sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Crítica: Astérix e o Papiro de César


Já saiu no mercado a nova aventura do nosso irredutível Gaulês, e vou então dar a minha opinião sobre o mesmo, o primeiro que leio desta nova dupla de autores.

Astérix e o Papiro de César saiu no nosso país no dia 22 de Outubro, foi o 36º álbum da personagem, e o segundo da nova dupla Ferri (argumento) e Conrad (desenho). Confesso que não li o primeiro livro da dupla, mas decidi dar uma oportunidade a este, muito por causa do tema censura que rodeia o mesmo.

A primeira coisa que nos assalta a vista, é que na matéria do desenho a coisa está muito bem entregue, são fiéis ao original mas apresentando na mesma características novas que as tornam ainda mais apelativas. Gosto especialmente das expressões faciais, César teve alguns quadros bastante interessantes nesse aspecto, quando fica a ouvir as sugestões do seu conselheiro para que sejam ignorados os capítulos referentes à aldeia dos gauleses, e apresentar assim um livro que exalte apenas as conquistas bem sucedidas do império Romano.

Isso acaba por chegar aos ouvidos dos habitantes da aldeia, que são apresentados na sua típica vidinha de pancadaria e amizade, e vemos como o ferreiro e o peixeiro continuam nas suas provocações, e que o chefe da aldeia continua a ser guiado pelas críticas da sua mulher, mesmo que indirectamente.

Mas na tentativa de esconder a história, desaparece o tal papiro com os feitos dos gauleses, com a ajuda de um jornalista que tenta assim que a verdade seja contada, e foge para a aldeia dos irredutíveis para aprofundar a questão. Isso acaba por ser descoberto pelo conselheiro que manda seguir o mesmo, recebendo notícias por pombos correio (que por vezes passavam por um certo barco pirata) e decidindo ir ele resolver o problema.

Quanto ao assunto do conselheiro, achei o design do mesmo parecido com o do vilão principal na aventura "A Zaragata", estive até sempre à espera de alguma referência ao mesmo, mas deve ter sido só uma impressão minha.

O final é adequado, o tema censura podia ter sido mais bem explorado, mas no fundo a coisa não é mal tratada. Senti falta daqueles pequenos trocdilhos/puns, tão comuns nestes livros, mas a parte do humor é aquela que mais mudou nestas novas aventuras. Em todo o caso não achei dos piores álbuns da personagem, colocando ao nível de um dos primeiros a solo do Uderzo.





























Espero que gostem
Hugo Silva
Ainda sou do tempo










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