segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Swimsuit Editions [20]


Estou com problemas para este post. Tinha cerca de 200 imagens para escolha, e escolhi 56!
E agora?
Será este o post mais ilustrado de sempre do Leituras de BD?
Muito complicado...
:D


Os anos 90 ofereceram-nos estas preciosidades, desenhadas pelos artistas "na berra" da altura. Super-heróis e super-vilões em plena descontracção estival, nos seus maravilhosos fatos de banho e em poses magníficas...


Esta "pancada" iniciou-se com a Phantagraphics em 1990 com a sua publicação "Amazing Heroes Swimsuit Special". Penso que deverá ter havido sucesso comercial porque logo no ano seguinte a Marvel lançou o seu "Marvel Illustrated: The Swimsuit Issue", seguido pela série "Marvel Swimsuit Special" que durou até 1995. A mudança de nome foi para não haver confusão com outro título, o “Sports Illustrated”.


Mas quase todas as editoras apostaram nesta febre, como a Homage, Aspen, WildStorm, Top Cow, DC Comics, entre as mais importantes.
Aliás, houve várias editoras que no final da década de 90 interromperam este tipo de publicações, mas outras houve que continuaram até pelo menos 2005 como a Avatar.


Estas revistas não traziam só as imagens em fato de banho, mas também publicidade personalizada com os super-heróis a usarem determinadas marcas do mercado, e também focava bastante os heróis no ginásio.
Enfim, era a altura em que estas imagens de descontracção queriam mostrar muito sex-appeal de modo a conquistarem os tarados, e porque não as taradas também porque os heróis masculinos apresentavam-se em poses de galã de esquina...


De facto estas imagens são tão ridículas por vezes, que se tornam completamente viciantes! As poses, os fatos de banho, e tudo completamente fora de contexto nos cenários mais absurdos!


Esta foi uma grande prenda dos anos 90 para nós... transformar os heróis mais "casca grossa" e campeões da face mal encarada, em borboletas de diáfana expressão e poesia corporal!
Hell Yeah!
:D


Divirtam-se, tem aqui muitas imagens para ver! É um belo post para comemorar o número de 20 artigos já feitos nesta rubrica sobre os Anos 90.

Podem ver todos os artigos desta rubrica nos links abaixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens





































































































































































Adoro este Punisher...




Ok... este está a fazer nudismo!

Como repararam, este post foi pura poesia gráfica!
:D


Boas leituras

domingo, 8 de setembro de 2013

Os Comics e os Anos 90: Vertigo - Origens [19]



Domingo é dia de Os Comics e os Anos 90 e do Paulo Costa.
Hoje o assunto é Vertigo e as suas origens. Conheçam melhor o nascimento deste importantíssimo selo editorial da DC Comics através deste artigo de Paulo:

As origens da Vertigo

Vertigo. Um farol de inteligência e originalidade num mar de super-heróis viciados em esteróides e praticantes de violência gratuita. Numa era em que os títulos mais vendidos eram desprovidos de qualquer conteúdo literário, este selo foi criado pela DC Comics pela poder mostrar ao mundo grandes obras como o Monstro do Pântano de Alan Moore, o Homem-Animal de Grant Morrison ou o Sandman de Neil Gaiman. Pelo menos, é o que muita gente pensa. Na verdade, a Vertigo foi criada apenas em 1993, e apenas Sandman e Shade continuavam com os escritores originais, Gaiman e Peter Milligan, respectivamente. E o nascimento deve também muito à Disney, por falhar em arrancar com a sua linha de revistas adultos, que se devia ter chamado Touchmark.

É verdade, sim, que a existência de uma série de títulos que tinham em comum apenas a indicação “Suggested for Mature Readers” nas capas, foi a base de sustentação para a criação da Vertigo. Karen Berger foi a responsável por recrutar os membros da “Invasão Britânica” da DC Comics nos anos 80, trazendo para a DC nomes como os já mencionados Moore, Morrison, Gaiman e Milligan, mas também Jamie Delano, Garth Ennis e Warren Ellis. Claro, nem todos eram britânicos, e escritores como Rick Veitch, Mike Grell, Howard Chaykin, Tim Truman e Denny O’Neil também faziam parte desta lista de criadores que contribuíram para esta linha para leitores adultos, mais distanciada das tradicionais histórias de super-heróis (o editor Mike Gold também estava envolvido, trazendo alguns destes nomes quando saiu da First Comics, editora que tinha ajudado a fundar). No entanto, nem todas estas revistas sobreviveram o suficiente para serem incluídas na Vertigo, incluindo o Questão de O’Neil ou o Arqueiro Verde de Grell. Mas a janela para a criação da Vertigo abre-se graças ao regresso à DC do editor Art Young, que antes trabalhava para a Disney. Young era responsável pela Touchmark Comics, uma nova linha que fazia parte da expansão da Disney Comics para 1991, na época em que a empresa tinha o seu próprio departamento editorial. No entanto, a linha central era pouco apelativa e não vendeu o suficiente para justificar o investimento adicional na expansão.
























Young apareceu na porta de Berger com uma mão cheia de títulos, que seriam propriedade dos criadores. Ao contrário da Marvel e da sua Epic Comics, a DC não tinha muita experiência a editar títulos destes (“Ronin” de Frank Miller e “Gilgamesh II” de Jim Starlin eram honrosas excepções), com a divisão Piranha/Paradox Press a ter este material a seu cargo, mas de uma natureza mais experimental que qualquer produção da Vertigo. A linha assentava em títulos já existentes, “Animal Man” (começando no nº 57), “Doom Patrol” (nº 64), “Hellblazer” (nº 63), “Sandman” (nº 47), “Shade, the Changing Man” (nº 33) e “Swamp Thing” (nº 129), o chamado Universo Vertigo, que, mesmo com alguns crossovers entre títulos, na verdade nunca existiu. As primeiras mini-séries a começarem do início foram “Death: The High Cost of Living”, um spin-off de “Sandman” com a personagem favorita do público (Morte) e um dos títulos previstos para a linha Touchmark, “Enigma”. Durante o primeiro ano de actividade, foram lançadas novas séries de títulos anteriores à Vertigo, incluindo “Books of Magic”, “Black Orchid” e “Kid Eternity”, bem como algum material destinado à Touchmark, nomeadamente as mini-séries “The Extremist” e “Sebastian O” e a edição especial “Mercy”, permitindo ao selo ter uma linha cada vez mais diversificada.
























Com tantas revistas de géneros literários diferentes, seria necessário um elemento identificador para dar identidade à Vertigo. Dado o comportamento comum das lojas juntarem as suas revistas por editora, as capas mais conceptuais já lhes permitiam distinguir-se do material à sua volta, mas o elemento comum que unificou toda a linha foi o seu design, o chamado trade dress. A DC já tinha inovado nos anos 40 ao criar um logotipo para todas as suas revistas, seguindo-se as corner boxes da Marvel, introduzidas nos anos 60. Karen Berger foi mais longe e não só unificou o design das capas como também da página editorial e das secções de cartas. As revistas Vertigo tinham assim uma identidade própria difícil de duplicar.
























À medida que alguns títulos que tinham começado na DC eram cancelados (“Shade”, “Doom Patrol” e “Black Orchid” foram os primeiros), Berger começou a permitir que fossem criadas séries continuadas que pertenciam aos criadores. Até ali, apenas tinham sido publicadas mini-séries, mas 1994 ficou marcado pelo lançamento de “The Invisibles” de Grant Morrison e de “Preacher” de Garth Ennis. Ao contrário do que era feito em editoras como a First Comics ou a Comico, estas séries seguiam a inspiração de “Sandman”, e estavam programadas para concluir a história após um determinado número. “The Invisibles” foi um objecto de culto, mas “Preacher” tornou-se o primeiro êxito da Vertigo depois de “Sandman”, e deu ao selo o fôlego e a credibilidade necessários para continuar sem necessitar dos títulos de lançamento ou sequer de material de que a DC fosse completamente proprietária. “Transmetropolitan”, de Warren Ellis, transplantado da linha falhada Helix, foi o próximo êxito, e até ao final do milénio seria ainda lançado “100 Bullets”. Apesar de ser uma das melhores casas para material de autor, a Vertigo não abandonou as propriedades mais adultas da DC. “House of Secrets”, “Unknown Soldier” e “Trenchcoat Brigade”, que recuperava Mister E, Dr. Occult e o Phantom Stranger ao lado de John Constantine, permitiram criar novo material ligado a estas propriedades, que pouco tinham para contribuir para o exército de super-heróis do Universo DC.

Texto: Paulo Costa
























Podem ver todos os artigos do Paulo Costa no Leituras de BD clicando no nome dele, e podem também consultar todos os outros artigos desta rubrica nos links abaixo:
Os Comics e os Anos 90: Image Comics - Youngblood
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Morte do Super-Homem
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - A Queda do Morcego
Os Comics e os Anos 90: Crossovers entre várias Editoras 
Os Comics e os Anos 90: Dark Horse - Hellboy
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Onslaught 
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Elseworlds: Golden Age
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Heroes Reborn 
Os Comics e os Anos 90: Wizard Magazine
Os Comics e os Anos 90: Marvel - Os Monos da Marvel
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Hal Jordan: Ascensão, Queda e Redenção
Os Comics e os Anos 90: Alex Ross
Os Comics e os Anos 90: A Falência da Marvel
Os Comics e os Anos 90: Top Cow - The Darkness & Witchblade
Os Comics e os Anos 90: DC Comics - Sidekicks
Os Comics e os Anos 90: Marvel - New Warriors
Os Comics e os Anos 90: WildStorm - Planetary & Authority
Os Comics e os Anos 90: Substitutos
























A partir deste post a cadência semanal vai passar de três para dois artigos por semana, sobre os Anos 90. Em princípio esta passagem pela década de 90 terminará no final de Setembro. Pensamos que no final deste mês já teremos uma colecção bem exaustiva sobre o que se passou de mais importante, ou curioso, nos comics dos anos 90!

Boas leituras

sábado, 7 de setembro de 2013

A DC Comics mostra-se contra uma das instituições mais antigas da humanidade: o casamento!


Na Marvel foi necessário o Mephisto para acabar com um casamento entre personagens de BD...
A DC Comics não precisa disso para nada! Tem o Dan DiDio!

Para este anormal os heróis nunca se podem casar.
Com isto "acabou" com um dos meus títulos preferidos, Batwoman, e agora é Aquaman que está na calha para mais uma curva apertada.

Em Batwoman fez com que o homem que a levou ao sucesso, JH Williams III, abandonasse a série visto não concordar com a decisão editorial da DC Comics. JH Williams III disse que a sua história com esta personagem homossexual assentava no futuro casamento com a sua companheira, e que não fazia sentido ser de outra maneira. Já tinha tudo planeado... assim a partir da revista #25 o escritor da série será Marc Andreyko. Já agora... quem é este tipo? Não sei, talvez mais um argumentista de segunda categoria, visto que os melhores estão todos a sair das duas maiores editoras!

Agora esse anormal diz que o Aquaman nunca foi casado, nem nunca há-de ser. A Mera terá de viver em adultério o resto da vida...

Qual Mephisto... Dan DiDio é que é!
Porra, ninguém tem culpa que ele tenha problemas de relacionamento com mulheres (ou homens)!

Quando são os editores a decidir o conteúdo básico das histórias está tudo tramado. Sim, porque um BOM argumentista planeia e organiza a suas histórias em determinadas premissas e eventos futuros; depois aparece o editor a dizer: refaz tudo que eu não gosto disso.
E já agora... o Aquaman casou-se com a Mera "long time ago"...

Justificação, a Batwoman tem de ser uma mulher infeliz (Porquê? Porque é homossexual?) e os outros heróis, como o Aquaman, têm de se sacrificar pessoalmente... serão Padres agora? Será que vão mudar o uniforme para batinas?

OMFG!
Depois queixam-se que as séries não têm sucesso, ou que as vendas estão a cair!
Bem... a seguir ao #25 da Batwoman, acabou-se para mim. Eu gostava da série por causa do excelente trabalho do JH Williams III. Se ele sai e é o DiDio que manda, eu também saio.
(Cada vez compro menos comics...)

Boas leituras

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