Saint Seiya e Samurai X, tal como todos os que deverão ter nascido no início dos anos 90 e foi a partir daí que comecei a interessar-me por cultura japonesa e comecei a ler mangas. Mas a qualidade delas, se fossem traduzidas para português, tal como aconteceu com as traduções portuguesas da Marvel, que também foram comentadas pela parca qualidade que tinham, seria tão mau ou pior como ler em brasileiro. Sou jogador de Magic e uma das coisas que recuso-me a fazer é comprar cartas em português. É que nem são em português europeu, além de estarem mal traduzidas ou terem erros de impressão.
    Não sou contra haver ou ser criada uma editora portuguesa para traduzir do japonês as mangas, porque imagino que nem todos falem inglês ou francês. Mas entre haver nada e traduções de baixa qualidade, venha o diabo e escolha.
    Pessoalmente, contento-me perfeitamente em ir à Kingpin ou à BD Mania e comprar as Mangas ou BD's que quiser, com traduções de top notch.

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  136. Acho que faz falta "produto de entrada": muito barato - mesmo com fraca qualidade de papel - e muito acessível, disponível onde as pessoas vão - papelarias, supermercados, etc. E isto aplica-se tanto ao manga como a qualquer outro tipo de banda desenhada.

    Se não há pessoas a comprar, é arranjar maneira com que passem a existir. Comecem a arranjar maneira dos miúdos quererem gastar tempo com BD em vez de jogos ou facebook X)

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  137. Apresentação bacana Nuno.

    No Brasil o Mangá foi bem aceito e hoje existe um volume bem significativo de publicações.

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  138. OS Meus 2 cents sobre o tema,1 eu sou fá de animes sempre fiu mesmo quando não sabia que o eram tipo Cavaleiros do Zodiaco,eu fiu daqueles que apanhei com grande parte da transição animação americana e Japonesa,eu gosto das cores e não nego da mesma maneira que sou comodista e gosto de ler a ocidental mangá que já li alguma (Batman Child of Dreams,Battle Angel alita).
    Eu comecei pelos filmes animados Disney antes da Bd,os Filmes Animados de Lucky Luck antes da Bd,nos comics foi igual quer fosse mais alternativos Tartarugas/Transformers/Indiana Jones/Star Wars ou super herois como Homem-aranha,Superman,He-man etc.
    Sem as animaçoes bem ou mal feitas eu não teria lido nenhumas bds,e isso atualmente falha tal como as ediçoes lOW Cost,que eu comprei em massa de diversas editoras nacionais ou estrangeiras.

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  139. Outra coisa que eu acho estranho para alem das decadas de desfasamento da edição e a não aposta nos Mecha tão tradicionais dos japoneses aonde andam os Robots gigantes ou não tipo Evangelion!!!????
    Dragon ball se não fosse a Planeta não teria sido editado até ao fim,acho que a ASA Perdeu o timming com a edição remasterizada do Z Na Sic Radical para promover o produto aos faz,não tenho a certeza que a versão mais antiga ainda era repetida pela 35a vez na Sickids porque tem audiençia se fosse bem publicitado ai podia ter continuado até ao fim.
    Já agora se Warcraft conta como Manga Scott Pilgrim tambem devia contar.

    "Eu só compro aquilo que gosto minimamente, seja de que editora for mesmo que esteja de costas voltadas para ela, como acontece com a Devir, uma coisa é a BD a outra relações pessoais."

    Eu já não sou assim quando corto é para sempre,só comprei 1s da Disney porque era outra editora,depois andam ai certas ediçoes não tão baratas que me dao nojo.

    "Mas depois veio a 'Revolução'07' e perdeu-se uma grande editora que podia ter mudado o panorama nacional da edição de BD em Portugal."

    Achas mesmo isso uma editora e editores que não conhecem o fim dos Runs e mentem com todos os dentes,a Panini Brasil Começou depois e acabou ou vai acabar 1 series que eram abandonadas por eles nos 1s volumes tipo Fabulas ou sem conclusão tipo Novos X-men,e pior mudam de editora e nome e repetem os erros do passado,quando podes fazer uma pesquisa e comprar ou não o produto digital traduzido ou não sem custos e sem perda de tempo,ou importar da Amazon ou outros,vejam a Previews deste mes para ver do que teclo.

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  140. "As edições da panini da DC e Marvel (revistas) valem o que valem! São baratas para a quantidade de páginas, mas... há sempre um mas... o papel é muito ordinário e poroso. Ou seja, o traço fica tipo esborratado pelas qualidades absorventes desse papel quase higiénico, e consegue-se ver os desenho da página seguinte. para além disso, e por causa da qualidade do papel, as cores ficam muito escuras e baças. Quando falei em esborratar foi um exagero para compreenderes o que eu estava a dizer. Mas é assim... ou preços baixos e qualidade menor, ou preços mais elevado com uma melhor qualidade. Estas revistas foram montadas para ser baratas! Portanto ninguém é enganado quando compra!
    Ninguém estaria à espera que uma revista com aquela quantidade de páginas custasse tão pouco. Claro que a qualidade ressente-se... é normal!
    ;)"

    Eu não vejo tanta diferença entre essas ediçoes e as finais da revistas e até tpbs da Devir 2007 que além do papel fraquinho,e preço não tão baixo,se tivessem continuado com a revolução não sei se ficaria pior,até hoje os Brasileiros se queixam em fora do encolhimento de tpbs.

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  141. Viva Nuno

    Não sei se já foi dito em cima mas as edições da Texto Editora foram efectivamente 12 do Ranma 1/2 e 6 do Striker (dois arcos diferentes).

    Tenho ambas e recordo-me que apesar da falta de publicidade a Texto deve ter feito um investimento significativo porque os primeiro volume vinha com um Boné com o logótipo da linha que se chamada Mangá, um T-Shirt e uma série de autocolantes (que devo ter algures).

    Isto faz-me pensar que foi muito mais dirigida a um publico infantil dado este tipo de ofertas o que não faz muito sentido porque os temas do Striker não são infantis e no Ranma existe alguma nudez (nada de Hentai).

    Eram impressas em papel reciclado de baixa qualidade o que originou, no caso do Ranma que hoje sejam difíceis de ler dado que a cola prendeu muito a folhas. No Striker já não existe esse problema dado que era agrafado.

    Relativamente ao tema, o publico português de manga tem gostos muito diversos e vai ser sempre muito difícil apostar em edições com muito sucesso, por exemplo o Dragon Ball veio 10 anos atrasado ao sucesso da serie. A Sailor Moon nunca foi aposta e foi também um sucesso anterior na televisão.

    Outro ponto importante é a quantidade de números de algumas séries Japonesas muito populares como o Berserk e o One-Piece, não me parece que existe mentalidade/capacidade nas editoras portuguesas para aguentar uma edição por mais de uma década se necessário, mesmo as americanas tem dificuldade.


    Por ultimo apenas uma curiosidade penso que o primeiro manga a sair nas bancas portuguesas, mas não de edição nacional, foi a Lenda de Kamui da Editora Abril no principio dos 90.

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  142. Para ficar registado, quando digo que não gosto de Manga refiro-me ao Manga Mainstream, mesmo muito Anime que por aí existe só consigo aguentar com uma broa.

    O mesmo faço para com as BDs e os Comics, obviamente que os meus gostos mudaram ao longo dos anos e ao aproximar-me da meia-idade os meus gostos são mais outros, gosto de ver algo mais trabalhado, profundo, com subtextos, inteligente, etc... apesar de ainda ler um ou outro Mainstream de vez em quando pois o que a BD tem de bom é que basta aparecer uma arte que nos atraia para voltarmos a um estilo que já não seguimos.

    Faz parte do crescimento, na literatura a mesma coisa, seguimos o que é para a nossa idade, antes contentava-me com cerveja, agora bebo rum velho, whiskeys, vodkas e alarguei o meu leque de gostos.

    Mas voltando ao Manga, para mim é mesmo cagativo, devia sim haver mais divulgação pois não se pode agradar a todos e nunca teremos publicações em número para todos os gostos.

    Moebius dizia que a BD é um fenómeno de países ricos, quer no campo da publicação como no da edição, ele disse isto ao Vasco Granja nos anos 70 em Angouleme e continua actual.

    Querem colocar as pessoas a ler Manga este país da bola? Ponham o Ronaldo a lavar o cabelo do Yu-Gi-Oh num anúncio para o Linic, vão ver como criam uma febre. Ponham o Marcelo a atirar uns quantos Death Notes para cima da mesa durante os comentários...

    Nuno Amado: Alvissaras dou-tas no outro Blog, tenho de ver se as edições que referiste existem mesmo em stock ainda, mas obrigado desde já que eu não sou ingrato.

    -Bladder

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  143. T.Vasconcelos
    Tens de ver uma coisa... o formato gigital vai favorecer apenas o lucro das editoras porque os e-books ficam quase ao mesmo preço da versão em papel!
    Apenas aqueles muito antigos e vendidos em packs ficam baratos...
    E sim concordo que as escolhas não têm sido as melhores por cá, mas como já se disse anteriormente, é dificil negociar as séries mais recentes!
    ;\

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  144. Jaime Prates
    No respeitante a livros de que maneira tu decides que as traduções inglesas ou francesas do japonês são boas?
    Já ouvi dizer que têm as mesmas falhas de tradução que as nossas! Se me falares em produtos originalmente em língua inglesa ou francesa acredito, agora em Manga parece que não!
    E segundo sei Dragon Ball da ASA teve uma excelente tradução, mesmo para fanáticos! Teve o problema de toda a gente já conhecer a série há muito tempo de trás para a frente...
    E folgo em saber que dás preferência às lojas especializadas portuguesas em vez da desgraça das FNACs...
    ;)

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  145. João Roberto
    Obrigado! Acho que está a ser, ou foi, uma bela discussão!
    Desde que haja vendas, e parece que aí há, os livros começam a aparecer em número e qualidade!
    :)

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  146. João Bispo
    Essa seria uma grande guerra!
    :D
    Conseguir colocar os jovens a ler logo de início!
    Eu consegui com a minha filhota! Foi um hábito que lhe criei e mesmo ela tendo televisão e computador tem sempre uma altura em vai ler , seja BD ou literatura (a recomendada para idade dela, claro... tem 9 anos).
    Portanto está na do pais! Estes é que são os educadores. Portanto primeiro temos de educar os pais... para estes puderem educar os filhos em condições! Agora quando o pai só vê as notícias desportivas e a mãe só vê as novelas... não estejas à espera que os filhos sejam muito dados à cultura, seja de que área for!
    :(

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  147. Optimus
    Eu por estar "zangado" com uma editora, não quer dizer que se essa mesma editora publicar um livro que eu goste não o vá comprar! Não visto a camisola das editoras embora me dê bastante bem com a responsável da ASA, da Contraponto ou da Planeta DeAgostini entre outros, por exemplo. Eu visto a camisola da BD, o resto são apenas remoques que existem naturalmente por sermos humanos...
    :P
    Em relação à comparação de qualidade que fazes entre as revistas da Panini e as da Devir, não concordo nada... eu tenho quase todas as revistas que saíram nessa altura e não tem nada a ver... são bastante superiores as da Devir. Não deixes que os teus problemas com a Devir te toldem o julgamento!
    :P

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  148. Dr. Septimus
    Sim, foi o indicado mais acima acerca de Ranma e Triker.
    ;)
    Também foi dito que parece que os episódios de Ranma foram editados "à toa", ou seja, parece que não começava do princípio!
    :D
    A Lenda de Kamui foi em brasileiro, certo? Por isso não foi contabilizada, apenas contei as edições de editoras portuguesas.
    As séries por maiores que sejam vão-se fazendo! Vão-se comprando. Haja compradores para isso! O problema é não os haver... ou por falta de divulgação, ou por serem antigas e datadas, ou simplesmente por já virem atrasadas e quem tem interesse nelas já iniciou em inglês ou francês! Este é um grande problema!
    Exemplo disto: Death Note!
    Já tinha a série há uns anos, e como é lógico não a vou repetir em português...
    :\

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  149. Bladder
    Lá está! Tu falas de uma coisa que eu tenho andado a dizer há uns tempos, a BD para vender tem de ficar "na moda". Isto só vai acontecer quando alguém muito mediático começar a fazer publicidade à BD! Tipo o exemplo exagerado que deste do Ronaldo, mas é por aí!
    :D
    Dás-me as alvissaras no PoP PorN???
    Como? Onde?? Porquê???
    :D
    Posso-te dizer que o que não falta por aí são livros do Escorpião... infelizmente...
    :(

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  150. Viva

    Sim o Kamui foi em PT-BR, mas apenas a referenciei como curiosidade.

    Nós não temos massa critica de publico neste momento para sustentar um mercado Mangá forte e as editoras parecem um pouco perdidas sobre a enormidade da oferta.

    O Death Note é uma raridade no mar de más opções editoriais, como eu acho que foi a publicação do Astro Boy

    A Asa editou o Astro Boy, que eu considero difícil de perceber para quem era dirigido (o note que tenho a mesma colecção da Dark Horse). É um Mangá em estilo antiquado que vai automaticamente afastar o leitor que prefere estilos/historias mais recentes,e não me parece que o podemos considera um titulo infantil. Só mesmo para conhecedores da importância de Tezuka na historia do Mangá.

    Quando à uns anos a Devir publicou o Dark Angel já se sabia que a serie estava parada no Japão (e penso que nunca foi acabada). Novamente parece um erro editorial.

    Será que uma das soluções seria apostar na importação de edições Brasileiras? Onde o mercado é mais forte e diverso onde podemos facilmente comparar One-Piece e Barefoot Gen.

    Esta opção poderia alavancar a edição portuguesa quando o mercado estivesse mais consolidado com series mais recentes e apelativas. Mas isto é apenas uma opinião.



    PS: Como seguidor assíduo do Blog aproveito para deixar aqui meus parabéns pelo excelente trabalho.

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  151. apenas um link sobre Striker:
    http://www.paulobrito.pt/striker-o-guerreiro/

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  152. Dr Septimus
    Astroboy foi um cartão de apresentação, penso eu! Uma obra emblemática em que a ASA apenas tinha a intenção de dar a conhecer o "pai" da Manga tal como a conhecemos hoje.
    Dark Angel é decididamente o pior Manga que tenho nas minhas prateleiras! Os dois primeiros livros até que nem foram maus... por isso procurei os outros 3 em inglês, e não foi fácil obtê-los, mas consegui. Quando li aquilo... bah... perda de tempo e dinheiro mesmo!
    Queres comprar?
    :D
    As edições brasileiras recentemente tentaram penetrar aqui no nosso mercado, mas sem êxito também...
    Isto está difícil para a Manga por aqui!
    :D

    ResponderEliminar
  153. Paulo Brito
    Esse teu link não me apareceu nas pesquisas... é difícil obter informação sobre estes Mangas da Texto Editora...
    :(

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  154. Eu tenho essas edições vou procurar

    ResponderEliminar
  155. Paulo Brito
    O Dr Septimus fez ontem um post bastante completo sobre estas duas edições, Ranma e Styker:

    http://aventuraficcao.blogspot.pt/2013/03/ranma-12-e-striker.html

    ;)

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  156. Vou terminar os meus contributos para a discussão com o meu feedback do lançamento da revista

    Banzai # 3.

    Estou espantado com a competência, dinamismo, profissionalismo e perseverança da equipa que está por trás da Banzai.

    A Banzai é apenas a ponta do iceberg de um projecto com cabeça, tronco e membros que pretende dar aos artistas nacionais (e não só, também trabalham com luso descendentes de vários pontos da Europa) as ferramentas para que se possam tornar excelentes profissionais.

    Do lançamento da revista destaco três pontos:

    - O Lançamento do terceiro número foi atrasado propositadamente para garantir uma série de apoios para a publicação que vai permitir a continuidade do projecto por muito mais tempo.

    O principal parceiro que anunciaram neste lançamento foi o do Jornal Público.

    A Banzai a partir de Abril passa a sair com o jornal e confirmaram de igual forma um acordo com o periódico que vai permitir aos artistas com quem a Banzai trabalha, serem igualmente aproveitados em futuros projectos do Jornal.

    2 - Projecto 'Senpai'. Por trás da revista está a empresa NCreatures, mas dentro da NCreatures existe o projecto 'Senpai' que consiste num atelier cooperativo para jovens artistas que ambicionam profissionalizar-se através do género Mangá.

    O projecto/estúdio/atêlier está aberto a todos os que queiram acima de tudo evoluir e aprender a trabalhar cooperativamente com outros artistas e pede-se apenas aos aspirantes a mangakás extrema humildade.

    O 'Senpai' é coordenado pela Manuela Cardoso, pelo Ricardo Andrade e pelo Mapril Santos e ajudam desde 2007 a formar uma geração de artistas muitissimo interessantes (a Gisela Martins e a Sara Ferreira foram as primeiras autoras a serem apoiadas pela NCreatures e vejam onde elas estão agora).

    3- E aqui eu bato palmas em pé. A NCreatures e a Banzai assinaram um protocolo com o Ministério da Educação que vai, já no próximo ano lectivo, criar nas diversas Bibliotecas Escolares clubes/ateliers extra-curriculares de Mangá / Banda Desenhada para dar aos alunos que tenham ambições artísticas as primeiras noções do que é necessário para se ser profissional na área da Nona Arte (qualquer que seja o género que aprecie).

    Para mim este último anúncio é aquilo que eu considero que se for bem aproveitado (pelas escolas) e e aplicado (pelos formadores) vai ajudar a formar muitos dos artistas e leitores das próximas gerações.

    Sei muito mais coisas, mas o Nuno Amado que me perdoe, mas quem quem quiser saber mais não perca a entrevista que fiz ao Ricardo Andrade e ao Mapril Santos da NCreatures na Sketchbook Portugal # 3 (a sair em Maio...a #2 sai dia 1 de Abril, não, não é peta de dia das mentiras).

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  157. Se calhar estou a embandeirar em arco, mas se a Banzai resultar parece-me a mim que vai ajudar 'dois coelhos de uma cenourada só'.

    Isto é,

    1º Ponto - É urgente dar mais espaço aos autores nacionais, a Banzai e a NCreatures é mais uma entidade que vai ajudar a suprimir essa necessidade.

    2º Ponto - A Banzai é uma revista de MANGÁ e vende. Só lhe falta um pouco mais de divulgação.

    Chegou-se à conclusão nesta discussão que muito poucos são os que lêem mangá, mas esta revista está a ser consumida.

    Quer o público de Mangás, como o de Animé, como o de Cosplay, como o de Comics, como o de F/B a compra pelos simples facto de ser algo que é feito com qualidade e com o atractivo de ser realizado por artistas nacionais.

    Vou estar muito atento a este projecto / revista e espero que muitos outros projectos de outras entidades lhes sigam o exemplo.


    Se pessoas com iniciativa continuarem a aparecer talvez daqui a uns anos possamos estar aqui todos a analisar como o Mangá e os artistas nacionais afinal conseguem vender em Portugal.

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  158. Viva Diogo, excelentes novidades acerca da Banzai. Já tinha conhecido algumas das artistas que trabalham na revista, e de facto dinamismo e profissionalismo são adjetivos que lhes assentam. Parece-me um projeto com pernas para andar apesar dos ventos pouco favoráveis que sopram. Fiquei só com uma dúvida: qual a periodicidade da revista para sair com o Público?

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  159. Já entrei em contacto novamente com o Ricardo Andrade. Também fiquei com a mesma dúvida e já lhes pedi que me esclarecessem esse ponto. Assim que tenha uma resposta posto aqui.

    Cumps

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  160. Diogo Semedo
    E este foi um excelente contributo!
    Obrigado pela notícia.
    E se assim for espero que o pessoal envolvido seja aproveitado pelo jornal para outros trabalho!
    Fico à espera de mais notícias então.
    ;)
    O segredo, como foi dito algures lá para atrás está em desenvolver o que temos e dar-lhes a possibilidade de mostrarem o valem, desde que seja com qualidade!
    :)

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  161. Nuno,
    Em primeiro lugar gostava de fazer uma correcção em relação à publicação do Lupin III:
    - Foram lançados 2 volumes (de 5). / vol.1:capítulo 1 ao 29, vol. 2: capítulo 30 ao 59.
    - Tamanho A5 (tipo VizBig edition) / Cada um dos livros tem +- 600 páginas
    - Contém muitos erros ortográficos.

    Se quiseres podes também acrescentar ao post que a edição do Dragon Ball (Planeta DeAgostini) foi lançada entre 2001 e 2002.
    E já agora, se quiseres, posso-te arranjar as capas dos 1ºs volumes do Lupin III e do Dragon Ball (Planeta DeAgostini) para adicionar ao post.

    Em relação aos títulos manga não venderem em português:

    Uma grande “fatia” da culpa é das editoras. Têm pouca ou nenhuma noção do mercado de BD, neste caso em particular o de manga. Depois é o que se vê, a nível editorial, e na grande maioria das vezes, as escolhas não foram as melhores.

    A grande maioria dos ditos Otakus portugueses são mais fãs de anime do que de manga. O típico otaku português não compra séries de anime e manga, a grande maioria simplesmente só as sacas da internet. Já ouvi pessoas a dizer que dar 10€ por um manga é uma roubalheira, resumindo, preferem não gastar dinheiro e ler online na internet, mas diga-se que os tais que só lêem online, são um “nicho” muito pequeno.

    No meu caso, não se poderei ser chamado de Otaku, visto que só gosto de anime e manga, não ligo patavina ao cosplay (o mais estranho é ver muitos cosplayers encarnarem que ninguém conhece e nem eles próprios conhecem). Não posso dizer que gosto mais de manga ou anime, mas possuo mais livros de manga do que DVDs de anime.

    Outra das razões, é o facto de já termos a série completa ou grande parte em inglês ou francês. Exemplo disso é o Death Note, quando a Devir lançou o manga em português, eu já tinha há bastante tempo a série completa em inglês, por isso não comprei. Mas para mim, só existe uma execpção nesse aspecto, ou seja, Dragon Ball, eu já tinha a série completa em português lançada pela Planeta DeAgostini, e quando a ASA decidiu lançar a série, nem hesitei em comprá-la. Não é que me considere um fanático de Dragon Ball, estou lá perto, sou piquinhas. Na sua globalidade, a edição está boa, mas existem alguns aspectos, como o nome de alguns personagens, traduções de alguns diálogos (mas isso já era de esperar, porque a tradução foi feita a partir da edição americana que peca por muitas falhas na tradução do japonês para o inglês) e na não numeração dos capítulos, que na minha sincera opinião é uma falha grave (piquice minha? talvez?).

    Cumprimentos!

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  162. Red Tiger
    Já alterei o texto com as tuas dicas!
    Obrigado!
    De qualquer modo não vou colocar mais imagens, senão o post ficava muito sobrecarregado. As do DB da PDA eu tenho a colecção toda, mas se me puderes mandar as capas do Lupin eu agradecia (com boa resolução). Podem-me fazer falta para outro post que faça. Podes mandar para nmamado@gmail.com
    :)
    Na realidade ou por falta de conhecimento do material Manga por parte das editoras, ou simplesmente por serem as edições possíveis de negociar com os japoneses isto não tem corrido bem...
    :\
    De facto eu também já tenho o Death Note há vários anos, e na realidade não vou gastar dinheiro em algo que já possuo... só faço isso a séries que considero muito boas.
    Dragon Ball da ASA não tem nada a ver com a edição da PDA. Achei esta edição da ASA muito boa, superior à americana!
    Infelizmente ficou pelo 18...
    Mas na realidade fazia falta que os ditos fãs de Manga gastassem alguns Euros nestes livros, porque se Dragon Ball tivesse sido sucesso (por exemplo) a ASA já tinha outras séries em carteira mais interessantes cronologicamente... assim descartou-se a possibilidade de ter mais Manga dessa editora, e à velocidade com que a Devir edita Death Note arrisca-se a perder a clientela porque quem gosta não vai querer esperar tanto tempo pelos volumes seguintes... tem ali em inglês mesmo à mão!
    :(

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  163. Só tenho "pena" que certas pessoas que se dizem fãs de Manga não passem por aqui para deixarem a sua opinião.
    Enfim! Mas visto que uma grande fatia dos fãs de Manga são de uma faixa etária mais jovem (adolescentes), é de esperar que se estejam a marimbar totalmente para o assunto.

    Assim que puder, envio-te as imagens das capas do Lupin III.

    Cumprimentos e obrigado!

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  164. Red Tiger
    Olha, também tive pena que muitos que gostam de Manga, ou dizem que gostam não tenham participado...
    Obrigado eu!
    ;)

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  165. Confirmação da periodicidade dada pelo Ricardo Andrade da NCreatures.

    "Até ao final do ano a colectânea mantem-se trimestral porque os autores estão a trabalhar nas histórias enquanto mantem os seus 'paying jobs', logo precisam de algum tempo extra.

    Assim, 3 sai em Abril, 4 em Julho, 5 em Outubro e por aí adiante."

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  166. Diogo Semedo
    Novamente... obrigado por essas informações!
    Como de repente deixei de receber material de divulgação da NCreatures, agradeço-te essas infos!
    ;)

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  167. A Devir traduz atualmente Death Note, Naruto e Ao no Exorcist. Contribuam para que traduzam mais. Disponíveis à venda nas lojas FNAC, Bertrand e outras. Visitem o site: www.devir.pt

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  168. Erika M.
    Sim, este post já tem algum tempo. Nesta altura ainda a Devir não publicava esses 3 títulos.

    Posso fazer a pergunta... por acaso está ligada às edições Manga da Devir?
    Obrigado
    :)

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  169. Vim parar a este artigo enquanto fazia um "estudo" pelos motores de busca sobre blogs de crítica de manga em português... e realmente acho triste que haja tão pouca coisa. Tirando o Clubotaku, OtakuPT e pouco mais, o que existe de produção de opinião focada em crítica e análise?

    É algo que vejo imenso no estrangeiro (leia-se, Brasil, EUA, França): blogs especializados em fazer crítica e análise às edições nacionais de manga (além de falarem do que se faz no Japão, claro). Publicam lá artigos enormes que avaliam as vendas de mês a mês ou de ano a ano. Fazem análises apetitosas sobre autores e títulos. Interagem com as editoras, trocam emails com os tradutores, procuram saber mais a respeito dos contrangimentos que tiveram que enfrentar no processo de adaptação.

    O público cá é pequeno; verdade (o país também é pequeno, enfim). Mas havendo crítica, seja em que assunto for, normalmente convida-se novos e velhos leitores a participar da discussão e encoraja-se também assim a compra, conquistando-se público no processo.

    Podem argumentar comigo que é difícil criticar um mercado que mal existe... mas também é difícil fazer mercado sem opinião que a alimente. O produto ganha "importância" aos olhos das pessoas, por assim dizer, quando há crítica e pessoas a falar sobre o assunto.

    Ontem visitei a página do Facebook da Devir e pus-me a ler os comentários. Aquilo mete aflição! Só gente a reclamar, e muitas vezes sem motivo cabível. Epa, eu até entendo que os lançamentos são lentos, mas onde estão as palavras a transmitir coragem à editora???? Ao princípio era criticada por apenas lançar Death Note. Agora é criticada por lançar três títulos diferentes. Preso por ter cão, preso por não ter!!

    Claro que aqui está em causa também a geração actual, muito habituada às facilidades da tecnologia actual e ao imediatismo das fansubs. Houve uma altura em que elas ajudavam a criar mercado. Hoje, podemos mesmo questionar se ainda será esse o caso.

    Eis um artigo que aborda a questão do ponto de vista brasileiro:
    «O “de fã para fã” criou e matou a possibilidade de um mercado de animes no Brasil»
    http://gyabbo.wordpress.com/2012/01/26/o-de-fa-para-fa-criou-e-matou-a-possibilidade-de-um-mercado-de-animes-no-brasil/


    E a sensação que tenho é que as traduções portuguesas não são muito procuradas, porque vigora entre os fãs também um desdém preconceituoso por essas tentativas: preferem ler em inglês, muitas vezes (erradamente) julgando o lançamento nacional sem o lerem sequer ou darem-lhe uma oportunidade.

    Ontem mesmo recomendei Ao no Exorcist da Devir a duas pessoas diferentes; ambas surpreenderam-se por haver em português (Não sabiam!!! Mesmo sendo fãs do manga. E quem os pode censurar por não saberem?). Uma delas ainda mais se surpreendeu com a tradução, dizendo que está muito boa, e que conseguiram capturar bem a personalidade do Rin, dentro das gírias e modo de falar tipicamente tuga. Tenho acesso ao original e confirmo; até ver, a adaptação está bem conseguida. Não é perfeita (ainda acho pouco natural dizer "a sua vida" ou invés de "a vida dele"), mas epa, nada de especial; vale a pena investir nela.

    Isto, enfim, é só um exemplo. Fazer opinião (instruída) e dar feedback, a meu ver, pode ser uma das respostas.

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  170. Rayana
    Obrigado pela colaboração.
    Acho que tens razão em muito do que dizes, mas vou apenas fazer uma ressalva sobre "opinião focada em crítica e análise".

    Se clicares no link que vou colocar em baixo vais ver que este blogue já o fez bastantes vezes. Aparte as divulgações de títulos tens críticas a livros e séries neste blogue, penso que em mais quantidade do que em muitos sites "otakus".
    E só não o faço mais vezes porque já reparei que a maior parte dos "otakus" se está a borrifar em críticas sobre livros ou séries Manga. Pensei que fossem mais interventivos nisto, mas não, este blogue sai fora do mundo deles visto que fala sobre BD na generalidade e não apenas sobre Anime e Manga. Dá a ideia que só vivem mesmo para os seu mundo e a única coisa que tem sucesso neste blogue no meio "otaku" são mesmo a fotos de cosplayers nos eventos a que vou.
    Infelizmente é isto.
    Existe aqui crítica a obras como Pluto, Vagabond, Dragon Ball, Claymore, Gantz, etc mas nunca recebi feedback, e isto mesmo publicando os links em grupos FB que são apenas formados para pessoal que gosta apenas disto: Anime, Manga e Cosplay.
    Tenho pena, mas é assim. Se houvesse mais feedback deles, com certeza que faria mais críticas a Manga.

    http://bongop-leituras-bd.blogspot.pt/search/label/Manga

    ;)

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  171. Rayana
    Se quiseres ver tudo o que foi publicado debaixo da tag "Manga" não te esqueças de quando chegares ao último post da página, clicares em "Mensagens Antigas". São 60 entradas, e haverá algumas em que eu me esqueci de colocar essa tag, mas essas paciência... lol
    :)

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Bongadas

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