domingo, 31 de maio de 2015

XI Festival Internacional de BD de Beja
Opinião



E novamente a romaria anual para a cidade de Beja.
Este maravilhoso festival já tem mais de uma década, e está a tornar-se uma enorme tradição dentro do pequeno mundo da BD em Portugal.

Para isso contribui o ambiente descontraído com que flui e evolui durante o fim de semana, as pessoas saem, entram, vão passear, voltam ao festival, encontram-se amizades, criam-se outras, enfim... é único!

Uma novidade deste ano é que em vez de abrir ao Sábado, foi durante a noite de Sexta-Feira. Outra novidade foram os concertos desenhados em que um artista desenhava ao som de uma banda, e o seu trabalho em execução era mostrado na tela atrás do palco. Outra foram algumas tendas de venda ao público que surgiram do lado contrário ao mercado de Banda Desenhada.

As exposições, apresentações e palestras/debates/entrevistas tiveram iguais aos anos anteriores, ou seja, interessantes e com uma cadência ao minuto que não deixava ninguém abrir a boca de tédio.
Este ano tivemos o impacto de duas faltas. Os dois artistas "cabeças de cartaz", Yslaire e Ted Benoit por e simplesmente não apareceram. O primeiro sem razão plausível, o segundo por ataque cardíaco... mas não se pode imputar ao festival este tipo de percalço, claro!

De qualquer modo, penso que o Festival quer crescer, pelo menos a Vereadora da Cultura da Câmara Municipal assim o afirmou, mas para isso algumas coisas básicas têm de ser melhoradas. A vertente comercial do festival tem de ser aprimorada na sua distribuição de espaço das várias bancas. O que eu vi não fazia muito sentido. Existem lojas que garantidamente tem de ter bastante mais espaço, e eu vi vendedores particulares com tanto, ou mais espaço que lojas que trouxeram novidades e livros recentes. Digamos que esta é uma situação facilmente evitável... a parte das tendas de vendas de merchandise também penso que terá de ser revista. É uma boa ideia, pode trazer muito movimento, mas tem de ser bastante mais trabalhada.

A chamada "tasquinha" para ir alimentando o pessoal está na mesma situação. Eu sei que é feito com voluntários e boa vontade, mas é uma coisa que pode ser MUITO melhorada. Por exemplo, não faz sentido estar a vender cerveja em copo de plástico mais cara que no bar da Casa da Cultura onde é servida em vidro e à sombra... Não faz sentido à hora de jantar ainda não haver bifanas! Não faz sentido estar no Alentejo onde se faz o famoso pão Alentejano e as tostas serem de pão de forma super vulgar...


A balança para o visitante é francamente positiva, disso não há dúvida, por isso tanta gente se desloca até ao centro do Alentejo para este festival. Continua a ser o meu preferido!
:)
Mas não posso deixar de referir as críticas que fiz atrás (se o Festival quer crescer há coisas que têm de ser acauteladas) e também senti, e isto pode ter sido apenas uma sensação minha que sou assíduo deste festival desde a sua 3ª edição em 2007, que faltou qualquer coisa no ambiente deste ano.
Mas digo e repito, é o meu festival de BD preferido! Não há mais nenhum sítio que misture BD, música, culinária, doçaria, calor, História (este ano foram azulejos) e proximidade entre o público e os artistas como este festival de Beja.


Desejo e quero uma vida longa para este excelente Festival de BD, e parabéns ao Paulo Monteiro e restante organização por mais esta edição, sobretudo sabendo que para o Paulo este foi um ano difícil.

Amanhã farei um post apenas dedicado às exposições e apresentações.




O Leituras de BD mais uma vez se orgulhou de ser parceiro do  Festival Internacional de BD de Beja.

Boas leituras

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