terça-feira, 20 de março de 2012

I Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada - MAB Invicta: Últimas Fotografias, Entrevista a Melinda Gebbie e Considerações Finais


O I Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada - MAB Invicta encerrou este fim-de-semana. Infelizmente não pude viajar até ao Porto para mais convívio, e não consegui assistir à exposição Tex Gigante nem estar com Fabio Civitelli e com a dupla humorística Geral et Derradé.
Pelas imagens que vi, esta segunda etapa do MAB Invicta um pouco mais de público que a primeira, o que a ser verdade premeia o esforço dos organizadores deste primeiro festival de Banda Desenhada!

Antes deste fim-de-semana a organização, em parceria com a casa Niepoort, levou os artistas que estiveram presentes no primeiro fim-de-semana até ao Douro, mais concretamente até às instalações da Niepoort. Foram convidados a fazerem rótulos exclusivos para esta casa, mas primeiro fizeram uma viagem pelo Douro para ganhar inspiração!
:)

Nenhuma das fotos neste post é da minha autoria, como é lógico, e quero agradecer ao Manuel Espírito Santo e ao José Carlos Francisco pela gentileza em me deixar usá-las!
Mas… finalmente consegui dar conta do vídeo que fiz durante parte da entrevista a Melinda Gebbie por Manuel Espírito Santo (organizador do MAB) e está no fim do post. Infelizmente não tinha cartão de memória para gravar tudo…
:(

Mas este festival finalizou no Domingo e é normal e da praxe fazer-se um balanço!

Prefiro começar a falar nos pontos positivos.
Adorei o entusiasmo e a coragem com que a organização abraçou este projecto!
Foram incansáveis na maneira como se desdobraram em contactos, conseguindo alguns bons autores e parcerias! Sim parcerias são importantes quando alguém se propõe a fazer um evento destes com custos que se aproximam com o “0”…
Outro ponto importante a reter foi a maneira como o evento foi divulgado nos meios de comunicação social. Saiu em vários jornais nacionais e teve direito a espaço de antena na RTP1. Não é fácil, e não costuma acontecer! Parabéns à organização pela maneira como se “mexeram”.
Outra situação muito interessante foi a frisada em cima respeitante à Niepoort. Acho que foi muito boa ideia os artistas presentes no MAB serem presenteados com aquele passeio no Douro. Isto antes de criarem novos rótulos para este vinho do Porto. Achei uma excelente parceria!
Já agora, as casas de banho em quantidade e uma caixa Multibanco à entrada foram uma mais-valia! Ao nível das instalações foram o único ponto positivo.

Pontos negativos…
Bem… uns posso pô-los em cima da inexperiência, visto que foi o primeiro festival, outros advieram do perfil e stress do principal organizador.
Começo pelos primeiros.
O espaço do festival não foi bom. A Faculdade de Belas Artes do Porto não tem condições para receber um festival deste género. Os organizadores não tiveram espaço de manobra para fazer tudo em condições, porque os horários desta Faculdade não deixavam ninguém trabalhar! Durante a semana há aulas, assim só houve tempo para dispor tudo para receber o Festival depois das aulas, e a Faculdade não autorizou trabalhos para além das 23 horas. É impossível preparar exposições nestas condições. Mais, a organização tinha de ter tudo no sítio logo após o fim-de-semana de festival, para receber os alunos que iriam ter aulas. Isto é francamente stressante e redutor… para além disso, os estiradores onde estavam expostos os originais e reproduções artísticas estavam nalguns casos com graffiti sem nexo. Isto era um espaço pago e nem por isso barato!!!!
Sinalização. Esta importante ferramenta não existiu. Não estou sequer a falar dentro da faculdade, estou a falar no Porto. Nos principais pontos de passagem desta cidade devia ter havido sinalética que levasse pessoas para o festival. Mesmo para quem quisesse de antemão ir ao festival tinha dificuldades se não conhecesse o Porto. Não basta saber o nome da rua, é preciso indicá-la!
Credenciais. Apenas os elementos da organização estavam identificados. Devia ter havido credenciais para artistas, jornalistas e convidados. Um fio ao pescoço de toda esta gente passa um ar de credibilidade para o exterior! Assim como os artistas deveriam ter atrás deles nas mesas de autógrafos uma placa com o seu nome, ou então um pequeno prisma em cima da mesa que os identificasse.
O MAB incorreu no mesmo erro que o Amadora BD… passo a explicar, houve exposições que não se encontravam no recinto do festival. É incompatível ir ao festival e depois andar por outros pontos da cidade para ver, por exemplo, a exposição do Príncipe Valente! Não se pode fazer isto em grandes e compactas cidades, só Beja o pode fazer porque fica tudo muito perto e dá para ir a pé!
Bilhetes. As crianças até aos 12 anos NÃO deveriam pagar.
Falando da organização propriamente dita, esta precisa de ser incrementada com outros protagonistas. Não pode quase tudo cair em cima de uma pessoa. Esta entra em stress e não consegue avaliar em condições algumas situações. Na minha opinião (que vale o que vale) deveria haver pelo menos mais dois organizadores em pé de igualdade no que respeita a decisões, e decidirem em conjunto. Assim como um Relações Públicas que fosse a cara do Festival para a Imprensa. É humanamente impossível para o Manuel Espírito Santo, por muita genica que tenha, dar “conta do recado” sem entrar em stress, o que não é bom para a organização pois pode provocar situações fracturantes desnecessárias, devido a esse mesmo stress!

Civitelli a dar autógrafos


Que me perdoem os organizadores do MAB, que sempre foram muito gentis comigo, mas estes pontos que apontei foram feitos numa base de observação e construção, e não para mandar abaixo!
Gostaria muito de ver um MAB para o ano, melhor e mais maduro! Estes pontos que apontei foram para melhorar e não para dizer mal. O Porto merece um festival de BD, e a ver se se melhora os pontos negativos para o público acorrer em maior afluência ao evento.

Geral et Derradé (da direita para a esquerda)



Exposição Tex com Civitelli ao meio



Artistas na casa Niepoort



Artistas na casa Niepoort



Exposição Príncipe Valente



Exposição Príncipe Valente



Exposição Príncipe Valente




Primeira parte da entrevista a Melinda Gebbie




Segunda parte da entrevista a Melinda Gebbie

Boas leituras
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