Gerry Conway faleceu hoje.
Ficará sempre nas nossas memórias como um dos grandes autores de comics de sempre. Vou recuperar um texto sobre ele do Hugo Silva neste blogue, em sua homenagem.
Este escritor de comics norte-americano é conhecido por ter criado dois heróis, um na Marvel (Punisher) e outro na DC (Firestorm), e por ter escrito um dos momentos mais marcantes dos comics em Spider-Man: The Death of Gwen Stacy! Para além disso o primeiro crossover entre a Marvel e a DC: Superman vs The Amazing Spider-Man. De resto escreveu para estas duas editoras em quase todos os seus grandes símbolos.
Ficam as palavras de Hugo Silva:
Gerry Conway faz falta
Gerry Conway é um dos maiores nomes da indústria de comics Norte-Americana, o seu trabalho nas duas grandes editoras faz com que seja um nome reconhecido e respeitado devido à sua escrita em títulos como Homem-Aranha ou Liga da Justiça entre outros.
Ele foi o primeiro a escrever um grande crossover entre as duas companhias, que colocava nas mesmas páginas os maiores símbolos da DC e da Marvel: Superman e Spider-Man. O seu tempo em Amazing Spider-Man é lendário, já que todos recordam a storyline que levou à morte da Gwen Stacy. Muitos relembram também as suas criações, nomeadamente Punisher para a Marvel e Firestorm para a DC.
Conway começou a escrever ainda nos seus 16 anos, para as revistas de horror da DC, até que conseguiu um lugar na Marvel pela mão do escritor e editor Roy Thomas. Foi no início da década de 70 que se deu a estreia em grande deste jovem numa breve passagem por títulos de segunda linha como Ka-zar, Inhumans e Black Widow. Apesar da sua idade ele passou ainda por alguns com mais importância da Marvel, como o Iron Man, Daredevil e Hulk, para além de criar personagens que seriam no futuro importantes para a mesma. Werewolf by Night, Tomb of Dracula e Man-Thing são algumas personagens que conheceram a luz do dia pela mente do jovem escritor.
Os tempos eram outros e só assim um jovem com 19 anos teria a oportunidade de escrever os 2 títulos que davam basicamente nome à companhia, Amazing Spider-man e Fantastic Four. O talento dele sobressaiu e este esteve à altura dos mesmos, levando a duas runs memoráveis em especial no cabeça de teia. No Aranha os personagens de apoio eram sempre bem retratados e ganhavam uma vida e importância tal que gostávamos tanto deles como do herói principal. Foi aproveitando esse destaque que ele escreveu logo no começo da sua run, a morte de uma das mais importantes personagens secundárias, a namorada de Peter Parker, Gwen Stacy.
Outro marco nos seus 3 anos em frente dos destinos do Aracnídeo foi a co-criação com Ross Andru de uma personagem que seria antagonista do nosso herói, mas que seria mais tarde uma das personagens mais importantes da editora, o Punisher, para além de alguns dos combates mais memoráveis com os vilões Tarântula, Escorpião, Mysterio, e ainda a primeira Saga do Clone.
No Quarteto, ele faz o Namor aparecer outra vez no caminho dos heróis e usa da melhor forma um dos melhores rivais da equipa, o Mago e o seu Quarteto Terrível.
Em 1975 o jovem escritor cometia o feito de voltar à DC e assim escrever para ambas as companhias, isto numa altura em que isso não era muito comum. Talvez por isso ele acabou por ser o escolhido para escrever aquela que seria uma revista marcante na história dos comics Norte-Americanos, o crossover que envolvia Superman e Spider-Man. Na casa das ideias, ele fez parte do rodopio de Editores-Chefe no final dos anos 70 tomando esse cargo durante pouco menos de um ano sucedendo a Marv Wolfman e deixando o lugar para Archie Goodwin.
Em Janeiro de 1977, o nome de Conway era já tão importante saíram 9 títulos para as bancas com o seu nome nos créditos. Avengers, Defenders, Spectacular Spider-man, Iron Man e as estreias de Ms.Marvel e Logan's Run para a Marvel enquanto que na DC seriam os títulos Superman e Action Comics a trazerem o seu nome, Foi aliás esta companhia que marcaria a sua carreira na década de 80.
Conway foi dos poucos a ter direito a duas runs diferentes com a Liga da Justiça, a primeira no final dos anos 70 com a Liga do Satélite e esteve envolvido nas histórias que trouxeram de volta a tradição anual dos encontros entre as duas equipas da DC, a JLA e a JSA. Ele também escreveu outros títulos grandes como Superman ou Batman sendo que no morcego realça-se a sua história que envolve o perigoso Hugo Strange.
Conway foi dos poucos a ter direito a duas runs diferentes com a Liga da Justiça, a primeira no final dos anos 70 com a Liga do Satélite e esteve envolvido nas histórias que trouxeram de volta a tradição anual dos encontros entre as duas equipas da DC, a JLA e a JSA. Ele também escreveu outros títulos grandes como Superman ou Batman sendo que no morcego realça-se a sua história que envolve o perigoso Hugo Strange.
Em 1986 voltou em grande à co-criação de personagens, e uma que rapidamente se tornou uma das favoritas dos fãs de Comics, o herói da DC, Firestorm. Conway escreveu mais de metade dos números da revista em que retratava um jovem, Ronnie Raymond e as suas aventuras como o herói nuclear ou apenas como o adolescente na faculdade. Sem sombra de dúvida que a influência Peter Parker via-se no mesmo, e isso que ajudava ao sucesso dele já que também aqui Conway dava importância ao elenco de apoio. Mais tarde a personagem fez parte inclusive da Liga da Justiça.
Antes de se concentrar nos seus trabalhos para TV e Cinema (que incluíam coisas como Conan, the Destroyer, Hercules, Law & Order e Perry Mason entre outros), Gerry teve ainda tempo de voltar ao cabeça de teia para escrever no final dos anos 80 as revistas Spectacular Spider-Man e Web of Spider-man.
Mais uma vez Conway mostrou como gosta de dar atenção ao elenco de apoio e personagens como Nick Katzenberg, Gloria Grant, Aunt May, Nathan Lubensky, Joe Robertson, ou Randy Robertson todos tinham algum destaque na vida da personagem. Também era dado destaque a personagens com poderes como por exemplo, Puma, Rocket Racer, Will-O'-The-Wisp, Prowler, Sandman, Silver Sable, Molten Man, Green Goblin e Chamelon a darem que fazer ao nosso herói, ficando esses personagens pela revista Web of Spider-Man.
Em Spectacular era o bom e velho JJJ, Ben Urich, Mary Jane, a volta do clone da Gwen Stacy e vilões como Tombstone, Kingpin e Duende Macabro a complicarem a vida do aracnídeo. Até a sua co-criação Punisher deu o ar da sua graça nesta última run do escritor antes de decidir concentrar-se na TV.
Deixa saudades porque é daqueles poucos autores que conseguiu mais que uma run memorável, ou agradável, com alguns dos maiores heróis de ambas as companhias.
Esta foi a homenagem do LBD a este grande Herói dos comics Norte-Americanos
Boas leituras




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