“-… if I
don’t know the rules, I don’t have to stick to them.”
Quem me conhece do mundo Banda Desenhada sabe que o Universo dos Lanternas Verdes é o meu preferido nos comics norte-americanos. É o poder mais perfeito de todos na minha óptica… a força de vontade aliada à imaginação e inteligência, tudo unido a uma ferramenta: um anel esmeralda. E depois tem a parte sci fi de todo este mundo, são polícias intergalácticos!
Irresistível para mim! 😱
E ao mesmo tempo que eram um corpo espacial, uma equipa, a
forte individualidade de cada um estava sempre presente, os próprios anéis dos Lanternas,
fossem de que cor fossem do espectro da luz, eram todos diferentes pois
reflectiam a personalidade do possuidor.
Então, depois da grande saga de Geoff Johns nesta franquia, em que
colocou a fasquia num nível muito alto, tem sido difícil para mim pegar nestes
heróis da DC.
Quando comecei a ler a este livro fui logo resmungando e
remoendo entre dentes “- Áhh não…”, ou “- Really!?”, isto para não
relatar aqui alguns impropérios dignos de uma peixeira na tropa.
Então desisti do livro a meio.
Isto é muito fora da caixa para um fã do arquétipo clássico do Lanterna Verde 🤷🏻♂️
Deixei o livro em pousio agrícola durante dois meses e lá
voltei a pegar nele com a mente bastante mais aberta a mudanças (radicais)
nesta série, em relação à franquia clássica. Se o Universo Absolute é para ser
diferente, escuro e daninho então tive de sair da caixa.
E pronto, este texto vai ser referente à minha segunda leitura do livro.
O que se passa aqui logo de caras é uma reinvenção do mito
do Lanterna Verde.
Todos as personagens clássicas estão presentes, mas acabando por ter um papel
inicial nesta história muito diferente. É uma mudança radical de todos os
fundamentos em que o mundo clássico se apoia.
Relativamente à narrativa de Al Ewing vou separá-la
em duas partes neste primeiro volume.
Ele escolheu Hal Jordan para incorporar algo como o Black Hand.
Ou seja, o desgraçado no universo clássico já teve aquela fase do Parallax,
e aqui acaba por incorporar também algo não muito bom, embora o conceito me
pareça algo diferente.
Ewing junta vários Lanternas clássicos numa pequena
vila do interior, são residentes neste local Hal Jordan, Guy Gardner, John
Stewart e Jo Mullein. E aqui nesta 1ª fase conhece-se um pouco das
personalidades destas personagens, que não são exactamente as mesmas que conhecemos,
e aqui nesta vila dá-se um experimento alienígena.
Surge uma gigantesca Lanterna Verde pairando acima da vila,
e um campo de forças é colocado de modo a impedir entrada ou saída de pessoas.
E aqui surge uma figura algo assustadora: The Abin Sur.
Sim, não o nosso Abin Sur, mas sim The Abin Sur, ou seja, não é um nome, mas um
título. É um chato que quer julgar toda a gente com o moto be without
fear, que, diga-se de passagem, foi algo que nunca percebi muito bem neste
livro.
Quanto à descrição física desta personagem omnipresente em quase todo este
livro, vamos falar depois, na parte do desenhador.
Basicamente temos o início de um horror space comic,
e boa parte disto surge da mão esquerda de Hal Jordan colocando-o numa
posição a beirar o vilão. Quanto a Jo Mullein, torna-se inadvertidamente
uma poderosa Lanterna Verde (não vou dizer como), e deixa-me a pensar que a
nível de artefactos de poder, neste caso os famosos Anéis de Lanterna, estão
algo ausentes da história sendo substituídos, pelo menos no caso da Jo
pelo seu anel de casamento.
Pronto, apesar dos saltos da narrativa esta primeira parte acabei por gostar bastante, toda a luta e perseguição entre Jo e Hal foi bastante boa, as interacções também estiverem bem.
Mas quando entram para dentro do monólito verde, que acaba
por cair em cima da vila, torna-se tudo um pouco confuso. Personagens de mais,
as cores não consegui entendê-las, e uma filosofia de Lanternas protagonizada
por John e Guy que não achei fluida, achei como disse atrás,
confusa.
Acho que Ewing poderia ter feito bem melhor naquela
fase fulcral da designação das cores, e do que representam, acabando tudo por
ser muito etéreo, tipo a roçar malta a dar em psicotrópicos.
Faltou-me falar do vilão de serviço aqui: Hector Hammond. Sinceramente achei-o muito genérico, muito estilo executivo, muito igual a muitos outros do género. Poderiam ter feito bem melhor por aqui. Gosto dele bem mais cabeçudo 😏
Quanto a Jahnoy Lindsay ao nível da qualidade do seu
trabalho, vale exactamente o mesmo que para Ewing. Na primeira parte do
livro gostei bastante, na segunda parte acho que ficou confuso e pouco legível
por vezes. Não é o tipo de arte que me enche o olho, mas no cômputo geral era o
estilo de arte que melhor se adaptava a este tipo história de horror espacial.
Quanto ao The
Abin Sur… really? Uma mistura
de Majin Boo “do mal” com aquela personagem de quatro braços do Mortal
Kombat, o Goro. Sinceramente, não gostei, achei falta de imaginação.
Vou comprar o 2º volume? Vou!
Houve bastantes coisas que me agradaram, e pelo final, pode ser que venham aí
coisas que me agradam 😎.
(O amarelo voltou a ditar regras na franquia, pelo que vi neste volume...)
Boas leituras







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