sexta-feira, 11 de maio de 2012

A Palavra dos Outros: Animal Man #8 por Miguel Peres


Miguel Peres traz-nos hoje um dos títulos mais fortes da DC: Animal Man!
Toda a crítica da especialidade tem tecido rasgados elogios a esta série de Jeff Lemire. É a vez de passar pelo Leituras de BD!

Animal Man #8
Por esta altura, muitos fãs de banda desenhada fizeram as suas escolhas no que toca a ongoing series da nova série da DC. Portanto, não sei até que ponto será útil esta crítica, mas serve também para abrir discussão sobre o herói. À cabeça, comecei a do Superman (e entretanto já desisti) e a do Animal Man.
Conheci este herói através das revistas DC 2000 onde Grant Morrison deu uma grande volta a esta personagem. Aliás, de toda a revista as aventuras que mais gostava eram sem dúvida do Animal Man: parecia que a DC tinha dado a personagem ao escritor e disse-lhe: “faz o que quiseres com ele”. Li muitas e boas histórias com uma dose de bizarro e fantástico absolutamente geniais!
Então, quando soube que Animal Man ia voltar com Jeff Lemire (responsável pelo originalíssimo e viciante Sweetooth) não hesitei. E pelo que li, tem sido um dos grandes sucessos desta nova vida da DC. Todo o conceito do “Red” (e pelos vistos do “Green” com o Swamp Thing) como explicação sobre tudo o que está por detrás dos poderes de Buddy Baker, toda a liberdade em rebentar com o que é lógico e dar-nos a cru personagens estranhas e bizarras, faz com que cada issue seja lido avidamente e se chore pelo próximo.
O que realmente gosto em Animal Man, e isso está bem patente nesta nova série, é que sinto que a
personagem tem mesmo uma família com que se preocupar e que as suas ações têm consequências reais para os seus. Buddy Baker não tem só que se preocupar em enfrentar os inimigos, ele tem de se preocupar com os problemas normais internos de uma família. Sente-se que é natural, esta preocupação e o argumento consegue equilibrar bem esta dictomia entre dever com a sociedade e com a família. Neste #8, Buddy Baker decide contra-atacar contra o “Rot” e tentar que esta saga louca acabe. Cada página é muito bem aproveitada e sempre com um ritmo alucinante. E a arte de Travel Foreman continua impecável e consegue adicionar mais força a cada ação. Para quem ainda não segue esta personagem, aconselho vivamente que o faça: é garantido ganchos finais fortíssimos, arte alucinante e bizarra e um argumento com bons twists.

Miguel Peres

Este é um título que eu aconselho a todos quanto gostam de Banda Desenhada.
Novamente o meu obrigado a todos quanto já tem passado pela rubrica "A Palavra dos Outros", fico grato pelo interesse que têm mostrado em enriquecer este blogue.
:)


Boas leituras
Enviar um comentário